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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A orquestra da Ongoing...

...para a conquista da RTP.
Um dos livros que mais me impressionou, quando cheguei a França em 1966, foi a "Orchestre Rouge", do grande Gilles Perrault, que contava como um grupo determinado de militantes comunistas internacionais, liderados pelo intrépido Leopold Trepper,  soube infiltrar-se nas linhas inimigas da informação e conseguiu avisar Moscovo da iminência da "Operação Barbarossa", a invasão nazi da URSS, apesar do Pacto Germano-Soviético.

Claro que Estáline não acreditou. Ou fez de conta e preferiu os nazis à portas de Moscovo e o sacrifício de muitos milhões de soviéticos. E no fim da Guerra apressou-se a mandar executar Trepper e todos os sobreviventes do "réseau" que regressaram à URSS. Mas isso é outra história.


Como o Mundo é pequeno e este nosso País também! Aí temos agora a Orquestra da Ongoing, com artistas sempre em trânsito da Loja Mozart para a bancada do PSD e desta para a direcção da Ongoing, ou para a direcção dos serviços secretos, ou para ambas as entidades, em simultâneo.

E tudo isto porquê? Por causa da privatização da RTP, que lhes está prometida. A eles, ao casal Moniz, ao Crespo, ao Fernando Lima, ao José Manuel Fernandes, ao ministro Relvas, ao António Barreto, ao Alberto João Jardim, ao Diabo, Correio da Manhã, todos juntos, numa televisão só para eles... É uma verdadeira Operação Barbarossa, outra vez. Infelizmente, fuzilaram o Trepper.


Correcção, em tempo: Afinal Trepper não chegou a ser fuzilado. Como relata o citado estudo da Wikipédia, "après la Seconde Guerre mondiale, les autorités soviétiques le font venir en Russie. Mais, au lieu de le récompenser, ils l’enferment dans la Loubianka. Après une vigoureuse défense de sa position, il évite l’exécution en raison d’amis bien placés, mais reste en prison jusqu’en 1955". E depois da publicação do livro de Perrault em 1967 a pressão internacional sobre as autoridades comunistas foi tanta que o deixaram emigrar para Israel onde morreu em 1982.

sábado, 3 de julho de 2010

Então e a prevaricação dos magistrados não se investiga?

Então e agora, senhores inquisidores?! Arquivado o processo intentado por Manuela Moura Guedes contra o Primeiro-Ministro por este ter reagido com contundência à campanha ad odium que lhe era feita pelo antigo Jornal de Sexta da TVI. Arquivado? E não acontece mais nada?

Não acontece nada aos juízes e magistrados do DIAP que a 23 de Junho sabendo que cometiam uma ilegalidade ─ há indícios nesse sentido, o juiz conhece a Lei! ─ requereram à Assembleia da República o levantamento da imunidade do PM para ser constituído arguido (é a única circunstância em que é obrigatória a audição de um investigado)?

Que fosse constituído arguido antes de qualquer diligência, como depois repetidamente assinalou a Procuradoria-Geral da República. Não se terá procurado simplesmente criar escândalo, como assinalei neste blogue e foi conseguido, como resulta das inúmeras manchetes e declarações caceteiras da "queixosa" que o pedido à Assembleia provocou? E não é esse um uso deliberado do processo-crime para fins alheios ao processo, isto é, um crime de prevaricação ?

Vai ser investigado o crime de prevaricação praticado pelos magistrados? Ou vai ser alegado que os coitados não sabiam? Pois nesse caso são incompetentes, revelaram risíveis desconhecimentos da Lei, como demonstrou Tomás Vasques. Em qualquer caso devem ser demitidos.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Risíveis desconhecimentos da Lei"


Obrigatório não perder este post de
Tomás Vasques no Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos:
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
A justiça, a política e a comunicação social.

Neste país, ninguém é penalizado pela incompetência profissional. Leio nos jornais que uma cidadã, Manuela Moura Guedes de seu nome, aquela senhora que, notoriamente, tem uma obsessão por José Sócrates, apresentou na «Justiça» uma queixa-crime, por injúrias (ou difamação), contra o primeiro-ministro. Está no seu direito. No entanto, o advogado da senhora desconhece a lei e entregou a dita queixa no DIAP em vez de a entregar na secção criminal do Supremo Tribunal de Justiça; o procurador adjunto do Ministério Público tambémdesconhece a Lei e, em vez de remeter a denúncia para o Tribunal competente, abriu inquérito e encaminhou para o juiz titular do 4º juízo do Tribunal de Instrução Criminal o pedido de constituição de arguido do primeiro-ministro; oJuiz do Tribunal de Instrução Criminal também desconhece a Lei e pediu à Assembleia da República autorização para a constituição de arguido. A comissão de Ética da Assembleia da República já informou o senhor Juiz que não está nas competências do parlamento autorizar o bizarro pedido. Parece que alguém já explicou a todos estes «operadores de justiça» que desconhecem a Lei e que todos os seus actos são nulos. São nulos, mas produzem efeitos. Não na Justiça, mas na comunicação social. E, provavelmente, era essa a intenção da autora da queixa, que esta produzisse os seus efeitos na comunicação social. Já produziu à custa de incompetência várias e risíveis desconhecimentos da Lei por parte de quem tem, por dever profissional, conhece-la. Este é um exemplo paradigmático do modo como a Justiça anda a reboque da comunicação social. Este caso está na linha daquele em que um advogado britânico requereu a um Tribunal que prendesse o Papa quando este chegasse a Londres.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

"Vamos, camaradas, mais um passo...


