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quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que fazer com a RTP Informação?

Costuma fazer zapping? E passa pela RTP Informação de vez em quando? E até lhe acontece parar uns segundos no canal? Sem se dar conta que é mais um canal do Porto, digo, do FCPorto, isto é, um canal de apito dourado, i. é, viciado?!

Pois tem maneira de obviar a esse incómodo. Basta colocá-lo de uma vez por todas lá onde nunca vai, junto do Porto Canal, dos canais infantis, dos canais russo, ucraniano, chinês... Como? Assim: 
Pegue no comando, carregue na tecla menu, na barra de cima prima  →, →, → ... até o cursor atingir Ajuda e Configurações.
Seleccione Ajuda e Configurações. Prima ↓, ↓, ... até o cursor chegar a... Configurações.
Seleccione Configurações. Prima ↓, ↓, ... até Ordenar Canais.Seleccione Ordenar Canais.  Prima ↓, ↓, ...  até RTP IN (6).Em RTP IN desloque o cursor para a direita →, até à seta ▼.
Prima ▼, ▼, ▼, ▼, ... as vezes suficientes, até a RTP IN ficar naquelas posições a que nunca vai, as 70ª, ou 90º... Ponha a RTP IN junto dos infantis, dos pornográficos, do Porto Canal (se já tiver feito o mesmo com o Canal do Pinto da Costa...) é lá o seu lugar.
Depois é só Guardar as alterações à Configuração. Tão cedo não volta a tropeçar neste Canal estúpido, que saneou o João Gobern, que tinha o Zona Mista, de infeliz memória. Que Você paga todos os meses na factura da electricidade. 

Começo a pensar que o Relvas estava cheiro de razão quando defendia a extinção, ou a venda ao desbarato, da RTP IN... Um dia chegará a vez da RTP, da RDP... da Contribuição Audio Visual, dos subsídios ao serviço público... para encher a barriga à RTP Porto, à RTP África, à RTP Madeira, à RTP Açores... a todos os luxos, "gorduras", e incompetências... Já lhe basta, dessa não se livra, ter de pagar os desmandos do Alberto João Jardim, mandatário de Passos, amigo do peito do Presidente da República. 



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fica-nos mais barato que o Sporting ganhe

O Sporting vai jogar daqui a bocado na Madeira com o Nacional. Normalmente como benfiquista eu devia torcer pela derrota do nosso rival do outro lado da segunda circular. Sobretudo depois de que um grupo de energúmenos de adeptos seus, comandados pelo renegado polícia Cristóvão, foram à Luz com propósitos de organização criminosa cometer crime de dano, fogo posto e outras "bagatelas" penais.

Continuo a defender que devem pagar pelo crime. Mas desejo-lhes sinceramente que ganhem e continuem na Taça. Pela simples razão que uma vitória de um clube madeirense traz-nos sempre encargos: as viagens do clube ao Jamor, em Maio, e na próxima época, quem sabe, uma qualquer deslocação do Nacional pela Europa, numa qualquer eliminatória da UEFA.

Que isso não é nada comparado com os rios de dinheiro que os clubes da Madeira nos custam pelas verbas que vamos continuar ao Jardim para ele dar aos clubes ? È verdade, mas uma derrota de um clube de madeirense é sempre uma pequena economia que fazemos.

De resto, não vale a pena sermos piegas: é assim que os madeirenses querem e por isso votaram no caudilho. Não para gastar o dinheiro deles, como é próprio da democracia representativa. Mas para que ele saque o máximo dos continentais e distribua benesses pela Madeira.

É uma perversão, essa de votar em quem é melhor para gastar o dinheiro dos outros, ah pois é.  Mas como diria Jardim "é o sistema" que temos. Diante de Jardim, agacham-se os Presidentes, agora Cavaco, antes Sampaio. E vem agora a Srª Merkel a declarar que o Rei vai nú? Mal sabe no que se meteu.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Foi Você que votou no Partido do Alberto João ?

