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quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Não há almoços grátis" ─ diz um cavaquista


Aqui há gato. Conta o Diário de Notícias:
Oliveira e Costa, eu conheci-o no Ministério das Finanças, é um homem inteligente, que não dá ponto sem nós. Como é que se predispôs a perder, ou dar a ganhar, assim do pé para a mão, 275 mil euros? Com que fito? Em troca de quê?

Já fiz a pergunta? Pois continuarei a perguntar. Até que o inferno gele.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Passos sem maioria? Deus não dorme


Passos sem maioria? Para agarrar o Poder todo, de uma vez, e assim poderem, com todas as bênçãos do Céu, "criar dois, três, muitos BPN's", que as grandes fortunas fazem-se em tempos de crise, foram os primeiros a cavalgar a onda levantada por Cavaco na tomada de posse, e para agradar ao chefe empurraram o Governo borda fora, mesmo se com isso atiravam o País às feras. E não vão conseguir?!

Sei que a sondagem é de antes da rendição de Sócrates. Que o PSD e Cavaco tiveram até agora a ajuda militante dos media, das agências de rating, dos professores, dos magistrados, da extrema esquerda mais poderosa da Europa Ocidental, dos especuladores de fora e dos banqueiros de dentro, incluindo o actual Governador do Banco de Portugal. Assim ganharam o PSD e Cavaco as duas primeiras batalhas: derrubar Sócrates e obrigá-lo a pedir o resgate.

Mas se apesar disso tudo não obtivessem a maioria absoluta. Nem com a contribuição do seu apêndice, o CDS/PP?! Nem mesmo com os seus aliados professores, bloquistas, juizes sindicalizados, demagogos, de extrema direita tanto como de extrema esquerda? Demasiado bom para ser verdade. Seria a prova provada que "Deus não dorme". Que o crime não compensa. E para além do mais, ah, meus irmãos, como seria divertido ver o Chefe Cavaco em dificuldades para descalçar essa bota!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Venha de lá um abraço, ó Manel !


Greve na PJ paralisa investigações a BPN e BPP. Está tudo a correr bem, "a luta continua...", a imagem, do braganzas. blogspot , é premonitória. Vai repetir-se muito amanhã à noite, com estas ou outras caras, todas de bons amigos, que fazem os bons negócios, e as boas notícias, como esta da paralisação, por coincidência, daquelas investigações na PJ.

E não estavam já paralisadas? Pois paralisam agora, oficialmente, que os ventos correm de feição e todos juntos, unidos e coordenados, vão ter pelo menos mais cinco anos para solidificar posições. Compare-se com o que se passou nos States com o Caso Madoff. Pois também é verdade que Bernie Maddof não tinha um Presidente como "amigo de infância", não lhe "tratara de tudo" a "compra" da casa, não lhe arranjara acções a pataco, a ele e à família, que recomprara em seguida a bom preço, sempre por negociação particular, não era de nenhum Partido dominante no Ministério Público, nas Polícias, nos media. Madoffs unidos jamais serão vencidos. Em Portugal, claro.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cavaco emprestou prestígio e foi pago por isso

Os cavaquistas estão a perder discernimento: tentam confundir milhares com milhares de milhões (os 1.500 Euros de Alegre com os mais de 2.000 milhões do BPN), a compra e venda do trabalho de um escritor com a compra e venda da notoriedade e prestígio de um antigo Primeiro-Ministro, que tb meteu a família ao barulho.

Os cavaquistas estão a branquear-se, a eles próprios, a desvalorizar, a tentar apagar, os que se aproveitaram da fraude, em créditos fraudulentos a accionistas, hoje mal parados, oferecimento de acções por baixo da mesa ou abaixo do preço para pouco tempo depois aceitar a recompra das acções com lucros escandalosos.

Muitas personalidades, jornalistas, escritores, escreveram para a célebre campanha do BPP que teve como mote o valor do dinheiro. Clara Ferreira Alves contou ontem no Eixo do Mal como foi contactado, discutiu o preço, escreveu o texto, e foi paga por isso, aliás mal paga, considera, os escritores neste País não têm a consideração que merecem.

A única diferença com Manuel Alegre é que este mais tarde se apercebeu do uso do texto e se arrependeu de ter recebido o dinheiro, tentando devolvê-lo, só que o BPP de Rendeiro não aceitou a devolução, e isso serviu hoje para fazer a primeira página do i, é a ocasião esperada para um tal Manuel Rendeiro, aqui no ionline, tentar enterrar Alegre. Faz sentido.

