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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fica-nos mais barato que o Sporting ganhe

O Sporting vai jogar daqui a bocado na Madeira com o Nacional. Normalmente como benfiquista eu devia torcer pela derrota do nosso rival do outro lado da segunda circular. Sobretudo depois de que um grupo de energúmenos de adeptos seus, comandados pelo renegado polícia Cristóvão, foram à Luz com propósitos de organização criminosa cometer crime de dano, fogo posto e outras "bagatelas" penais.

Continuo a defender que devem pagar pelo crime. Mas desejo-lhes sinceramente que ganhem e continuem na Taça. Pela simples razão que uma vitória de um clube madeirense traz-nos sempre encargos: as viagens do clube ao Jamor, em Maio, e na próxima época, quem sabe, uma qualquer deslocação do Nacional pela Europa, numa qualquer eliminatória da UEFA.

Que isso não é nada comparado com os rios de dinheiro que os clubes da Madeira nos custam pelas verbas que vamos continuar ao Jardim para ele dar aos clubes ? È verdade, mas uma derrota de um clube de madeirense é sempre uma pequena economia que fazemos.

De resto, não vale a pena sermos piegas: é assim que os madeirenses querem e por isso votaram no caudilho. Não para gastar o dinheiro deles, como é próprio da democracia representativa. Mas para que ele saque o máximo dos continentais e distribua benesses pela Madeira.

É uma perversão, essa de votar em quem é melhor para gastar o dinheiro dos outros, ah pois é.  Mas como diria Jardim "é o sistema" que temos. Diante de Jardim, agacham-se os Presidentes, agora Cavaco, antes Sampaio. E vem agora a Srª Merkel a declarar que o Rei vai nú? Mal sabe no que se meteu.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Está-se a bater ao lugar do Catroga na EDP

Coitado do Cavaco, foram-lhe ao bolso, agora não ganha p'ró petróleo! As pensões que recebe e algumas outras que ainda vai receber, de que desconhece o montante exacto, "não chegarão para pagar as despesas". Por ora, entende-se, quem não chora não mama, vai-se aguentando, com ajudas de custo e despesas de representação, além do pagamento das despesas oficiais, no Palácio de Belém e onde quer que vá, ele e a família, os "alfinetes" da função.


Compadecidos, os jornalistas que sempre o acompanham foram ver: recebeu em 2010 só de pensões cerca de 141 mil euros, uns 10 mil por mês, mais subsídio de Natal e 13º mês. Coitado dele! São menos de três meses do ordenado de Catroga, o protegido, na EDP. O qual nem por isso deixa de receber mais "uns pintelhos", uma reforma de uns 10 mil euros, como Cavaco, o protector.

"E não recebo quaisquer vencimentos pelas minhas funções"... Que horror: obrigaram-no a escolher entre o seu ordenado de Presidente da República, no activo, e os seus rendimentos de antigo funcionário público, na reforma. Perdeu assim, de uma assentada, 6.523 euros por mês. Foi quando decidiu empurrar o Sócrates pela borda fora! E deixou de acreditar nos mercados e nos demais dirigentes da Europa. 


Pois, meus amigos, isto é como diz o Valupi, no Aspirina B

Ter deixado de executar plenamente as suas funções presidenciais para proteger Dias Loureiro não chegou.
Ter mentido a respeito da sua ligação ao BPN não chegou.
Ter alinhado estratégias com um partido político para fazer oposição ao Governo não chegou.
Ter usado os Açores para provocar um clima de alarme social contra governantes não chegou.
Ter sido a eminência parda de uma golpada político-jornalística com a finalidade de perverter actos eleitorais não chegou.
Ter insultado todos os candidatos presidenciais no discurso de vitória não chegou.
Ter ido ao Parlamento numa ocasião solene para instigar à queda do Executivo não chegou.
Ter feito tudo ao seu alcance para que o PEC IV fosse chumbado não chegou.
Ter opiniões radicalmente contrárias dependendo de quem esteja no poder não chegou.
Talvez agora, por causa de 1300 euros, chegue. Chegue para ser vaiado pelos portugueses que tiverem o azar de se cruzarem com este miserável Presidente da República na rua.

