O Sporting vai jogar daqui a bocado na Madeira com o Nacional. Normalmente como benfiquista eu devia torcer pela derrota do nosso rival do outro lado da segunda circular. Sobretudo depois de que um grupo de energúmenos de adeptos seus, comandados pelo renegado polícia Cristóvão, foram à Luz com propósitos de organização criminosa cometer crime de dano, fogo posto e outras "bagatelas" penais.
Continuo a defender que devem pagar pelo crime. Mas desejo-lhes sinceramente que ganhem e continuem na Taça. Pela simples razão que uma vitória de um clube madeirense traz-nos sempre encargos: as viagens do clube ao Jamor, em Maio, e na próxima época, quem sabe, uma qualquer deslocação do Nacional pela Europa, numa qualquer eliminatória da UEFA.
Que isso não é nada comparado com os rios de dinheiro que os clubes da Madeira nos custam pelas verbas que vamos continuar ao Jardim para ele dar aos clubes ? È verdade, mas uma derrota de um clube de madeirense é sempre uma pequena economia que fazemos.
De resto, não vale a pena sermos piegas: é assim que os madeirenses querem e por isso votaram no caudilho. Não para gastar o dinheiro deles, como é próprio da democracia representativa. Mas para que ele saque o máximo dos continentais e distribua benesses pela Madeira.
É uma perversão, essa de votar em quem é melhor para gastar o dinheiro dos outros, ah pois é. Mas como diria Jardim "é o sistema" que temos. Diante de Jardim, agacham-se os Presidentes, agora Cavaco, antes Sampaio. E vem agora a Srª Merkel a declarar que o Rei vai nú? Mal sabe no que se meteu.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
A orquestra da Ongoing...
...para a conquista da RTP.
Um dos livros que mais me impressionou, quando cheguei a França em 1966, foi a "Orchestre Rouge", do grande Gilles Perrault, que contava como um grupo determinado de militantes comunistas internacionais, liderados pelo intrépido Leopold Trepper, soube infiltrar-se nas linhas inimigas da informação e conseguiu avisar Moscovo da iminência da "Operação Barbarossa", a invasão nazi da URSS, apesar do Pacto Germano-Soviético.
Claro que Estáline não acreditou. Ou fez de conta e preferiu os nazis à portas de Moscovo e o sacrifício de muitos milhões de soviéticos. E no fim da Guerra apressou-se a mandar executar Trepper e todos os sobreviventes do "réseau" que regressaram à URSS. Mas isso é outra história.
Como o Mundo é pequeno e este nosso País também! Aí temos agora a Orquestra da Ongoing, com artistas sempre em trânsito da Loja Mozart para a bancada do PSD e desta para a direcção da Ongoing, ou para a direcção dos serviços secretos, ou para ambas as entidades, em simultâneo.
E tudo isto porquê? Por causa da privatização da RTP, que lhes está prometida. A eles, ao casal Moniz, ao Crespo, ao Fernando Lima, ao José Manuel Fernandes, ao ministro Relvas, ao António Barreto, ao Alberto João Jardim, ao Diabo, Correio da Manhã, todos juntos, numa televisão só para eles... É uma verdadeira Operação Barbarossa, outra vez. Infelizmente, fuzilaram o Trepper.
Correcção, em tempo: Afinal Trepper não chegou a ser fuzilado. Como relata o citado estudo da Wikipédia, "après la Seconde Guerre mondiale, les autorités soviétiques le font venir en Russie. Mais, au lieu de le récompenser, ils l’enferment dans la Loubianka. Après une vigoureuse défense de sa position, il évite l’exécution en raison d’amis bien placés, mais reste en prison jusqu’en 1955". E depois da publicação do livro de Perrault em 1967 a pressão internacional sobre as autoridades comunistas foi tanta que o deixaram emigrar para Israel onde morreu em 1982.
