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sábado, 22 de janeiro de 2011

Venha de lá um abraço, ó Manel !


Greve na PJ paralisa investigações a BPN e BPP. Está tudo a correr bem, "a luta continua...", a imagem, do braganzas. blogspot , é premonitória. Vai repetir-se muito amanhã à noite, com estas ou outras caras, todas de bons amigos, que fazem os bons negócios, e as boas notícias, como esta da paralisação, por coincidência, daquelas investigações na PJ.

E não estavam já paralisadas? Pois paralisam agora, oficialmente, que os ventos correm de feição e todos juntos, unidos e coordenados, vão ter pelo menos mais cinco anos para solidificar posições. Compare-se com o que se passou nos States com o Caso Madoff. Pois também é verdade que Bernie Maddof não tinha um Presidente como "amigo de infância", não lhe "tratara de tudo" a "compra" da casa, não lhe arranjara acções a pataco, a ele e à família, que recomprara em seguida a bom preço, sempre por negociação particular, não era de nenhum Partido dominante no Ministério Público, nas Polícias, nos media. Madoffs unidos jamais serão vencidos. Em Portugal, claro.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cavaco emprestou prestígio e foi pago por isso

Os cavaquistas estão a perder discernimento: tentam confundir milhares com milhares de milhões (os 1.500 Euros de Alegre com os mais de 2.000 milhões do BPN), a compra e venda do trabalho de um escritor com a compra e venda da notoriedade e prestígio de um antigo Primeiro-Ministro, que tb meteu a família ao barulho.

Os cavaquistas estão a branquear-se, a eles próprios, a desvalorizar, a tentar apagar, os que se aproveitaram da fraude, em créditos fraudulentos a accionistas, hoje mal parados, oferecimento de acções por baixo da mesa ou abaixo do preço para pouco tempo depois aceitar a recompra das acções com lucros escandalosos.

Muitas personalidades, jornalistas, escritores, escreveram para a célebre campanha do BPP que teve como mote o valor do dinheiro. Clara Ferreira Alves contou ontem no Eixo do Mal como foi contactado, discutiu o preço, escreveu o texto, e foi paga por isso, aliás mal paga, considera, os escritores neste País não têm a consideração que merecem.

A única diferença com Manuel Alegre é que este mais tarde se apercebeu do uso do texto e se arrependeu de ter recebido o dinheiro, tentando devolvê-lo, só que o BPP de Rendeiro não aceitou a devolução, e isso serviu hoje para fazer a primeira página do i, é a ocasião esperada para um tal Manuel Rendeiro, aqui no ionline, tentar enterrar Alegre. Faz sentido.

Mas por muito que estiquem os 1500 € e as confusões, e escrúpulos, de Alegre com o caso, não conseguem fazer deles 1500 milhões. E foram bastante mais os créditos a fundo perdido, as falsas mais valias, o fartar vilanagem que vigorou no BPN. A que Cavaco Silva e família deram o nome, emprestaram prestígio e credibilidade. E foram por isso principescamente pagos.

E isso é politicamente relevante, em qualquer parte do Mundo, não serve de nada gritar que vem aí lobo, o lobo está dentro do redil e vai querer comer todas as ovelhas que puder. Basta ver como os membros da sua comissão de honra defendem desesperadamente o chefe. Que a vitória do chefe é a oportunidade esperada de voltarem a comer da gamela. Do BPN e do Orçamento de Estado.

sábado, 11 de dezembro de 2010

E nós, e nós, e nós?! Ficamos na mesma.


Os liquidatários da empresa do burlão americano Bernard L. Madoff, depois de lhe terem executado todo o património próprio, correram atrás dos favores a amigos: acabam de processar na Áustria o Bank Medici AG e a sua fundadora Sonja Kohn a quem exigem 58,8 mil milhões de dólares.

Em Portugal, no caso do BPP e do seu fundador João Rendeiro, o seu advogado José Miguel Júdice arma um pé-de-vento na SIC por causa de uma perquisição a casa do arguido, telefona pessoalmente ao director da PJ a queixar-se dos inspectores, sempre com grande cobertura televisiva (ou não fosse o principal accionista do BPP o dono de um canal!) e quando é noticiada a descoberta de uma enorme colecção de obras de arte na casa do próprio logo se proclama aos quatro ventos (nos quatro canais!) que a colecção não é dele, que o banqueiro por assim dizer não passa de um fiel de armazém, e ficamos assim.

Também ficamos na mesma quanto aos beneficiários da burla do BPN, sempre a investigar sem chegarmos a lado nenhum, no caso do BPN e do seu fundador Dias Loureiro, que se limitou a deslocar a sua actividade empreendedora para Cabo Verde, que é mais perto do que Porto Rico mas menos atingível, como se provou com o chamado Banco Insular inventado pelo grupo do BPN para arcar com os prejuízos, causados pelo núcleo duro dos amigos de Cavaco Silva.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Carlos Queiroz como João Rendeiro

Queiroz é o nosso "Senhor 10%", 10% de tudo quanto a FIFA pagou e há-de pagar à Federação Portuguesa de Futebol pela participação portuguesa no Mundial, o que segundo cálculos por baixo deverá ascender a 720 mil Euros, obviamente a somar ao ordenado que recebe e vai continuar a receber, o qual é só quinze vezes maior do que o maior ordenado da função pública e da política, o salário do Presidente da República.