"Miserável", claro, pelas reformas de miséria, de que se queixa. Uns "míseros" 10 mil euros por mês. Mas "com cama, mesa e roupa lavada". 
Assino por baixo.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Até que enfim: "Médicos perdem hoje a guerra dos genéricos"

Será desta? A prescrição por denominação comum internacional é obrigatória na Europa há mais de 20 anos, onde o médico apenas se preocupa da substância activa para tratar a doença, não age como defensor exclusivo, propagandista, beneficiário, de nenhuma marca em particular.

Será diferente desta vez? É uma guerra que em Portugal vem dos tempos de Leonor Beleza, que também por isso teve o lobby dos médicos, e das multinacionais dos medicamentos, à perna. Foi corrida. Por Cavaco Silva. O mesmo que ainda há um ano vetou um diploma nesse sentido, que tivera a oposição da Ordem dos Médicos, pois claro, mas também do PSD e do CDS.

Será diferente desta vez? Foram 25 anos perdidos, 25 anos a financiar interesses esconsos, 25 anos a afundar o SNS e a tirar do bolso dos utentes, tratados como incapazes, sem o direito de serem informados e fazerem as suas escolhas.

Será desta? A Ordem, os laboratórios (e as agências de viagens?), vão continuar ainda algum tempo a tentar semear o pânico junto dos doentes. E na Presidência da República está a mesma personalidade que sempre tem aparecido nesta guerra quando é preciso, como último recurso. Sendo que não há almoços grátis, em troca de quê?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cavaco e a vaca que ri

Este é, cara Ana Sá Lopes, o tal sorriso das vacas que Cavaco viu nos Açores.  A rir de quê ? Pois do queijo suiço em que está transformada a Madeira ─ é verdade, Pedro Santos Guerreiro, eu também vi e contei uma data de coisas ─ com túneis caríssimos para todo o lado, e é só um exemplo, o que, de facto, "não é um problema de eleitores (da Madeira), é um problema de contribuintes (do Continente)- e devia ser um problema de tribunais"?


Suponho que não: a vaca que riu para Cavaco estava a lembrar-se da desculpa esfarrapada que não sabia de nada "pois se nem o Banco de Portugal se deu conta". Ele sabia. O Banco de Portugal até podia não saber: não tem os informadores privilegiados, os membros da Comissão de honra da sua candidatura, entre outros, tão bem colocados no aparelho madeirense. Nem está provado que o Banco de Portugal não tenha querido saber do que o caudilho fazia de mal como Cavaco em visita oficial esquivando-se a ouvir "o bando de loucos" da Oposição madeirense ─ lembram-se?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Crime ou parvoíce

Em Espanha, a resistência às agressões das agências de rating é um assunto sério. Exige-se que lhes congelem as contas bancárias, que cessem os pagamentos, que isto não pode ser como na China onde executam os condenados à morte com um tiro na cabeça e depois mandam a conta da bala à família do morto.  Vejam por esta capa do Público de lá., melhor que o do Belmiro todos os dias.

Por cá, todo o destaque vai para mais uma patacoada de um antigo assessor de Cavaco, que o próprio Presidente até parecia mal que dissesse o que disse no tempo de Sócrates, este Governo é dele. A Renascença dizia este César que falar mal desses chulos das agências era bater no árbitro. Aos jornais acrescenta que é monstruoso. Coitadinhas das agências que ganham balúrdios com a batota das bolsas, participam nos lucros dos grandes operações de usura internacional. A credibilidade do César! Além de próximo de Cavaco, anda pela Católica e é reaccionário até às unhas dos pés. Isto é, tem tudo para vingar na rádio, tv's e discos e nas cassettes piratas.

Monstruoso, diz ele. Monstruoso é empurrar o País para a desesperança total, confiados em que uma longa depressão, agora de dois anos no mínimo, lhes vai permitir fazer pouco da gente, agora que têm Governo, Maioria, Presidente, Autarquias, Sindicatos de Professores, Magistrados, as televisões e, globalmenmte, os jornais.  Agora, sim: "o que faz falta é ir para a rua lutar". Volta, Zeca, precisamos de ti.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Voltou o discurso da tanga a quatro vozes

Foi-se embora José Sócrates, o único líder português que tentava puxar o País para cima e o ódio que lhe tinham por isso. Agora é o discurso da tanga, que voltou, revisto e aumentado, cantado a quatro vozes, e ainda faltam os sindicatos de magistrados e os professores, que tanto ajudaram a direita a tomar o poder.