Um dos livros que mais me impressionou, quando cheguei a França em 1966, foi a "Orchestre Rouge", do grande Gilles Perrault, que contava como um grupo determinado de militantes comunistas internacionais, liderados pelo intrépido Leopold Trepper, soube infiltrar-se nas linhas inimigas da informação e conseguiu avisar Moscovo da iminência da "Operação Barbarossa", a invasão nazi da URSS, apesar do Pacto Germano-Soviético.
Claro que Estáline não acreditou. Ou fez de conta e preferiu os nazis à portas de Moscovo e o sacrifício de muitos milhões de soviéticos. E no fim da Guerra apressou-se a mandar executar Trepper e todos os sobreviventes do "réseau" que regressaram à URSS. Mas isso é outra história.
Como o Mundo é pequeno e este nosso País também! Aí temos agora a Orquestra da Ongoing, com artistas sempre em trânsito da Loja Mozart para a bancada do PSD e desta para a direcção da Ongoing, ou para a direcção dos serviços secretos, ou para ambas as entidades, em simultâneo.
E tudo isto porquê? Por causa da privatização da RTP, que lhes está prometida. A eles, ao casal Moniz, ao Crespo, ao Fernando Lima, ao José Manuel Fernandes, ao ministro Relvas, ao António Barreto, ao Alberto João Jardim, ao Diabo, Correio da Manhã, todos juntos, numa televisão só para eles... É uma verdadeira Operação Barbarossa, outra vez. Infelizmente, fuzilaram o Trepper.
Correcção, em tempo: Afinal Trepper não chegou a ser fuzilado. Como relata o citado estudo da Wikipédia, "après la Seconde Guerre mondiale, les autorités soviétiques le font venir en Russie. Mais, au lieu de le récompenser, ils l’enferment dans la Loubianka. Après une vigoureuse défense de sa position, il évite l’exécution en raison d’amis bien placés, mais reste en prison jusqu’en 1955". E depois da publicação do livro de Perrault em 1967 a pressão internacional sobre as autoridades comunistas foi tanta que o deixaram emigrar para Israel onde morreu em 1982.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Foi Você que votou no Partido do Alberto João ?
... Poi$ agora pague. E ainda há-de ser insultado por i$$o, pela enésima vez, seu parvo de um c... (cubano!).
Que o AJJ tem garantida, agora como no passado, a cumplicidade e o mal disfarçado favorecimento, de Cavaco, de Marcelo, de Menezes, de Ferreira Leite, de tutti quanti... E a abstenção de Seguro. "Por amor a Portugal".
Que o AJJ tem garantida, agora como no passado, a cumplicidade e o mal disfarçado favorecimento, de Cavaco, de Marcelo, de Menezes, de Ferreira Leite, de tutti quanti... E a abstenção de Seguro. "Por amor a Portugal".
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Sim Senhor Ministro
Todos os anos no Verão, quando chega o mês de Julho e já gastou o Orçamento do ano inteiro, Alberto João Jardim avisa (tanto avisa o inefável Alberto!): cuidado com a Madeira, agarrem-nos senão... escolhemos a Independência!
Pois desta vez o inefável Alberto e os seus sequazes do Jornal da Madeira, que nós pagamos, não ficaram a falar sozinhos: o Ministro Álvaro respondeu-lhe por antecipação: nada a opor. Um imenso coro de apoio ecoou pelo Contenente inteiro: Independência da Madeira Já, em frente, marche, dr. Alberto João! Faça-se um referendo sobre a Independência da Madeira mas aqui: que "nós é que temos de decidir se queremos continuar a sustentar um regime paternalista que nos custa milhões, a troco de insultos do soba", como advoga o perplexo.
E eu que não gostava do Ministro Álvaro que conhecia apenas do seu blog e das televisões, onde achava que tinha um discurso ao nível de uma Manuela Moura Guedes, tendo até menos influência do que ela na escolha dos secretários de Estado num Governo de Passos Coelho. Afinal o Ministro Álvaro é um profeta a anunciar a boa nova da independência da Madeira, quando quiserem e boa viagem, sem retorno, que não deixam saudades. Sim Senhor Ministro, Independência da Madeira Já, como aqui já se defendeu, em mais de uma dúzia de reportagens, que lá fizemos e documentámos...