... Poi$ agora pague. E ainda há-de ser insultado por i$$o, pela enésima vez, seu parvo de um c... (cubano!).
Que o AJJ tem garantida, agora como no passado, a cumplicidade e o mal disfarçado favorecimento, de Cavaco, de Marcelo, de Menezes, de Ferreira Leite, de tutti quanti... E a abstenção de Seguro. "Por amor a Portugal".

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cavaco e a vaca que ri

Este é, cara Ana Sá Lopes, o tal sorriso das vacas que Cavaco viu nos Açores.  A rir de quê ? Pois do queijo suiço em que está transformada a Madeira ─ é verdade, Pedro Santos Guerreiro, eu também vi e contei uma data de coisas ─ com túneis caríssimos para todo o lado, e é só um exemplo, o que, de facto, "não é um problema de eleitores (da Madeira), é um problema de contribuintes (do Continente)- e devia ser um problema de tribunais"?


Suponho que não: a vaca que riu para Cavaco estava a lembrar-se da desculpa esfarrapada que não sabia de nada "pois se nem o Banco de Portugal se deu conta". Ele sabia. O Banco de Portugal até podia não saber: não tem os informadores privilegiados, os membros da Comissão de honra da sua candidatura, entre outros, tão bem colocados no aparelho madeirense. Nem está provado que o Banco de Portugal não tenha querido saber do que o caudilho fazia de mal como Cavaco em visita oficial esquivando-se a ouvir "o bando de loucos" da Oposição madeirense ─ lembram-se?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sim Senhor Ministro

Todos os anos no Verão, quando chega o mês de Julho e já gastou o Orçamento do ano inteiro, Alberto João Jardim avisa (tanto avisa o inefável Alberto!): cuidado com a Madeira, agarrem-nos senão... escolhemos a Independência!

Pois desta vez o inefável Alberto e os seus sequazes do Jornal da Madeira, que nós pagamos, não ficaram a falar sozinhos: o Ministro Álvaro respondeu-lhe por antecipação: nada a opor. Um imenso coro de apoio ecoou pelo Contenente inteiro: Independência da Madeira Já, em frente, marche, dr. Alberto João! Faça-se um referendo sobre a Independência da Madeira mas aqui: que "nós é que temos de decidir se queremos continuar a sustentar um regime paternalista que nos custa milhões, a troco de insultos do soba", como advoga o perplexo.

E eu que não gostava do Ministro Álvaro que conhecia apenas do seu blog e das televisões, onde achava que tinha um discurso ao nível de uma Manuela Moura Guedes, tendo até menos influência do que ela na escolha dos secretários de Estado num Governo de Passos Coelho. Afinal o Ministro Álvaro é um profeta a anunciar a boa nova da independência da Madeira, quando quiserem e boa viagem, sem retorno, que não deixam saudades. Sim Senhor Ministro, Independência da Madeira Já, como aqui já se defendeu, em mais de uma dúzia de reportagens, que lá fizemos e documentámos...


terça-feira, 8 de março de 2011

Chama-se fascismo...


Invadir uma reunião interna de um partido político, como aconteceu ontem em Viseu, é uma prática introduzida há 90 anos em Itália pelos "fascios" de Mussolini, como contou Bertolucci, e chama-se fascismo, com todas as letras, e o resto são cantigas, mesmo que ganhem festivais, aliás pelo mesmo método de votação, e com o apoio dos mesmos animadores de blogues que fizeram de Salazar "o maior português de sempre" e Álvaro Cunhal "o segundo maior".

Pasma-se, mas não muito, com a cobertura simpática que alguns jornais dedicam à proeza de tais arruaceiros, desculpando-os e promovendo-os : "só queríamos expor a nossa palavra, ter um espaço onde pudéssemos falar, já que ninguém nos ouve" . A canalha de Mussolini que marchou sobre Roma em 1922 tinha um discurso igualzinho.