Que eles precisam de um clima de depressão, longa e profunda, para realizarem os negócios deles. Ei-los  todos em coro, no Ministério das Finanças (Vítor Gaspar  ─ que é deles o grande falcão, ou, melhor dizendo, o corvo-mor! ─ foi o primeiro a lançar a boca de que vinham aí 9 trimestres de recessão!), no Banco de Portugal (Carlos Costa,  ─ que é deles, e tem alma de chefe de gabinete para não dizer moço de recados! ─, já tinha lançado o tema, em entrevista à Maria João Avillez, ─ outra que tal, chique a valer !─  ainda a recessão, dois trimestres consecutivos, não se tinha verificado), na Presidência da República (agora todo mãozinha de veludo com os sacrifícios e a caridadezinha, do antigamente, com que se entretém, enquanto pensa nos negócios!). Last but not least: Durão Barroso  ─ que é deles e de mais ninguém, tinha andado um pouco perdido mas voltou!  ─ já veio dizer ontem em entrevista à RTP que a recessão em Portugal é para durar mais dois anos pelo menos, tem de ser, "vamos fazer o que ainda não foi feito".

É um fartar vilanagem! Safam-se os professores, os magistrados, os militares, os donos do futebol e os polícias ─ querem apostar?

domingo, 3 de julho de 2011

Os caciques que paguem a crise

Claro que tb me irrita o anunciado novo imposto, que me vai levar metade do subsídio de Natal e que implica um intolerável “sacrifício” que o FMI não quis, que o Presidente da República condenou com toda a "virulência anti-socialista" na tomada de posse e contra o qual o PSD/CDS  moveu campanha e por muito menos achou/acharam que era urgente e indispensável derrubar o Governo anterior. Mais: para mim é um roubo que me fazem à descarada, um crime premeditado: ainda andavam a dizer que não aumentavam impostos e já Catroga e Passos andavam a tramar esse imposto extraordinário. Claro que não me conformo. Os políticos (mentirosos) que paguem a crise.

Tanto mais, que se é para reduzir o défice, eu não contribuí para ele, sempre trabalhei no privado e paguei todos as contribuições e impostos. Se querem fazer economias no Estado que cortem nos professores com promoções a eito, nos magistrados com chorudos subsídios de renda de casa isentos de impostos, nos militares superiores, e nas respectivas reformas douradas, a 100%, que pouco lhes custaram a ganhar, só começaram a descontar para elas nos anos 80. Os funcionários (privilegiados) que paguem a crise.

Mas o que mais me irrita é que o roubo descarado que me vão fazer (bem pior do que a retenção no Governo do Bloco Central do 13º mês que então foi pago em títulos do tesouro) não vai servir senão para alimentar as clientelas. Viram a primeira medida concreta do ministro Nuno Crato, aliás pródigo em ideias gerais que até parecem aceitáveis? Suspender o encerramento das 650 escolas que não têm 21 alunos, uma média de 5 alunos por classe, nem uma partida de futebol de salão podem fazer entre eles, além das dificuldades em ter aproveitamento sem colegas de estudo. Conheci casos, de professores que não passavam os alunos para não lhes fecharem a escola, de autarcas que pagavam prémios aos professores para aguentarem essas situações.

Pois o que fez Nuno Crato foi ceder ao facilitismo, ele que tantas postas de pescada, de exigência e rigor, arrotou, na discussão do OE. Como na história do encerramento das maternidades, ganha a demagogia do poder local. Vai-nos custar os olhos da cara. É para isso que serve o dinheiro que me tiram? Os caciques que paguem a crise.
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Não há almoços grátis" ─ diz um cavaquista


Aqui há gato. Conta o Diário de Notícias:
Oliveira e Costa, eu conheci-o no Ministério das Finanças, é um homem inteligente, que não dá ponto sem nós. Como é que se predispôs a perder, ou dar a ganhar, assim do pé para a mão, 275 mil euros? Com que fito? Em troca de quê?

Já fiz a pergunta? Pois continuarei a perguntar. Até que o inferno gele.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Passos sem maioria? Deus não dorme


Passos sem maioria? Para agarrar o Poder todo, de uma vez, e assim poderem, com todas as bênçãos do Céu, "criar dois, três, muitos BPN's", que as grandes fortunas fazem-se em tempos de crise, foram os primeiros a cavalgar a onda levantada por Cavaco na tomada de posse, e para agradar ao chefe empurraram o Governo borda fora, mesmo se com isso atiravam o País às feras. E não vão conseguir?!