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Nem mais um tostão para a falsa informação

Já aqui se falou dos jornais a pataco que Alberto João Jardim garante aos madeirenses que lhe são afectos com o nosso dinheiro. Simples: o histórico DN da Madeira, porque se nega a ser incondicional do caudilho, custa 0,80 €, o JN, antigo jornal da diocese agora propriedade do Governo, só custa 0,10 €. E custa 10 cêntimos para poder receber os contratos, mais benefícios, leoninos, do próprio Governo, que o suporta.
Ilegal? Não é. O anterior Governo do PS ainda aprovou uma lei que punha cobro a tais situações. Mas perante a Oposição de Ferreira Leite e de Rangel, o tal da "claustrofobia democrática", Cavaco Silva vetou.
Por isso “o sufoco e cerco” ao DN da Madeira “congeminado e perpetrado” por Jardim “para concretizar o seu antigo projecto de fechar” o centenário matutino madeirense, pôde continuar impunemente.
Jardim cortou ao DN qualquer parte na publicidade do seu Governo e de empresas por si criadas que são às centenas. Não contente com isso, deu ao seu Jornal da Madeira "42 milhões de euros na última década que corresponde a cerca de dois euros por exemplar". Eis o que acaba de determinar a demissão do director Luís Calisto.
Aposto que Cavaco Silva não virá a público clamar por transparência nas relações de um governo, de que ele é o padrinho (lembram-se da visita de Cavaco à Madeira?), com um órgão da comunicação social. Olha se fosse a PT a tentar comprar uma participação muito minoritária da TVI de Manuela Moura Guedes! Manuela Moura Guedes, heroína, santa e mártir da Pátria, padroeira da transparência, ao lado de Jardim, segundo escutas de Belém. Escutas, de escuteiros, obviamente, que eu não tive qualquer encontra na Avenida de Roma com Fernando Lima.
Aposto que nem Pacheco Pereira nem Agostinho Branquinho, nem muito menos Guilherme Silva, irão apoiar uma comissão de inquérito ao sufoco da democracia na Madeira (qual claustrofobia qual carapuça, ali é a sério!).
Aposto que ninguém quererá saber dos 42 milhões gastos numa década para apoiar o Jornal da Madeira, nem dos muitos milhões ao largo de várias décadas para pagar O Diabo do Continente, nem do forrobodó que salta à vista quando se visita a Madeira ─ estive lá em Fevereiro, antes das inundações e dos pactos contra natura que suportam Jardim, não é apenas Cavaco Silva que lhe pega ao colo, sempre que o menino faz birra.
Aposto que ninguém vai querer saber das ribeiras aprisionadas pelo betão, quando se tem dinheiro a mais, cumplicidades em Portugal e se conseguiu esmagar todos as veleidades de crítica interna.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (8) Comprar quintas
Alberto João Jardim adora comprar quintas, na Madeira as quintas são como os palacetes de Lisboa e/ou Veneza. O Governo comprou ainda recentemente a Quinta da Magnólia, que me pareceu fechada para obras, e sobretudo comprou, para seu uso pessoal (da pessoa do Presidente do Governo), a muito brasonada Quinta da Vigia onde pude observar uma dúzia de jardineiros, a trabalhar num canteiro, além de um alargado grupo de seguranças (privados?) conversando ruidosamente à porta da residência. Tanta gente, tantos cuidados, tantos gastos.
A quinta merece, está num brinco, cuidada e tratada, cavada de fresco (todos os dias?), limpinha, não há uma folha caída entre os canteiros que não seja varrida de imediato, respira-se nela "um ar feito de flores", como dizia António Nobre. É bom, desde que se tenha dinheiro, e tem-no este nosso Rei da Madeira, que cavou com este luxo e os outros "um buraco do tamanho do grego".