Mas por muito que estiquem os 1500 € e as confusões, e escrúpulos, de Alegre com o caso, não conseguem fazer deles 1500 milhões. E foram bastante mais os créditos a fundo perdido, as falsas mais valias, o fartar vilanagem que vigorou no BPN. A que Cavaco Silva e família deram o nome, emprestaram prestígio e credibilidade. E foram por isso principescamente pagos.

E isso é politicamente relevante, em qualquer parte do Mundo, não serve de nada gritar que vem aí lobo, o lobo está dentro do redil e vai querer comer todas as ovelhas que puder. Basta ver como os membros da sua comissão de honra defendem desesperadamente o chefe. Que a vitória do chefe é a oportunidade esperada de voltarem a comer da gamela. Do BPN e do Orçamento de Estado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O CDS quer é desconversar


Para Teresa Caeiro, deputada do CDS, um texto de Manuel Alegre, utilizado inadvertidamente numa campanha publicitária, pago com um cheque de 1500 €uros que foi devolvido à procedência quando o autor se apercebeu do uso do texto, é a mesma coisa, e deve fazer esquecer, os negócios chorudos, particulares, por baixo da mesa (até prova em contrário, por muito que lhe custe!) de que beneficiou Cavaco Silva em nome próprio e dos seus familiares.

Não é novidade no CDS esta manobra de chico-espertismo, para desviar as atenções e atacar o PS, sempre. Lembram-se do deputado do CDS Nuno Mello, na comissão de inquérito, a atirar para cima de Víctor Constâncio a responsabilidade do que se passou no BPN? Mutatis mutandis é o que fez Cavaco Silva ao atacar a actual administração, da CGD, que não foi capaz de recuperar o banco, como devia. (incompetentes, desleixados, gente que tem mais que fazer e por isso não fez o que devia!).

Este é o verdadeiro CDS, de Paulo Portas, o grande agitador, de talentos multifacetados, para divertir o pagode, com muito espalhafato mas nulo sentido de Justiça. É possível que Pedro Passos Coelho, um dia, e Cavaco Silva, na actualidade, precisem de um grupo assim de agitadores ligeiros para os momentos difíceis. O Paulinho como bengala de Cavaco e do PSD tem mercado. Mas que não lhes fica bem é inegável.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"Maria não me mates que sou tua mãe"

Afinal, o Faria de Oliveira até é membro da comissão de honra do candidato Cavaco, assim como Norberto Rosa, actual nº 2 do BPN. Por isso a reacção da CGD, já depois deste post, não diz nada, mete pena, como a história daquele folhetim do Camilo, é uma injustiça, coitadinhos deles! Ou como a explicação do próprio Cavaco sobre os seus negócios com o BPN. Chicos espertos! São do mesmo clube, andaram todos na mesma escola (governamental!).

sábado, 11 de dezembro de 2010

E nós, e nós, e nós?! Ficamos na mesma.


Os liquidatários da empresa do burlão americano Bernard L. Madoff, depois de lhe terem executado todo o património próprio, correram atrás dos favores a amigos: acabam de processar na Áustria o Bank Medici AG e a sua fundadora Sonja Kohn a quem exigem 58,8 mil milhões de dólares.

Em Portugal, no caso do BPP e do seu fundador João Rendeiro, o seu advogado José Miguel Júdice arma um pé-de-vento na SIC por causa de uma perquisição a casa do arguido, telefona pessoalmente ao director da PJ a queixar-se dos inspectores, sempre com grande cobertura televisiva (ou não fosse o principal accionista do BPP o dono de um canal!) e quando é noticiada a descoberta de uma enorme colecção de obras de arte na casa do próprio logo se proclama aos quatro ventos (nos quatro canais!) que a colecção não é dele, que o banqueiro por assim dizer não passa de um fiel de armazém, e ficamos assim.

Também ficamos na mesma quanto aos beneficiários da burla do BPN, sempre a investigar sem chegarmos a lado nenhum, no caso do BPN e do seu fundador Dias Loureiro, que se limitou a deslocar a sua actividade empreendedora para Cabo Verde, que é mais perto do que Porto Rico mas menos atingível, como se provou com o chamado Banco Insular inventado pelo grupo do BPN para arcar com os prejuízos, causados pelo núcleo duro dos amigos de Cavaco Silva.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Benfica a nadar em... comissões


Os dirigentes do Benfica, tal como os adeptos e os jogadores, gostam de ganhar? Suponho que também, um pouco, às vezes. Mas gostam ainda mais de comprar jogadores. É uma doença, obsessiva-compulsiva, a que chamam oniomania, de que padecem geralmente esposas ociosas.