Sei que a sondagem é de antes da rendição de Sócrates. Que o PSD e Cavaco tiveram até agora a ajuda militante dos media, das agências de rating, dos professores, dos magistrados, da extrema esquerda mais poderosa da Europa Ocidental, dos especuladores de fora e dos banqueiros de dentro, incluindo o actual Governador do Banco de Portugal. Assim ganharam o PSD e Cavaco as duas primeiras batalhas: derrubar Sócrates e obrigá-lo a pedir o resgate.

Mas se apesar disso tudo não obtivessem a maioria absoluta. Nem com a contribuição do seu apêndice, o CDS/PP?! Nem mesmo com os seus aliados professores, bloquistas, juizes sindicalizados, demagogos, de extrema direita tanto como de extrema esquerda? Demasiado bom para ser verdade. Seria a prova provada que "Deus não dorme". Que o crime não compensa. E para além do mais, ah, meus irmãos, como seria divertido ver o Chefe Cavaco em dificuldades para descalçar essa bota!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Um Presidente enrascado


Viram as desculpas de mau pagador que o homem "postou" no facebook dele? É tudo uma questão de interpretação, diz ele: "abusiva ou distorcida". Obviamente, é sempre assim, não diz quem abusou dele e em quê. Ou o que das suas palavras sábias e justas foi distorcido e como. O que ele merecia sei eu!

Não se portou ele como um Presidente de facção em vez de assumir a representação de todos os portugueses? Faccioso foi desde o primeiro dia em vez de abrangente! Mesquinho e limitado em vez pessoa de ideias largas como se exige de um "máximo magistrado da Nação".

Por que carga de água é que pela primeira vez na história da democracia ape
nas um sector do Parlamento, aliás minoritário, aplaudiu o seu discurso? Ouviram mal e devem cumprir o castigo de ouvir tudo outra vez?

Razão tem o meu amigo Avelino Rodrigues, que me disse no facebook: O pior é metade do país, que lhe dá palmas e se revê naquelas lições de professor primário da província, que acha que descobriu a pólvora. Com mil pedidos de desculpa à província e aos professores.

Faccioso, provinciano, mesquinho, vingativo, demagogo, catastrofista, como lhe chamaou a imprensa lá fora. Portou-se como uma Deolinda, um daqueles Homens da Luta, que também ganharam uma eleição, como muito bem explicou o Eduardo Pitta. Manifestamente quis passar a mão pelo pelo da alegada "geração à rasca" e saiu da manobra... um Presidente enrascado.

Um desespero! E ainda faltam 1824 dias para o homem se ir embora.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Faltam 1826 dias para o homem se ir embora

Mais 5 anos de Cavaco, que pesadelo! São 60 meses, 1826 dias (que 2012 é bissexto!) de inventonas, (como a das escutas!), de queixas aos media, de lições de moral, de negócios de amigos, de vetos mesquinhos, de leis promulgadas mas descredibilizadas por si mesmo à nascença, de petulância, de política de bota-abaixo, de falta de coragem para demitir o Governo , se pensa o que está a dizer neste seu discurso de posse.

Fala com o rei na barriga, prega como Frei Tomás, olhai para o que eu digo não olheis para o que eu faço, "prioridade ao mérito sobre a filiação partidária", um desaforo total! E vamos ter de aturar isto por mais 1826 dias, e é bem feito, não devíamos ter ficado em casa mais de 53,48% de nós. Por isso 2.231.603 cavaquistas levaram a melhor sobre 9.656.797 eleitores inscritos.

1826 dias é uma eternidade, tenho dúvidas se conseguirei chegar ao fim desta apagada ew vil tristeza. Os meus filhos e netos chegarão, "jovens que não se revêem na forma de fazer política" deste personagem. É a vantagem de vivermos em República, "não há mal que sempre dure", um dia o homem há-de -se ir embora. São as minhas únicas "razões de esperança" neste dia de luto nacional.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cheira a poder, cheira a dinheiro!