Fascismo em bicos de pés. Não admira que Alberto João Jardim esteja com eles.



domingo, 28 de novembro de 2010

Ditosa Pátria


Um amigo mandou-me um poema de Jorge de Sena. Escrito no exílio, na desesperança do ano de 1961, quando Humberto Delgado acabava de ser expulso das Forças Armadas e se refugiara no Brasil, quando Henrique Galvão tomava o Santa Maria, quando o MPLA atacava as cadeias de Luanda e a UPA massacrava no Norte de Angola, quando Goa, Damão e Diu eram ocupadas pela União Indiana, quando a revolta de Beja não dava em nada, quando as cadeias estavam cheias a rebentar de presos políticos, quando Salazar parecia eterno, quando o Dia do Estudante desencadeava uma repressão feroz. Poema datado? Talvez. Vejam bem:

A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
a pouca sorte de ter nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fátua ignorância;
terra de escravos, cu p’ró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol caiada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra − museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:

eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço: mas ser’s minha, não.


Dezembro de 1961

in «Quarenta Anos de Servidão» Lisboa, 1979


Passaram quase 50 anos sobre o poema de Sena. Hoje voltamos talvez a poder dizer "esta é a ditosa Pátria minha amada".
  • A minha Pátria do PS e dos bons empregos para tapar manobras internas (caso Víctor Baptista),
  • a minha Pátria do PS e dos honorários chorudos por coisa nenhuma (Tagus Park e escritório José Miguel Júdice),
  • a minha Pátria do PS e dos salários milionários a pequenos gestores da cultura (Guimarães capital da cultura).
Mas também
  • a minha Pátria de Alberto João Jardim sempre perdoado apesar de reincidente nos insultos a quem lhe dá de comer,
  • a minha Pátria de Pacheco Pereira, sempre na vanguarda dos seus aliados do Ministério Público,
  • a minha Pátria de Belmiro de Azevedo & filhos feitos com a conspiração castelhana na Opa da PT por causa da Vivo,
  • a minha Pátria de Cavaco Silva, sempre bajulado apesar dos seus negócios particulares no BPN, aliás em sintonia total com o PSD, pelo menos na inventona das escutas.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nem mais um tostão para a falsa informação


aqui se falou dos jornais a pataco que Alberto João Jardim garante aos madeirenses que lhe são afectos com o nosso dinheiro. Simples: o histórico DN da Madeira, porque se nega a ser incondicional do caudilho, custa 0,80 €, o JN, antigo jornal da diocese agora propriedade do Governo, só custa 0,10 €. E custa 10 cêntimos para poder receber os contratos, mais benefícios, leoninos, do próprio Governo, que o suporta.

Ilegal? Não é. O anterior Governo do PS ainda aprovou uma lei que punha cobro a tais situações. Mas perante a Oposição de Ferreira Leite e de Rangel, o tal da "claustrofobia democrática", Cavaco Silva vetou.


Jardim cortou ao DN qualquer parte na publicidade do seu Governo e de empresas por si criadas que são às centenas. Não contente com isso, deu ao seu Jornal da Madeira "42 milhões de euros na última década que corresponde a cerca de dois euros por exemplar". Eis o que acaba de determinar a demissão do director Luís Calisto.

Aposto que Cavaco Silva não virá a público clamar por transparência nas relações de um governo, de que ele é o padrinho (lembram-se da visita de Cavaco à Madeira?), com um órgão da comunicação social. Olha se fosse a PT a tentar comprar uma participação muito minoritária da TVI de Manuela Moura Guedes! Manuela Moura Guedes, heroína, santa e mártir da Pátria, padroeira da transparência, ao lado de Jardim, segundo escutas de Belém. Escutas, de escuteiros, obviamente, que eu não tive qualquer encontra na Avenida de Roma com Fernando Lima.

Aposto que nem Pacheco Pereira nem Agostinho Branquinho, nem muito menos Guilherme Silva, irão apoiar uma comissão de inquérito ao sufoco da democracia na Madeira (qual claustrofobia qual carapuça, ali é a sério!).