O prémio do nosso "Senhor 10%" (nem Calouste Gulbenkian, no seu tempo, chegou a tão grande percentagem!) é um prémio pela má figura. Como aqueles maus gestores, género João Rendeiro, que só no ano de 2008, em que levou o BPP à falência, recebeu prémios de produtividade que ascenderam a três milhões de Euros, decididos e votados por outros Madails. Que agora pagamos nós. Como havemos de pagar os prejuízos da FPF, que, para pagar prémios desses ao senhor Queiroz, tem os privilégios fiscais e os subsídios próprios de uma instituição de utilidade pública.

Claro que a FPF tem mesmo uma estrutura amadora, só pode, senão não encaixava os vexames deste boy de luxo, dono do aparelho futebolístico e provocador emérito. Que todos os dias faz mais um ataque ao Cristiano Ronaldo a desviar as atenções da sua própria incompetência. Madail paga tudo, que não lhe custa a ganhar. Como aqueles que pagaram indemnizações milionárias e reformas vitalícias aos maus gestores do BPN e/ou do BCP.

Se fosse na América, Queiroz arriscava-se a ouvir o que os seus amigos da AIG (patrocinadores do Manchester United) ouviram um membro da administração Obama: que se houvesse "um Prémio Nobel das Coisas Más" ele bem o tinha merecido.

E não é só que entre nós a Asneira compensa. Ainda por cima vamos ter que continuar a aturá-lo. Com o apoio da sua rede de escribas, dos Madails, dos Bettencourts, dos Tonis, e todos os que têm fome e sede protagonismo e não há maneira de serem saciados.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Benfica a nadar em... comissões


Os dirigentes do Benfica, tal como os adeptos e os jogadores, gostam de ganhar? Suponho que também, um pouco, às vezes. Mas gostam ainda mais de comprar jogadores. É uma doença, obsessiva-compulsiva, a que chamam oniomania, de que padecem geralmente esposas ociosas.

A oniomania atingiu os dirigentes do Benfica com mais força este Natal. Mas é justo reconhecer que não é de agora. Vem do tempo de Manuel Damásio e do Artur Jorge. Todos os males começaram aí: nas vagas sucessivas de compras, na desmoralização militante das equipas que prometem. Até hoje, sempre, sem descontinuar. Está a degenerar em doença crónica.

Das duas três:
A culpa é do Jorge Jesus que pede sempre mais, mais, mais jogadores?
Ou a culpa é dos que facturam a cada compra, boa ou má, que importa, o que conta é a comissão que se recebe?
Ou a culpa é dos bancos, dos Madoff's do futebol, da especulação sem freio e sem controlo, dos Rendeiros, dos Oliveiras e Costa, dos que recebem acções a preços de amigo, tão de amigo que dos cheques de compra não fica rasto, mas fica das vendas opulentas, ao melhor preço?

Não sei. O que sei, porque sou sócio contribuinte e vou ver os jogos, é que
  • o Urreta jogou bem e merecia mais oportunidades, assim como o Júlio César,
  • o Weldon foi um mouro de trabalho a última vez que lhe deram uns minutos e era preciso aguentar o resultado,
  • o Rúben Amorim já merecia ter sido chamado à selecção, apesar do pouco tempo que o deixam jogar,
  • o Carlos Martins das duas vezes que jogou nos últimos meses esteve ao nível do Pablo Aimar,
  • o Luís Filipe, apesar dos adeptos, até jogou bem, quando o deixaram,
  • o Roderick Miranda idem idem,
  • o Fábio Coentrão aspas aspas, sempre,
  • o Luís Menezes tem pinta e só precisa que acreditem nele,
  • um tal Diego de Souza que emprestámos a um clube brasileiro (ainda é nosso?) foi convocado para equipa A do Brasil.
  • o Makukula está farto de marcar golos na Turquia...
  • e por aí adiante.

Pois nenhum é titular do Benfica, nem vai ser tão cedo. E não estou a criticar o JJ pelas equipas que faz alinhar, e muito bem, apenas pelos jogadores a mais, que, seguramente, não pára de exigir. Ou não?

Anda moiro na costa, olá se anda! O Benfica não tem poços de petróleo e não compra jogadores por comprar - não precisávamos que Pinto da Costa no-lo viesse dizer. O que isto me faz lembrar é o primeiro ano de Vale e Azevedo com Graeme Souness à frente do Benfica. Estávamos "quase lá" pelo Natal. Vale e Azevedo substituiu metade da equipa e viemos por aí abaixo. Viemos nós, o Benfica. Alguns, dizem as más línguas, safaram-se bem.