...Uma nova estrela se levanta". Palavras para quê? São artistas portugueses e o espectáculo é para continuar. No momento certo:
TIC pede levantamento de imunidade parlamentar de Sócrates

A Assembleia da República recebeu um pedido do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para que seja levantada a imunidade parlamentar ao primeiro-ministro José Sócrates (in Diário Digital e também na TVI24).
Como dizia Lenine, "Que fazer?" quando a revolução não sai do sítio e "aqui na terra estão jogando futebol"?! Têm o processo Freeport em banho-maria há sete anos e o Face Oculta vai pelo mesmo caminho. Gerem as fugas, alimentam os jornalistas amigos, comandam as incriminações à sucapa, no tribunal da opinião pública, avançam e recuam, numa guerrilha sem quartel, "um passo à frente e dois atrás", quando é preciso. Municiam a lenha, em segredo de justiça e/ou em resumos interpretados à maneira, que nem sequer podem ser contraditados, para as comissões de inquérito censurarem o Governo, atirando a pedra e escondendo a mão.

É este o Estado de Direito que temos?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Queiroz é a Manuela Moura Guedes do futebol


Eu também assobiei ontem a selecção de Queiroz naquela segunda parte de estarrecer. De fininho, para não incomodar os vizinhos, mas não tive outro remédio: não gostei, não sou chinês, não me resigno a tudo, como ele gostaria. Foi ridículo!

Quase tão ridículo como a Manuela Moura Guedes na Assembleia, não sei se tiveram o mau gosto de a ouvir um pouco, assim como aquele senhor dos negócios televisivos que se lhe seguiu. Eu tive mas não aguentei muito tempo, devo dizer.

Ambos respiram ódio por todos os poros. Queiroz, presumo, Por isso não convocou um único jogador do Benfica.

Nem o Quim que é só esta época o guarda-redes mais eficaz da Europa. Como muito bem se sabe até em Barcelona, só Queiros é que não sabe. E disfarça, acusa outros de faltarem ao respeito devido a um jogador, quando quem lhe falta ao respeito, convocando o suplente do Chelsea, é ele.

Nem o Fábio Coentrão, apesar de ele ser o rei das assistências no futebol português. Nem Carlos Martins, nem Rúben Amorim, ele deve fazer parte daqueles grupos que andam por aí nas redes sociais a clamar: "odeio-te Benfica". Como a Manuela Moura Guedes faz parte seguramente do "odeio-te, Sócrates" e até de um "odeio-te, TVI", como se viu.

Por isso eu também assobiei a selecção de Queiroz. Redundante é ele! Digo mais: sei bem que não há nada a fazer, mas com este treinador, a jogar assim, não prevejo nada de bom para a selecção na África do Sul. Só vexames. Apesar do grande empenho de Cristiano Ronaldo e outros. Como quando passou pelo Real de Madrid, lembram-se. Com tantos galácticos perdeu cinco jogos seguidos.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"Jornalistas embedded" com o Ministério Público


Lembram-de da impressão que causou na 2ª guerra do Golfo o aparecimento da figura de jornalistas "embedded" com as tropas americanas em acção? Que vergonha, dizia-se. Embedded, srs telespectadores, quer dizer "na cama com"... Como é possível, senhores ? Que independência, que isenção, que credibilidade? Era o que dizia, indignado, o grande Carlos Fino, o primeiro jornalista a dar conta da ofensiva, sitiado, num hotel de Bagdad, obrigado, também ele, a ouvir todos os dias o Ministro da Informação do Iraque, a debitar inanidades.

Pois agora em Portugal temos também jornalistas na cama com o Ministério Público, a assisti-los nas suas tarefas legais. Ó meus mestres Fiqueiredo Dias e Costa Andrade, constituintes, jurisconsultos, deputados do PSD: a acusação deixou de ser exclusivo do Ministério Público e passou a ser partilhada com os "jornalistas embedded", guerra é guerra, contra o Primeiro Ministro marchar, marchar?!

É uma obscenidade ? É. So what?

Eu devo dizer, em abono da verdade, que já estava à espera. Conheci algumas das estrelas actuais do Ministério Público, no PREC e a seguir ao PREC, na Faculdade de Direito de Lisboa e Coimbra. Eram todos adeptos daqueles regimes que tinham polícias políticas, que tinham promovido os processos de Praga, que achavam que vale tudo contra os inimigos do Povo. Eles tomaram conta do Ministério Público e dos sindicatos de magistrados para fazer apostolado. Chegou a hora, chegou, chegou.

Ora não é o Primeiro Ministro José Sócrates "objectivamente" um inimigo do Povo, tão sinistro e perigoso, que por mais escândalos que lhe criem o Povo não se cansa, vota nele. Não é mesmo uma questão de saúde pública correr com um Primeiro Ministro deste quilate?

Que eles se aliem à extrema direita do PP, a senhora ex-deputada do PP Manuela Moura Guedes, também era de esperar, os extremos tocam-se.

os gulags,