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domingo, 10 de julho de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Faltam 1826 dias para o homem se ir embora

Mais 5 anos de Cavaco, que pesadelo! São 60 meses, 1826 dias (que 2012 é bissexto!) de inventonas, (como a das escutas!), de queixas aos media, de lições de moral, de negócios de amigos, de vetos mesquinhos, de leis promulgadas mas descredibilizadas por si mesmo à nascença, de petulância, de política de bota-abaixo, de falta de coragem para demitir o Governo , se pensa o que está a dizer neste seu discurso de posse.

Fala com o rei na barriga, prega como Frei Tomás, olhai para o que eu digo não olheis para o que eu faço, "prioridade ao mérito sobre a filiação partidária", um desaforo total! E vamos ter de aturar isto por mais 1826 dias, e é bem feito, não devíamos ter ficado em casa mais de 53,48% de nós. Por isso 2.231.603 cavaquistas levaram a melhor sobre 9.656.797 eleitores inscritos.

1826 dias é uma eternidade, tenho dúvidas se conseguirei chegar ao fim desta apagada ew vil tristeza. Os meus filhos e netos chegarão, "jovens que não se revêem na forma de fazer política" deste personagem. É a vantagem de vivermos em República, "não há mal que sempre dure", um dia o homem há-de -se ir embora. São as minhas únicas "razões de esperança" neste dia de luto nacional.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Isto está a aquecer


O Governo não permitirá, em circunstância alguma, é que se proceda a um branqueamento de responsabilidades criminosas na gestão do BPN da antiga administração do banco, e que levou à situação em que se encontra, e ainda por cima transferindo a responsabilidade para os que agora o tentam salvar.
      Pedro Silva Pereira, numa alusão às palavras de Cavaco Silva sobre o BPN no debate de ontem com Manuel Alegre, afirmando ainda o ministro que se trata de “uma acusação muito grave à actual administração da caixa Geral de Depósitos (CGD), que é a responsável pela gestão do BPN. E por isso compete à administração da CGD defender a sua honra e é o que o Governo espera que fará”

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Afinal o Presidente está preocupado com futebóis

Rui Santos, tu cá tu lá com as mais altas autoridades da Nação, o Presidente da Assembleia e o Presidente do Benfica, os outros são uns penetras como os da Casa Branca, foram apanhados nos Passos Perdidos. Que raio de democracia é esta? - repetia o artista, parecia um anúncio da SIC. É grave, mas há mais sobre esta estranha petição.

Ontem o Presidente da República estava preocupado era com o desemprego (vade retro casamentos homossexuais!). Apoiou alguma petição à Assembleia da República sobre o desemprego? Não, que se saiba. Pois hoje apoia a petição para que sejam introduzidas novas tecnologias nas arbitragens da bola.

Afinal o homem está preocupado é com o futebol e não dizia a ninguém. Um dia num pequeno almoço com jornalistas em S. Bento, era ele Primeiro Ministro, perguntei-lhe qual era o seu clube. Cavaco teve uma reacção semelhante àquela personagem do Jô Soares que respondia a tudo, mesmo às perguntas mais inocentes, com um aflito "não me comprometa". E disse que o seu clube era o Olhanense.

Insisti, não tirei nada dele. Hoje tudo mudou. "Afinal havia outra" paixão do PR, além do combate ao desemprego, e eu, nós, sem nada sabermos.

Dr. Nunes Liberato! Prof. Fernando Lima! Alguém em Belém, que explique ao PR que o futebol é o ópio do Povo. Que é absolutamente subversivo o envolvimento do Presidente da República nesse "raio de democracia" que é futebol. Só o Internacional Board tem autoridade para alterar as leis do jogo ─ insistiu a FIFA, citada pelo Público online.

E agora pessoal? Declaramos guerra à FIFA? Entramos em greve e não vamos à África do Sul, onde as leis celeradas nos irão por certo ser aplicadas?

Declaração de interesses: Estou perfeitamente de acordo com a introdução das novas tecnologias nos jogos de futebol. Mas eu sou do Benfica, assumo-o, nunca enganei ninguém, preocupo-me com a bola que entra ou não entra, com os fora de jogo mal assinalados, com a sorte de um clube perseguido e humilhado pelos árbitros incompetentes ao longo dos últimos vinte anos, pelo menos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Não tarda aí o 18 do Brumário

Vi há bocado o debate na SIC Notícias, com todos os partidos, sobre a declaração à comunicação social do Presidente da República sobre o caso das escutas. Todos concordaram que é gravíssimo haver falhas de segurança dos mails presidenciais. O que isso tem a ver com as escutas denunciadas ao Público em Agosto "por fonte autorizada da Presidência da República"? Não tem nem precisa de ter. Sócrates fica a cozer em lume brando. Sob suspeita, sempre ─ e não é preciso mais nada.

Lá para finais do mês, Cavaco diz ao PS que o País não pode permitir-se um PM sob suspeita, que ele próprio alimentou e promoveu ─ mas que é que isso importa? O PS que indique outro candidato a formar Governo, Sócrates, ele não aceita. O PS, se tem vergonha na cara, recusa.

Aí o PR faz um discurso vicioso, como o de ontem, e anuncia ao País que o PS não quer formar Governo, e de qualquer maneira não tem direito a isso, que a soma do PSD e do CDS é maior do que o PS, sem contar com o PCP e o BE, que também não o querem.

