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sábado, 8 de janeiro de 2011

Cavaco emprestou prestígio e foi pago por isso

Os cavaquistas estão a perder discernimento: tentam confundir milhares com milhares de milhões (os 1.500 Euros de Alegre com os mais de 2.000 milhões do BPN), a compra e venda do trabalho de um escritor com a compra e venda da notoriedade e prestígio de um antigo Primeiro-Ministro, que tb meteu a família ao barulho.

Os cavaquistas estão a branquear-se, a eles próprios, a desvalorizar, a tentar apagar, os que se aproveitaram da fraude, em créditos fraudulentos a accionistas, hoje mal parados, oferecimento de acções por baixo da mesa ou abaixo do preço para pouco tempo depois aceitar a recompra das acções com lucros escandalosos.

Muitas personalidades, jornalistas, escritores, escreveram para a célebre campanha do BPP que teve como mote o valor do dinheiro. Clara Ferreira Alves contou ontem no Eixo do Mal como foi contactado, discutiu o preço, escreveu o texto, e foi paga por isso, aliás mal paga, considera, os escritores neste País não têm a consideração que merecem.

A única diferença com Manuel Alegre é que este mais tarde se apercebeu do uso do texto e se arrependeu de ter recebido o dinheiro, tentando devolvê-lo, só que o BPP de Rendeiro não aceitou a devolução, e isso serviu hoje para fazer a primeira página do i, é a ocasião esperada para um tal Manuel Rendeiro, aqui no ionline, tentar enterrar Alegre. Faz sentido.

Mas por muito que estiquem os 1500 € e as confusões, e escrúpulos, de Alegre com o caso, não conseguem fazer deles 1500 milhões. E foram bastante mais os créditos a fundo perdido, as falsas mais valias, o fartar vilanagem que vigorou no BPN. A que Cavaco Silva e família deram o nome, emprestaram prestígio e credibilidade. E foram por isso principescamente pagos.

E isso é politicamente relevante, em qualquer parte do Mundo, não serve de nada gritar que vem aí lobo, o lobo está dentro do redil e vai querer comer todas as ovelhas que puder. Basta ver como os membros da sua comissão de honra defendem desesperadamente o chefe. Que a vitória do chefe é a oportunidade esperada de voltarem a comer da gamela. Do BPN e do Orçamento de Estado.

domingo, 12 de dezembro de 2010

E a mim ninguém me diz nada ?!


Sócrates: Executivo do PS "vai chegar ao fim da legislatura". "Isto é que ter fé, irmã!" Como dizia o passante àquela freirinha com o carro avariado apanhada a fazer xixi para dentro de uma lata de gasolina...

Há 2077 pensionistas com mais de 100 anos. É sempre assim em vésperas de eleições: esqueceram-se de actualizar os cadernos.

Metade das vagas de emprego fica por preencher. Como diria a Ivone Silva: "Isto é que vai uma crise!".

Videojogos sabem jogar com a crise e estão a vender mais em Portugal. Eis o caminho! Já se vê uma luz ao fundo do túnel.

Estado de euforia passou - admite Jesus. (Notícia com chamada de 1ª pág no CM) Até que enfim! Por que é eu sou sempre o último a saber?

Paulo Portas defende que as horas extraordinárias não devem ser tributadas. E ainda há quem diga foi o PP espanhol que esteve por detrás da greve dos controladores aéreos. Afinal foi o PP português.

sábado, 6 de março de 2010

Contra o Primeiro-Ministro, marchar, marchar


Investigadores do Freeport o têm novos indícios que justifiquem uma deslocação a Londres - diz o Público com base em declarações à Lusa de uma fonte judicial. Pois é mas o Expresso que terá chegado à noite de sexta-feira sem manchete que vendesse, arrisca uma que desfaz o Primeiro-Ministro: PJ em Londres para investigar novas pistas contra Sócrates.

Qual delas é que for retida pelos telejornais do meio-dia? A do Expresso, claro, exclusivamente. Estou mesmo a ouvir: "ainda tentámos telefonar para a redacção do Expresso para lhes pedir um comentário sobre a declaração da Lusa". Ninguém atendia. Para o dr. Balsemão, nem tentámos. Já sabemos que ao sábado ele não atende o telefone.

E aqui se vê porquê. Não havendo desmentido o Expresso é dinheiro em caixa, todos o citam e lhe fazem publicidade, que bem precisa. Tudo o que possa surgir em contrário é irrelevante, até segunda-feira. Disso os jornalistas televisivos, que um dia bem podem precisar de um emprego no império de Balsemão, se é que já não trabalham para ele, nem tomam conhecimento.

Esperto este militante nº 1 do PSD! Assim ganha sempre. E já agora: qual foi o juiz ou desembargador, o procurador ou polícia, que ficou encarregado este fim-de-semana de alimentar a campanha em curso para derrubar o Primeiro-Ministro eleito?