Aposto que ninguém quererá saber dos 42 milhões gastos numa década para apoiar o Jornal da Madeira, nem dos muitos milhões ao largo de várias décadas para pagar O Diabo do Continente, nem do forrobodó que salta à vista quando se visita a Madeira ─ estive lá em Fevereiro, antes das inundações e dos pactos contra natura que suportam Jardim, não é apenas Cavaco Silva que lhe pega ao colo, sempre que o menino faz birra.

Aposto que ninguém vai querer saber das ribeiras aprisionadas pelo betão, quando se tem dinheiro a mais, cumplicidades em Portugal e se conseguiu esmagar todos as veleidades de crítica interna.



segunda-feira, 15 de março de 2010

Há sinceridade nisto? Não há, não há

Adicionar imagem

Lei da rolha? Ora toma! Em minha opinião, a alteração estatutária votada pelos congressistas do PSD é uma coisa de nada comparada com o que se passa na Madeira desde 1977. Como diz Tolentino de Nóbrega no Público com base em grande número de casos concretos:

Leia devagar, puxe pela memória, e no final pergunte a Paulo Rangel o que ele acha de uma verdadeira "lei da Rolha", como a que vigora há tantos anos na Madeira. Como naquela canção do tempo dos nossos avós: Há sinceridade nisto (no que diz um candidato do PSD muito atreito a claustrofobia democráticas?) Não há, não há!

Isto é que é grave e o resto são cantigas.

terça-feira, 2 de março de 2010

Madeira, o outro lado da tragédia e ponto final

Estive três semanas fora, longe, muito longe. Claro que soube da tragédia da Madeira (que não é só política, como se viu), das muitas dores, das gentes de lá e cá, e o primeiro que me apeteceu dizer foi uma observação que me ocorreu descíamos nós do Monte de autocarro a caminho da Rua Visconde do Anadia, Mercado dos Lavradores, Praça da Autonomia, Almirante Reis, a baixa do Funchal:

─ "O arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles é que não ia gostar nada disto"

Sucediam-se as ladeiras estreitas, a pique, e as curvas de meter medo. Deviam ser de sentido único, mas não eram, havia carros estacionados nas bermas, que obrigavam a perigosíssimas paragens e marchas atrás, para deixar passar quem vinha de frente. Ao lado viam-se as ribeiras emparedadas, em ziguezagues, sem o cuidado sequer de lhes arredondar os ângulos, o betão a invadir o leito dos rios.

Foi isso que me lembrou a tese de Ribeiro Teles, antiga e comprovada. As margens dos rios, com vegetação natural, a chamada mata ciliar, são uma espécie de esponja para as águas sujas que passam, funcionam como uma continuada estação tratamento, além de combaterem a erosão, tanto mais perigosa quanto maior o declive das águas que correm. As margens dos rios não gostam de ser aprisionadas pelo betão, um dia zangam-se, saltam para fora, levam tudo à frente, vingam-se.

Sim, sei que as catástrofes acontecem, não são culpa de ninguém. Não, não previ a tragédia, não sou cientista do ambiente.

Mas tenho bom senso. Alberto João Jardim vai ter agora ainda mais dinheiro para gastar. Alguém que o controle - precisa-se.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pacto Germano Soviético na Madeira


Jardim ainda há seis meses propunha a proibição do comunismo na Constituição e agora defende um compromisso histórico com o PCP e o BE para "libertar o País do PS"? E depois? Que ninguém diga desta água não beberei. Os nazis diziam de Estaline o piorio seis meses antes da assinatura do Pacto Germano Soviético em 1938. O mesmo que os comunistas diziam de Hitler. E o Pacto fez-se. Para libertar o Mundo das democracias burguesas. Que é o que o PS personifica em Portugal na presente conjuntura.
Os dois juntos assinarão o Pacto. Jardim propôs. O compenetrado Padre comunista já aceitou o repto. Como fizeram Ribbentrop e Molotov, na presença de Estaline, com a benção de Hitler, naquele ano de 1938, para pôr cobro à ameaça polaca, apoiada pelas "agressivas democracias burguesas" (como lhes chamou o jovem Cunhal na altura) de França e de Inglaterra. Para Alberto João Jardim é um triunfo total.
Um triunfo total para Alberto João Jardim, que como Hitler sempre soube levar a água ao seu moinho. A aprovação da Lei das Finanças Locais pelo PSD Nacional e demais partidos do compromisso histórico, depois de todas as ocupações e abusos ao longo dos anos, é assim como uma espécie de Acordos de Munique.