Genéricos, não. A quem interessa o veto de Cavaco? Aos doentes seguramente que não, que não se lhes permite escolher pagar menos por medicamentos cujas propriedades conheçam. Vejam os elogios que não se fizeram esperar. Com a grande medida: que «o Presidente da República devolveu ao Governo, sem promulgação, o diploma que prevê a obrigatoriedade da prescrição de medicamentos mediante a indicação da sua denominação comum internacional (DCI), ou nome genérico, bem como a obrigatoriedade da prescrição electrónica», lê-se num comunicado divulgado na página da Internet da Presidência da República.

Porquê, para quê? Sigam o rasto do dinheiro. Perguntem-se: a quem aproveita? Preparem-se, preparemo-nos todos, para seguir a pista dos negócios, dos novos BPNs, que aí vêm, que já cheira a poder. A luta continua. Cavaco ao serviço dos grandes laboratórios e multinacionais, que assim podem impor "no mercado" os medicamentos mais caros da mesma substância activa, através de algum médico que tenham avençado? Especulem à vontade: desta vez o Presidente reeleito nem quis conversas, vetou e pronto.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Série "Para mamar assim é preciso nascer duas vezes"

Importa-se de repetir?!
Sisa referia-se a casa que nunca foi construída
No Público de hoje. Afinal a realidade é muito mais criativa do que aquilo que se supunha, quem não chora não mama, e o personagem central desta história chora muito e por isso mama tanto ─ ofertas dos amigos de infância (e quem é que diz que não há almoços grátis?), enganos benfazejos das finanças, apoios de grandes vedetas da rádio, tv e disco, dos senhores do BPN (Você acredita nos glutões?), dos colégios privados, da hierarquia da Igreja, e da maioria expressa nas urnas dos cfrédulos eleitores. Veja-se a notícia:
Por José António Cerejo
Os dados de avaliação constantes da caderneta predial da Casa da Coelha referem-se a casa de área inferior à que viria a ser construída.

As Finanças de Albufeira avaliaram a propriedade onde Cavaco Silva tem a sua casa de férias no pressuposto de que lá estava uma moradia, quando, afinal, estava lá uma outra com quase o dobro da área. A avaliação feita refere-se a um terreno com uma casa cuja construção foi licenciada em 1994, com uma área coberta de 252 m2, mas que acabou por nunca ser erguida. Em vez dela foi feita uma outra, a Gaivota Azul, que o então professor de Economia adquiriu em 1998, quando ela se encontrava em fase adiantada de construção na aldeia da Coelha, dando em troca a sua antiga vivenda Mariani, situada em Montechoro.

Cavaco Silva e a empresa então proprietária do lote da Coelha e da casa aí em construção, a Constralmada, atribuíram às duas propriedades o mesmo valor de 135 mil euros (27 mil contos). Por isso mesmo não houve lugar a pagamento de sisa na altura da permuta, tendo as Finanças aberto de imediato um processo de avaliação da propriedade da Coelha, como mandava o Código da Sisa, devido ao facto de a mesma não estar ainda registada nas Finanças
(...)
E por aí adiante, leia tudo, isto e o que ou muito me engano ou a procissão ainda vai no adro, vem aí mais um discurso rancoroso, que ele há-de conseguir tapar o sol com uma peneira! Uma história deliciosa, depois das acções a pataco, e a "nossa querida casa de que gostamos tanto", quem não gostaria de acções e casas assim. Para aqueles que diziam que tudo se resumia a vizinhanças estranhas, "que culpa tem o homem?"

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cavaco a Rei ou os cientistas é que sabem.


Vale a pena ler a descoberta a que o Público hoje dá voz: Cientista estima que 24 de Janeiro é o dia mais deprimente do ano . Pois em verdade, em verdade vos digo: é só a primeira consequência da vitória de Cavaco, muitas outras se seguirão nos 1.769 dias que ainda faltam para o homem se ir embora.

2.230.104 portugueses que não cabem em si de contentes: Cavaco que arrasa. Cavaco que domina. Cavaco que é santo e vai ser canonizado em Maio, se não me engano, ele ou alguém muito parecido com ele, que os colégios católicos estiveram em cheio na campanha e já proclamaram: Cavaco é o Salvador!

É o que diz a Imprensa em coiro (queria dizer em coro), e ainda mais no País vizinho, para quem Cavaco ganhou tanto que já é o chefe do Governo e assim há-de continuar: el pueblo portugués creyó en él para que siga al frente del Gobierno.