A oniomania atingiu os dirigentes do Benfica com mais força este Natal. Mas é justo reconhecer que não é de agora. Vem do tempo de Manuel Damásio e do Artur Jorge. Todos os males começaram aí: nas vagas sucessivas de compras, na desmoralização militante das equipas que prometem. Até hoje, sempre, sem descontinuar. Está a degenerar em doença crónica.

Das duas três:
A culpa é do Jorge Jesus que pede sempre mais, mais, mais jogadores?
Ou a culpa é dos que facturam a cada compra, boa ou má, que importa, o que conta é a comissão que se recebe?
Ou a culpa é dos bancos, dos Madoff's do futebol, da especulação sem freio e sem controlo, dos Rendeiros, dos Oliveiras e Costa, dos que recebem acções a preços de amigo, tão de amigo que dos cheques de compra não fica rasto, mas fica das vendas opulentas, ao melhor preço?

Não sei. O que sei, porque sou sócio contribuinte e vou ver os jogos, é que
  • o Urreta jogou bem e merecia mais oportunidades, assim como o Júlio César,
  • o Weldon foi um mouro de trabalho a última vez que lhe deram uns minutos e era preciso aguentar o resultado,
  • o Rúben Amorim já merecia ter sido chamado à selecção, apesar do pouco tempo que o deixam jogar,
  • o Carlos Martins das duas vezes que jogou nos últimos meses esteve ao nível do Pablo Aimar,
  • o Luís Filipe, apesar dos adeptos, até jogou bem, quando o deixaram,
  • o Roderick Miranda idem idem,
  • o Fábio Coentrão aspas aspas, sempre,
  • o Luís Menezes tem pinta e só precisa que acreditem nele,
  • um tal Diego de Souza que emprestámos a um clube brasileiro (ainda é nosso?) foi convocado para equipa A do Brasil.
  • o Makukula está farto de marcar golos na Turquia...
  • e por aí adiante.

Pois nenhum é titular do Benfica, nem vai ser tão cedo. E não estou a criticar o JJ pelas equipas que faz alinhar, e muito bem, apenas pelos jogadores a mais, que, seguramente, não pára de exigir. Ou não?

Anda moiro na costa, olá se anda! O Benfica não tem poços de petróleo e não compra jogadores por comprar - não precisávamos que Pinto da Costa no-lo viesse dizer. O que isto me faz lembrar é o primeiro ano de Vale e Azevedo com Graeme Souness à frente do Benfica. Estávamos "quase lá" pelo Natal. Vale e Azevedo substituiu metade da equipa e viemos por aí abaixo. Viemos nós, o Benfica. Alguns, dizem as más línguas, safaram-se bem.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Ah que belo par de bandarilhas!

Foram as espetadas por Valupi
no Aspirina B a propósito de uma doença do foro neuro-ético chamada Direitopatia:

  • Os neuréticos sofrem de alucinações políticas selectivas. Acreditam que Sócrates andou aos envelopes por causa do Freeport. Ia para hotéis, esplanadas e tascos pedir dinheiro aos bifes. Picavam qualquer coisa, bebiam umas bejecas, palitavam os dentes, coçavam os colhões, arrotavam, peidavam-se, riam alarvemente e passavam envelopes castanhos por debaixo da mesa para não ficarem salpicados com o molho dos caracóis. Foi assim que Sócrates conseguiu comprar o tal apartamento aos mafiosos, embora com desconto mafioso, como a TVI, o Sol e o Zé Manel nos andaram a explicar ao longo de 9 meses.
  • Ao mesmo tempo, os neuréticos não encontram nada de errado nos sucessivos negócios ruinosos onde o BPN se meteu, negócios que envolvem a fina-flor do PSD e subsistemas de poder onde o partido tem a sua base sociológica de apoio. Dizer que se está perante uma colossal máquina de lavagem de dinheiro, e que algum desse dinheiro pode estar relacionado com negócios de armas a uma escala internacional, e que esse banco era protegido por aqueles que sempre se insurgiram contra os limites impostos pelo Estado à sua actividade, ou que a tudo assistiam caladinhos sabendo da tripa-forra, eis algo que não faz qualquer sentido adentro do quadro clínico da direitopatia.