E logo a seguir indigita Manuela Ferreira Leite para formar assim a modos que um Governo de maioria presidencial... Bonapartismo? "Só se foi por ter ocorrido por alturas do 18 do Brumário" ─ dirão, fazendo-se desentendidos, os homens do Presidente

Claro que o programa de um tal Governo não passa na Assembleia. Por isso não seja a dúvida: Manuela mantém-se em Governo de gestão, descobre escutas por todo o lado, o caso Freeport avança a todo o vapor, até Março do próximo ano, até às Presidenciais, não há condições para substituir Manuela Ferreira Leite e o seu governo presidencial.

Estou a imaginar? Pois não sou o único. Já viram bem o que o Presidente disse?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Obviamente demita-se

Em minha humilde opinião, foi uma intervenção paranóica, a do Presidente da República, hoje, como paranóica foi a da “fonte autorizada da Presidência” ao Público, em Agosto último, que revelou “as escutas”, mesmo se não foi por escrito, como paranóica tinha sido a “démarche” de Fernando Lima junto do Público “a pedido do Presidente da República”, em Abril de 2008, que lhe encomendou uma “investigação” sobre a presença na Madeira de um colaborador do Primeiro Ministro durante uma visita oficial do Presidente da República, alegadamente para o espiar.

Continua tudo na mesma se não pior: as suspeições agravam-se, ninguém pode fazer de conta, é o próprio PR que vem agora fazer suas as manobras dos seus colaboradores. E fá-lo, pasmai, ó gentes, sem apresentar um único facto relevante.

Os mails do Presidente têm falhas de segurança?! O que é que tem a ver o cu com as calças? O que estava em causa era o mail do Público, de Alvarez para Tolentino, relatando uma encomenda de notícia, que era uma espionagem de um colaborador do Primeiro Ministro, que se teria infiltrado na comitiva do Presidente em visita oficial à Madeira.

E nesse ponto o Presidente insiste na perfídia ao dizer que não sabe o que esse senhor ouviu, ele não tem nada a esconder. Calma no Brasil: está a dizer que o tal senhor ouviu alguma coisa que não devia? Ou que não podia espiar uma visita oficial do Presidente porque não há nada a espiar?

Então porque mandou Fernando Lima (ou não mandou?) falar com o Público, contar-lhe uma história sinistra e entregar-lhe um dossier sobre aquela pessoa? O colaborador do PM integrou legalmente a comitiva, sentou-se onde o mandaram, participou nos eventos para que foi convidado? Sim ou não?

O Presidente continua a desconfiar e a alimentar o clima de suspeições, isto é de doidos. Onde estão os factos em que alicerça a sua desconfiança? Que o Presidente da República não tinha conhecimento daquele mail do Público? Pois não teria, a menos que daquele mail tenha sido dado conhecimento a Fernando Lima, e este, fazendo jus à sua qualidade de leal colaborador do Presidente, que o era e continua a ser, tenha corrido a mostrá-lo a Cavaco Silva: “Veja isto, senhor Presidente, os dados estão lançados, com a ajuda do Público vamos fazer deles gato sapato”.

E a “fonte autorizada da Presidência da República” que em Agosto revelou ao Público “as escutas”, mesmo se não o fez por escrito e em papel timbrado do Presidente? Que dois membros do PS tinham levantado a hipóteses de alguns homens do Presidente estarem a trabalhar no Programa do PSD e pediram esclarecimentos. Que é que isso tem? Pois se o próprio Presidente diz que no passado colaboradores de outros Presidentes desenvolveram actividades nos respectivos partidos... E que é que isso prova? Que há/havia escutas em Belém, como disse a tal “fonte autorizada? Mais uma vez: o que é que o cu tem a ver com as calças?

Se estivéssemos no Senado norte-americano, perante este Watergate, sem ponta por onde se lhe pegue, todos estes pormenores não deixariam de ser investigados e tirar-se-iam as ilações do caso, a saber:

  • Existe alguma razão por remota que seja para o Presidente continuar a levantar suspeições de que está a ser vigiado pelo Governo?
  • E, se não há, o Presidente goza neste momento de boa saúde mental? Está em condições de continuar no exercício das suas funções?

É que já por duas vezes na nossa História tivemos Chefes de Estado que tiveram de ser retirados de funções. Aconteceu com D. Afonso VI e com D. Maria I. Eram reis, com mandatos vitalícios, e nem isso impediu que os processos se fizessem.

Reclamo e requeiro que o Parlamento investigue. Que, eventualmente, havendo motivos para tal o Supremo Tribunal de Justiça instrua o competente processo. E que nos termos constitucionais se demita, obviamente, quem tiver de ser demitido. Ou o Governo. Ou o Presidente.

Assim sendo prefiro o futebol

Cavaco Silva continua a falar "à comunicação social", e não directamente ao País, como devia fazer se tivesse algo de importante a dizer. É um vício que lhe ficou depois das manchetes do Público, do Sol, da TVI. Não é para mim. De qualquer maneira à mesma hora tenho mais do que fazer: vou ver a bola. Como este correspondente da Câmara Corporativa, sinto-me dispensado de ouvir:

A palavra aos leitores

De um e-mail de Manuel T., de Santa Maria da Feira:
    ‘Ao que consta, o Presidente da República vai falar.
    Para beber da “verdadeira fonte”, fui à página que a Presidência da República tem na Internet e verifiquei que, afinal, o Presidente da República fará “uma declaração à comunicação social”.
    Ora, mesmo que se pense ou queira o contrário, a comunicação social não é o país nem vice-versa.
    Donde, ou no Palácio de Belém anda muito nervosismo, ou lá continua alguém convencido de que é falando para a comunicação social que o país acede à verdade e a política à decência.
    Em consequência – como o Presidente da República não vai falar para o país, mas à comunicação social – estou por Cavaco Silva dispensado de o ouvir.’