Os mais comedidos assinalam que Cavaco empata em votos com a abstenção. Acontece que exageram. Cavaco teve 2.230.104 votos, a abstenção 5.138.483, pôr tudo em percentagens é muito enganador. O triunfo cavaquista foi de 23,15% dos eleitores, a abstenção de 53,37%. Não, ele não é, nunca foi, e nunca vai ser o Presidente de todos os portugueses. Eu prefiro o Rei de Espanha, que é mais barato, mais civilizado, e até fala português tão bem ou melhor do que o Cavaco.

Como dizia o Almada Negreiros, se ele é português eu quero ser espanhol. Ele "para que siga al frente del Gobierno", há-de nomear Fernando Lima ministro da Informação, recolocar Dias Loureiro como ministro do Interior, promover Fantasia na pasta da Economia. O povo creyó en él, não foi. Pois, o mais tardar até fins de Março o Povo vai ter o que merece.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cavaco emprestou prestígio e foi pago por isso

Os cavaquistas estão a perder discernimento: tentam confundir milhares com milhares de milhões (os 1.500 Euros de Alegre com os mais de 2.000 milhões do BPN), a compra e venda do trabalho de um escritor com a compra e venda da notoriedade e prestígio de um antigo Primeiro-Ministro, que tb meteu a família ao barulho.

Os cavaquistas estão a branquear-se, a eles próprios, a desvalorizar, a tentar apagar, os que se aproveitaram da fraude, em créditos fraudulentos a accionistas, hoje mal parados, oferecimento de acções por baixo da mesa ou abaixo do preço para pouco tempo depois aceitar a recompra das acções com lucros escandalosos.

Muitas personalidades, jornalistas, escritores, escreveram para a célebre campanha do BPP que teve como mote o valor do dinheiro. Clara Ferreira Alves contou ontem no Eixo do Mal como foi contactado, discutiu o preço, escreveu o texto, e foi paga por isso, aliás mal paga, considera, os escritores neste País não têm a consideração que merecem.

A única diferença com Manuel Alegre é que este mais tarde se apercebeu do uso do texto e se arrependeu de ter recebido o dinheiro, tentando devolvê-lo, só que o BPP de Rendeiro não aceitou a devolução, e isso serviu hoje para fazer a primeira página do i, é a ocasião esperada para um tal Manuel Rendeiro, aqui no ionline, tentar enterrar Alegre. Faz sentido.

Mas por muito que estiquem os 1500 € e as confusões, e escrúpulos, de Alegre com o caso, não conseguem fazer deles 1500 milhões. E foram bastante mais os créditos a fundo perdido, as falsas mais valias, o fartar vilanagem que vigorou no BPN. A que Cavaco Silva e família deram o nome, emprestaram prestígio e credibilidade. E foram por isso principescamente pagos.

E isso é politicamente relevante, em qualquer parte do Mundo, não serve de nada gritar que vem aí lobo, o lobo está dentro do redil e vai querer comer todas as ovelhas que puder. Basta ver como os membros da sua comissão de honra defendem desesperadamente o chefe. Que a vitória do chefe é a oportunidade esperada de voltarem a comer da gamela. Do BPN e do Orçamento de Estado.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aquela parasita da Judite de Sousa...levou para almoçar!

Defensor de Moura entrevistado por Judite de Sousa

PUBLICADO POR PORFIRIO SILVA ON 3.1.11

Judite de Sousa fez tudo para evitar que Defensor de Moura dissesse ao que vem. Só faltou perguntar-lhe se dormia de barriga para cima ou virado para o lado esquerdo. Defensor de Moura, demasiado educado com jornalistas manhosas, optou por não atirar Judite de Sousa da cadeira abaixo. Foi pena. É que, nas oportunidades que conseguiu agarrar apesar do parasitismo da entrevistadora, Defensor de Moura mostrou-se muito estruturado, consistente, sereno e seguro, sem cartas na manga mas com a coluna bem vertebrada. A seguir com atenção.