Jardim vence em toda a linha. Os líderes nacionais do PSD têm medo dele. Fazem de conta que acreditam que ele se contentará com os 50 milhões, ele que já vai nos 1200 de dívida directa - sem contar com a dívida das empresas públicas madeirenses, com as dívidas astronómicas das autarquias madeirenses, das dívidas das parcerias publico-privadas que promoveu para disfarçar a dívida.

O compromisso histórico, como o famoso Pacto Germano Soviético, avança a todo o vapor. Vêm aí os amanhãs que cantam. Também foi assim depois do Pacto contra as democracias. Salvaguardadas as devidas distâncias, a grande aliança faz todo o sentido.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (8) Comprar quintas

Alberto João Jardim adora comprar quintas, na Madeira as quintas são como os palacetes de Lisboa e/ou Veneza. O Governo comprou ainda recentemente a Quinta da Magnólia, que me pareceu fechada para obras, e sobretudo comprou, para seu uso pessoal (da pessoa do Presidente do Governo), a muito brasonada Quinta da Vigia onde pude observar uma dúzia de jardineiros, a trabalhar num canteiro, além de um alargado grupo de seguranças (privados?) conversando ruidosamente à porta da residência. Tanta gente, tantos cuidados, tantos gastos.

A quinta merece, está num brinco, cuidada e tratada, cavada de fresco (todos os dias?), limpinha, não há uma folha caída entre os canteiros que não seja varrida de imediato, respira-se nela "um ar feito de flores", como dizia António Nobre. É bom, desde que se tenha dinheiro, e tem-no este nosso Rei da Madeira, que cavou com este luxo e os outros "um buraco do tamanho do grego".

Um luxo sobretudo quando comparada com "a quinta" que foi dos antigos reis de Portugal, a
Tapada das Necessidades, para a qual não há dinheiro que chegue para tratar as árvores ressequidas, carcomidas, as dependências a cair, os canteiros deteriorados, uma dor de alma, passe por lá e compare.

E estamos em Lisboa. No Interior é pior. Mas os deputados do Interior (do PSD, em maioria) votaram sem pestanejar mais transferências e mais endividamento para a Madeira. Quanto mais for para a Madeira, mais vai faltar para as necessidades dos círculos do Continente. É quanto nos custa o compromisso histórico do PSD com o CDS, o PCP e o BE. Que o Padre Edgar Silva já deu a sua bênção. Assim vamos longe.




O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (7) Jornais a pataco

Aparentemente é um jornal como os outros, só que é propriedade do Governo Regional e custa 0,10 €, e assim Alberto João Jardim arrasa a concorrência, como se queixou dramaticamente a empresa proprietéria do DN da Madeira:

"2. No mercado de jornais da Região Autónoma da Madeira (RAM),
aquela crise vem sendo acrescida pela grave distorção das regras da
concorrência praticada pelo Governo Regional através do Jornal da
Madeira (JM), como é conhecido pela generalidade dos Portugueses
e em especial dos Madeirenses.
3. E essa crise na RAM sofreu um forte agravamento a partir do ano de
2008 pela circulação gratuita do JM, pelo aumento da sua tiragem
para 15 mil exemplares por dia – pagos pelo erário público à razão
de cerca de 10 mil euros por dia – e com manutenção da mesma
estrutura, do mesmo número de páginas e do seu carácter generalista,
visando , por essa forma , liquidar o Diário de Notícias.

