
Aqui há gato. Conta o Diário de Notícias:





Afinal, o Faria de Oliveira até é membro da comissão de honra do candidato Cavaco, assim como Norberto Rosa, actual nº 2 do BPN. Por isso a reacção da CGD, já depois deste post, não diz nada, mete pena, como a história daquele folhetim do Camilo, é uma injustiça, coitadinhos deles! Ou como a explicação do próprio Cavaco sobre os seus negócios com o BPN. Chicos espertos! São do mesmo clube, andaram todos na mesma escola (governamental!).

Em Portugal, no caso do BPP e do seu fundador João Rendeiro, o seu advogado José Miguel Júdice arma um pé-de-vento na SIC por causa de uma perquisição a casa do arguido, telefona pessoalmente ao director da PJ a queixar-se dos inspectores, sempre com grande cobertura televisiva (ou não fosse o principal accionista do BPP o dono de um canal!) e quando é noticiada a descoberta de uma enorme colecção de obras de arte na casa do próprio logo se proclama aos quatro ventos (nos quatro canais!) que a colecção não é dele, que o banqueiro por assim dizer não passa de um fiel de armazém, e ficamos assim.
Também ficamos na mesma quanto aos beneficiários da burla do BPN, sempre a investigar sem chegarmos a lado nenhum, no caso do BPN e do seu fundador Dias Loureiro, que se limitou a deslocar a sua actividade empreendedora para Cabo Verde, que é mais perto do que Porto Rico mas menos atingível, como se provou com o chamado Banco Insular inventado pelo grupo do BPN para arcar com os prejuízos, causados pelo núcleo duro dos amigos de Cavaco Silva.
A culpa é do Jorge Jesus que pede sempre mais, mais, mais jogadores?Ou a culpa é dos que facturam a cada compra, boa ou má, que importa, o que conta é a comissão que se recebe?Ou a culpa é dos bancos, dos Madoff's do futebol, da especulação sem freio e sem controlo, dos Rendeiros, dos Oliveiras e Costa, dos que recebem acções a preços de amigo, tão de amigo que dos cheques de compra não fica rasto, mas fica das vendas opulentas, ao melhor preço?
- Os neuréticos sofrem de alucinações políticas selectivas. Acreditam que Sócrates andou aos envelopes por causa do Freeport. Ia para hotéis, esplanadas e tascos pedir dinheiro aos bifes. Picavam qualquer coisa, bebiam umas bejecas, palitavam os dentes, coçavam os colhões, arrotavam, peidavam-se, riam alarvemente e passavam envelopes castanhos por debaixo da mesa para não ficarem salpicados com o molho dos caracóis. Foi assim que Sócrates conseguiu comprar o tal apartamento aos mafiosos, embora com desconto mafioso, como a TVI, o Sol e o Zé Manel nos andaram a explicar ao longo de 9 meses.
- Ao mesmo tempo, os neuréticos não encontram nada de errado nos sucessivos negócios ruinosos onde o BPN se meteu, negócios que envolvem a fina-flor do PSD e subsistemas de poder onde o partido tem a sua base sociológica de apoio. Dizer que se está perante uma colossal máquina de lavagem de dinheiro, e que algum desse dinheiro pode estar relacionado com negócios de armas a uma escala internacional, e que esse banco era protegido por aqueles que sempre se insurgiram contra os limites impostos pelo Estado à sua actividade, ou que a tudo assistiam caladinhos sabendo da tripa-forra, eis algo que não faz qualquer sentido adentro do quadro clínico da direitopatia.