Um luxo sobretudo quando comparada com "a quinta" que foi dos antigos reis de Portugal, a
Tapada das Necessidades, para a qual não há dinheiro que chegue para tratar as árvores ressequidas, carcomidas, as dependências a cair, os canteiros deteriorados, uma dor de alma, passe por lá e compare.
E estamos em Lisboa. No Interior é pior. Mas os deputados do Interior (do PSD, em maioria) votaram sem pestanejar mais transferências e mais endividamento para a Madeira. Quanto mais for para a Madeira, mais vai faltar para as necessidades dos círculos do Continente. É quanto nos custa o compromisso histórico do PSD com o CDS, o PCP e o BE. Que o Padre Edgar Silva já deu a sua bênção. Assim vamos longe.
O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (7) Jornais a pataco
Aparentemente é um jornal como os outros, só que é propriedade do Governo Regional e custa 0,10 €, e assim Alberto João Jardim arrasa a concorrência, como se queixou dramaticamente a empresa proprietéria do DN da Madeira:
"2. No mercado de jornais da Região Autónoma da Madeira (RAM),
aquela crise vem sendo acrescida pela grave distorção das regras da
concorrência praticada pelo Governo Regional através do Jornal da
Madeira (JM), como é conhecido pela generalidade dos Portugueses
e em especial dos Madeirenses.
3. E essa crise na RAM sofreu um forte agravamento a partir do ano de
2008 pela circulação gratuita do JM, pelo aumento da sua tiragem
para 15 mil exemplares por dia – pagos pelo erário público à razão
de cerca de 10 mil euros por dia – e com manutenção da mesma
estrutura, do mesmo número de páginas e do seu carácter generalista,
visando , por essa forma , liquidar o Diário de Notícias.
Depois disso o JM deixou de ser gratuito, passou a custar 0,10, e o Presidente da República vetou a lei que visava restabelecer o pluralismo e impedir governos regionais e autarquias locais de serem proprietários de jornais. O DN/Madeira custa 0,80 € e continua a tentar manter-se plural. Por exemplo que "há mais Mundo para além da Ponta de S. Lourenço", como diz Trindade do PS, e quem devia demitir-se é Jardim.
O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (6) Limpezas de terrenos
Os terraços lá atrás ─ informa a guia ─ antigamente eram cultivados, em condições muito duras, agora deixaram de ser, o Governo paga aos agricultores para manterem os terrenos limpos. A imagem é de Porto Moniz, na Madeira, um concelho com um número de eleitores sensívelmente igual ao da minha aldeia numa encosta de um afluente do Rio Douro. Uma terra com quelhos assim que vêm sendo abandonados e se enchem de silvas. Volto à comparação da Região Autónoma da Madeira com o distrito de Vila Real de Trás-os-Montes, que também tem uma maioria do PSD e elege o mesmo nº de deputados. Em que é que Trás-os-Montes e Alto Douro é menos do que a Madeira? Por que razão tem que ser desapossado de uma parte do IVA que paga em favor da Madeira? Por que carga de água, PCP e BE, PSD e CDS, favorecem a Madeira rica com os impostos cobrados aos pobres de Trás-os-Montes? E da Beira Interior? E do Alentejo? E da Área Metropolitana de Lisboa que tb temos por aí uma data de silvas para limpar em terrenos abandonados. Ou há moralidade...