O Porfírio tem razão. Gostaria de acrescentar que apesar do "parti-pris" da entrevistadora, sempre sempre ao lado de Cavaco Silva, célebre pelas perguntas que não lhe fez quando o teve à mão, em Março passado, qdo os seus negócios particulares com o BPN foram conhecidos, Defensor Moura conseguiu revelar-se o grande homem que é, que sempre foi, na oposição à Ditadura, nos hospitais, no Parlamento, na Câmara de Viana do Castelo, quando se opõe à crueldade com os animais, nos circos e nas touradas, quando defende a regionalização do Continente como instrumento de progresso. Quero lá saber que não ganhe: eu voto nele , à primeira.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Os mercados são nossos amigos

O que diz Cavaco, ele que nunca se engana e raramente tem dúvidas, assim traduzido por miúdos, nada de tretas e larachas? Isto: "os mercados são nossos amigos", e não se deve atacá-los, são óptimos, assim uma espécie de BPN à escala universal, dão um dinheirão, a alguns, pelo menos a ele e à filha deram, em negócio particular, de amigos, não foi ele, foi Oliveira e Costa, em pessoa, a comprar-lhe e vender-lhe as acções no tempo certo, a preço de amigos, e os outros que se lixem, vem aí o Estado e paga os prejuízos.

Que o Povo quer em Belém alguém como ele, com provas dadas, fino que nem um rato, como naquela inventona das escutas ─ lembram-se? ─ soprada pelo amigo Fernando Lima aos seus amigos do Público, que ele cobriu, e deixou cobrir, até depois das eleições.

Os mercados são nossos amigos ─ defende Cavaco. E são: ainda ontem, noticiava o Jornal de Negócios, os juros da dívida a 10 anos sobem pela décima quarta sessão consecutiva. No mesmo dia em que o Figaro se interessava muito por nós e punha em destaque: La Chine va racheter 5 milliards de dette portugaise. Em suma, e como assinalava o El País (e o El Mundo) tínhamos/temos "Portugal en el disparadero y los mercados con el gatillo siempre a punto", enquanto a Alemanha, dona dos mercados e amiga de Cavaco, registava um crescimento de 4% do PIB, por conta dos lucros dos seus bancos com os países em dificuldade, e também, dos submarinos colocados, pagos a pronto, na Grécia e em Portugal.

Mas a Alemanha, tão nossa amiga, está a pensar numa solução (para nos asfixiar de vez?). Como revelou o Süddeutsche Zeitung, propõe um novo "Fundo de Invdestimento Europeu de Estabilidade", paralelo ao Banco Central Europeu, que concederá empréstimos aos países da zona euro em dificuldade "moyennant des garanties sous forme d'or ou de participation au capital d'entreprises publiques". Diz o Figaro, aqui.

Os mercados são nossos amigos: condenaram-nos à penúria, depois queixam-se que estamos na penúria e aumentam outra vez os juros. E um dia destes, com Cavaco em Belém e os seus homens de mão nos postos de comando (num novo BPN? Não, num novo Governo!), teremos empréstimos pagos a peso de ouro ou participação de capital nas nossas empresas públicas. Como na bancarrota de 1896, que nos arranjou um tal Oliveira Martins.

sábado, 11 de dezembro de 2010

E nós, e nós, e nós?! Ficamos na mesma.


Os liquidatários da empresa do burlão americano Bernard L. Madoff, depois de lhe terem executado todo o património próprio, correram atrás dos favores a amigos: acabam de processar na Áustria o Bank Medici AG e a sua fundadora Sonja Kohn a quem exigem 58,8 mil milhões de dólares.

Em Portugal, no caso do BPP e do seu fundador João Rendeiro, o seu advogado José Miguel Júdice arma um pé-de-vento na SIC por causa de uma perquisição a casa do arguido, telefona pessoalmente ao director da PJ a queixar-se dos inspectores, sempre com grande cobertura televisiva (ou não fosse o principal accionista do BPP o dono de um canal!) e quando é noticiada a descoberta de uma enorme colecção de obras de arte na casa do próprio logo se proclama aos quatro ventos (nos quatro canais!) que a colecção não é dele, que o banqueiro por assim dizer não passa de um fiel de armazém, e ficamos assim.