Depois disso o JM deixou de ser gratuito, passou a custar 0,10, e o Presidente da República vetou a lei que visava restabelecer o pluralismo e impedir governos regionais e autarquias locais de serem proprietários de jornais. O DN/Madeira custa 0,80 € e continua a tentar manter-se plural. Por exemplo que "há mais Mundo para além da Ponta de S. Lourenço", como diz Trindade do PS, e quem devia demitir-se é Jardim.

O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (6) Limpezas de terrenos

Os terraços lá atrás ─ informa a guia ─ antigamente eram cultivados, em condições muito duras, agora deixaram de ser, o Governo paga aos agricultores para manterem os terrenos limpos. A imagem é de Porto Moniz, na Madeira, um concelho com um número de eleitores sensívelmente igual ao da minha aldeia numa encosta de um afluente do Rio Douro. Uma terra com quelhos assim que vêm sendo abandonados e se enchem de silvas. Volto à comparação da Região Autónoma da Madeira com o distrito de Vila Real de Trás-os-Montes, que também tem uma maioria do PSD e elege o mesmo nº de deputados. Em que é que Trás-os-Montes e Alto Douro é menos do que a Madeira? Por que razão tem que ser desapossado de uma parte do IVA que paga em favor da Madeira? Por que carga de água, PCP e BE, PSD e CDS, favorecem a Madeira rica com os impostos cobrados aos pobres de Trás-os-Montes? E da Beira Interior? E do Alentejo? E da Área Metropolitana de Lisboa que tb temos por aí uma data de silvas para limpar em terrenos abandonados. Ou há moralidade...

Madeira? Tenho mais fotos se quiserem

Como é que eu soube que o Governo da Madeira faz tudo o que lhe apetece, até paga parques de estacionamento num qualquer burgo como a Ribeira Brava»? Boa pergunta, amigo Gabriel. Porque na Madeira tudo, ou quase, tem placa comemorativa:

Ninguém se incomoda, ninguém critica, os partidos têm medo, os jornalistas da Madeira são quase todos empregados, directa ou indirectamente, do Alberto João Jardim. Então quando chegam aos comentários é de partir o coco.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (5) Estacionamentos "do Governo"

Neste belíssimo parque de estacionamento, em "propianho e cantaria" na marginal da Ribeira Brava, o que mais chama a atenção é que não foi contruído pela Câmara, nem por uma empresa privada que nisso tivesse interesse, mas sim pela "Vice-Presidência do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira". Vice-Presidência, atenção, um luxo mais do AJJ. A segunda nota é que como quase tudo na Madeira é demasiado grande para as necessidades da vilória. Não faltavam lugares de estacionamento nas imediações. Estava deserto. Nem fui ver os preços. Se os há. Deve ser gratuito ou quase. PCP e BE adoram essas coisas: a falta que fazem parques de estacionamento do Governo espalhados por todas as freguesias de Lisboa (que não há mais gente na Ribeira Brava do que na Alfama ou no Bairro Alto). De resto, AJJ ainda há meses pretendia proibir o comunismo na Constituição. Cavaco, PSD e CDS têm medo do Jardim. Por isso lhes deram mais do IVA que nós pagamos. E mais endividamento. Pagamos nós, cubanos como nós

O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (4) Inaugurações

Fontanários? Vi uma placa comemorativa em Santana. Piscinas? Obviamente, que as praias estão cheias de calhaus, que vieram do Continente, seguramente. Parques de estacionamento? E bem sofisticados. Estádios de futebol? Estão a reconstruir o Estádio dos Barreiros. Há um lá para os lados da Ribeira Brava em que foram enterrados 12 milhões de Euros e que não serve para nada. O Cardosão inaugura, inaugura. Até restaurantes, como o da foto. A placa está cá fora, numa esquina de muito trânsito, como chamariz. E eu que ia a entrar.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (3) Trutas

Belíssimo viveiro de frutas, meia dúzia de empregados, lindo e cuidado, no Ribeiro Frio. "É do nosso Governo". E as trutas? Pergunta de turista. Quando estão criadas, são soltas nas ribeiras para a pesca desportiva. E comem-nas? Que horror! "Nós gostamos é de peixe espada preta". E têm muito bom gosto. De resto, se não lhes custa a ganhar, se têm mais rendimento do que a média do Continente, comer trutas era uma despromoção. Sobretudo não se incomodem. Não vale adiar. Pagamos nós. Os cubanos como nós.