Madeira? Tenho mais fotos se quiserem
Como é que eu soube que o Governo da Madeira faz tudo o que lhe apetece, até paga parques de estacionamento num qualquer burgo como a Ribeira Brava»? Boa pergunta, amigo Gabriel. Porque na Madeira tudo, ou quase, tem placa comemorativa:
Ninguém se incomoda, ninguém critica, os partidos têm medo, os jornalistas da Madeira são quase todos empregados, directa ou indirectamente, do Alberto João Jardim. Então quando chegam aos comentários é de partir o coco.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (5) Estacionamentos "do Governo"
Neste belíssimo parque de estacionamento, em "propianho e cantaria" na marginal da Ribeira Brava, o que mais chama a atenção é que não foi contruído pela Câmara, nem por uma empresa privada que nisso tivesse interesse, mas sim pela "Vice-Presidência do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira". Vice-Presidência, atenção, um luxo mais do AJJ. A segunda nota é que como quase tudo na Madeira é demasiado grande para as necessidades da vilória. Não faltavam lugares de estacionamento nas imediações. Estava deserto. Nem fui ver os preços. Se os há. Deve ser gratuito ou quase. PCP e BE adoram essas coisas: a falta que fazem parques de estacionamento do Governo espalhados por todas as freguesias de Lisboa (que não há mais gente na Ribeira Brava do que na Alfama ou no Bairro Alto). De resto, AJJ ainda há meses pretendia proibir o comunismo na Constituição. Cavaco, PSD e CDS têm medo do Jardim. Por isso lhes deram mais do IVA que nós pagamos. E mais endividamento. Pagamos nós, cubanos como nós
O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (4) Inaugurações
Fontanários? Vi uma placa comemorativa em Santana. Piscinas? Obviamente, que as praias estão cheias de calhaus, que vieram do Continente, seguramente. Parques de estacionamento? E bem sofisticados. Estádios de futebol? Estão a reconstruir o Estádio dos Barreiros. Há um lá para os lados da Ribeira Brava em que foram enterrados 12 milhões de Euros e que não serve para nada. O Cardosão inaugura, inaugura. Até restaurantes, como o da foto. A placa está cá fora, numa esquina de muito trânsito, como chamariz. E eu que ia a entrar.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O que faz Jardim com o nosso dinheiro? (3) Trutas
Belíssimo viveiro de frutas, meia dúzia de empregados, lindo e cuidado, no Ribeiro Frio. "É do nosso Governo". E as trutas? Pergunta de turista. Quando estão criadas, são soltas nas ribeiras para a pesca desportiva. E comem-nas? Que horror! "Nós gostamos é de peixe espada preta". E têm muito bom gosto. De resto, se não lhes custa a ganhar, se têm mais rendimento do que a média do Continente, comer trutas era uma despromoção. Sobretudo não se incomodem. Não vale adiar. Pagamos nós. Os cubanos como nós.
O que Jardim faz com o nosso dinheiro? (2) Palhotas
Palhotas, casas de bonecas, alegadas casas antigas, mas feitas hoje, como se vê na foto, no centro da vila de Santana. Há uma que é propriedade particular, mas as duas mais bonitas ao lado da Câmara "são do Governo" ─ avisou a nossa guia. Fomos lá: qual duas?! Há mais em construção, contámos onze operários. "Até a palha é importada" ─ informam-nos. Pagamos tudo, os de cá. Os turistas gostam? Pelo menos riem de nós: um casal no banco da frente soltava gargalhadas cada vez que a guia repetia: "financiado pelo nosso Governo", o deles, claro. Uma dúzia de vezes. Há partidos que gostam de um sociedade em que tudo é subsidiado. Achei perfeitamente normal, as votações do PCP e do BE. Cubanos como nós.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O que Jardim faz com o nosso dinheiro? (1) Arrastadeiras
Carrinhos de cesto, escorregas, com dois "arrastadores" por unidade, a lembrar as liteiras em Roma Antiga. Funciona, só nos cartazes, como na primeira imagem. De facto carrinhos ao alto, contámos 38, e arrastadores, seriam 76, ociosos, a jogar cartas, a semear um tapete de beatas, na ruela, e nas escadarias, da Senhora do Monte. Andámos por lá um dia inteiro, no Monte, no Jardim Tropical Monte Palace, do Berardo ─ esse, sim, que vale a pena! ─ e clientes dos escorregas nem um para amostra. Estranhámos, perguntámos. Pois são subsidiados por Alberto João Jardim, que acha a coisa muito turística. A ele não lhe custa a ganhar. Pagam os cubanos, do Continente. Pagamos nós. Nós os cubanos.
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