Também ficamos na mesma quanto aos beneficiários da burla do BPN, sempre a investigar sem chegarmos a lado nenhum, no caso do BPN e do seu fundador Dias Loureiro, que se limitou a deslocar a sua actividade empreendedora para Cabo Verde, que é mais perto do que Porto Rico mas menos atingível, como se provou com o chamado Banco Insular inventado pelo grupo do BPN para arcar com os prejuízos, causados pelo núcleo duro dos amigos de Cavaco Silva.


domingo, 28 de novembro de 2010

Ditosa Pátria


Um amigo mandou-me um poema de Jorge de Sena. Escrito no exílio, na desesperança do ano de 1961, quando Humberto Delgado acabava de ser expulso das Forças Armadas e se refugiara no Brasil, quando Henrique Galvão tomava o Santa Maria, quando o MPLA atacava as cadeias de Luanda e a UPA massacrava no Norte de Angola, quando Goa, Damão e Diu eram ocupadas pela União Indiana, quando a revolta de Beja não dava em nada, quando as cadeias estavam cheias a rebentar de presos políticos, quando Salazar parecia eterno, quando o Dia do Estudante desencadeava uma repressão feroz. Poema datado? Talvez. Vejam bem:

A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
a pouca sorte de ter nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fátua ignorância;
terra de escravos, cu p’ró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol caiada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra − museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:

eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço: mas ser’s minha, não.


Dezembro de 1961

in «Quarenta Anos de Servidão» Lisboa, 1979


Passaram quase 50 anos sobre o poema de Sena. Hoje voltamos talvez a poder dizer "esta é a ditosa Pátria minha amada".
  • A minha Pátria do PS e dos bons empregos para tapar manobras internas (caso Víctor Baptista),
  • a minha Pátria do PS e dos honorários chorudos por coisa nenhuma (Tagus Park e escritório José Miguel Júdice),
  • a minha Pátria do PS e dos salários milionários a pequenos gestores da cultura (Guimarães capital da cultura).
Mas também
  • a minha Pátria de Alberto João Jardim sempre perdoado apesar de reincidente nos insultos a quem lhe dá de comer,
  • a minha Pátria de Pacheco Pereira, sempre na vanguarda dos seus aliados do Ministério Público,
  • a minha Pátria de Belmiro de Azevedo & filhos feitos com a conspiração castelhana na Opa da PT por causa da Vivo,
  • a minha Pátria de Cavaco Silva, sempre bajulado apesar dos seus negócios particulares no BPN, aliás em sintonia total com o PSD, pelo menos na inventona das escutas.


sábado, 27 de novembro de 2010

FMI nosso que estais no Céu

Passos Coelho já fala de ser Primeiro-Ministro com a bênção do FMI, a quem aparece a rezar hoje na 1ª Página do Expresso, que perspectiva empolgante! Bem sei que os media, em coro, já lhe cantam hossanas, mas, como os franceses costumam dizer, "não se deve vender a pele do urso antes de o ter matado". Balsemão, Belmiro, Cavaco e Portas, por esta ordem, mandam muito, sobretudo na comunicação social. Mas não são, ainda, os donos dos votos todos.

Preocupa-me mais o que se passa aqui ao lado, à oitava economia do mundo, com uma dívida pública que é das mais pequenas da União Europeia, mas nem por isso menos acossada, flagelada, encostada à parede, pelo eixo franco-alemão do capital:
  • ABC. es: "El Rey convoca a Salgado (ministra do Economia) ante lo acoso de los mercados a España"; Zapatero busca el compromiso de los empresarios para crear empleo...
  • Público.es: "Ofensiva para calmar a los mercados. Más transparencia contra la especulación. El Gobierno obliga a la banca a revelar nuevos datos de sus activos imobiliários. Las principales empresas acuden hoy a la llamada de Zapatero.
  • El Pais: "El Gobierno intenta aplacar los mercados com más transparencia". Zapatero se reúne com los empresarios en plena tormenta de los mercados.
Tormenta, acosso, o Rei que convoca uma ministra à Zarzuela (fá-lo uma vez todos os dez anos), Rajoy e Pons , do PP, que falam da ruína de Espanha, Almunia, o comissário espanhol em Bruxelas, que tem duvidas sobre o Governo do seu camarada Zapatero.

Ora bem, estamos no mesmo barco de Espanha, somos a Ibéria Unida, e não só para o Campeonato do Mundo, para o bem e para o mal, queiramos ou não. Passos a rezar ao FMI é como ao outro. Rajoy é um caso mais sério. Que se trata de um político de direita que foi capaz de ler mais de página e meia de um livro de Saramago e, presumivelmente, até sabe quantos cantos têm os Lusíadas.