O que Jardim faz com o nosso dinheiro? (2) Palhotas

Palhotas, casas de bonecas, alegadas casas antigas, mas feitas hoje, como se vê na foto, no centro da vila de Santana. Há uma que é propriedade particular, mas as duas mais bonitas ao lado da Câmara "são do Governo" ─ avisou a nossa guia. Fomos lá: qual duas?! Há mais em construção, contámos onze operários. "Até a palha é importada" ─ informam-nos. Pagamos tudo, os de cá. Os turistas gostam? Pelo menos riem de nós: um casal no banco da frente soltava gargalhadas cada vez que a guia repetia: "financiado pelo nosso Governo", o deles, claro. Uma dúzia de vezes. Há partidos que gostam de um sociedade em que tudo é subsidiado. Achei perfeitamente normal, as votações do PCP e do BE. Cubanos como nós.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Não pagamos, não pagamos, não pagamos

Acabo de regressar da Madeira. A minha opinião é que devemos pegar o boi pelos cornos. Ter o incómodo de dizer a Sua Excelência que não podemos pagar tudo. É um incómodo muito grande: os jornais, que ele comprou, a RTP e a RDP, cujos directores dependem dele, e todos os subsidiados, que são legião, vão dizer de nós cobras e lagartos mas não há outra solução. A Madeira está rica, nós é que somos pobres. Não pagamos. As propinas do Jardim, não pagamos. Não pagamos.

Vou contar-vos a coisa por miúdos. Mas para já o que vos proponho é muito simples: organize-se uma excursão de autarcas de Trás-os-Montes à Ilha da Madeira. De autarcas das juntas de freguesia, não de vereadores, ou presidentes de câmara, esses querem é Brasil, países nórdicos, viagens caras, chorudas despesas de representação.

A Região Autónoma da Madeira tem sensivelmente o mesmo número de habitantes que o distrito de Vila Real de Trás-os-Montes.
  • Vila Real de Trás-os-Montes que não recebeu ao longo destes anos milhares de milhões.
  • Vila Real de Trás-os-Montes que não pode permitir-se uma dívida (avalizada pelo Estado?) de cinco mil milhões de Euros. Que não pode subsidiar os agricultores para manterem os terraços do Rio Douro a parecer bem aos turistas.
  • Vila Real de Trás-os-Montes que não pode financiar a construção hoje de antigas casas, tradicionais (não é gralha, tenho fotografias!), ridículas casas de bonecas.
  • Nem dezenas de "arrastadores" de carrinhos de cestos, que não têm clientes, e andam ao alto (contei 72, a jogar cartas, e nenhum cliente, um dia inteiro)
  • Nem dezenas de jardineiros, por canteiro, a cavar e recavar, os jardins do Palácio Presidencial.
  • Nem comprar quintas atrás de quintas.
  • Nem deixar de cobrar IVA.
  • Nem pôr a gasolina mais barata.
  • Nem esburacar as montanhas em todas as direcções com 164 túneis, com um total de 73 quilómetros, todos gratuitos, que já começam a precisar de elevadas despesas de manutenção.
  • Nem meter ao bolso as receitas das fugas aos impostos numa escandalosa zona franca.
  • Nem e nem e nem.
Temos de confrontar os eleitos de Vila Real de Trás-os-Montes à Assembleia da República (aliás maioritariamente do mesmo partido que Sua Excelência o Dr Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim - um nome que está em toda a parte na Madeira) com as suas decisões de mandar mais dinheiro, sempre mais dinheiro, para os luxos da autonomia e da irresponsabilidade. Só porque assim querem o PSD, o CDS, o PCP e o Bloco de Esquerda. Faz cá falta. O Governo da Madeira não merece mais.