terça-feira, 5 de julho de 2011
Foi o Vitinho que disse...
Foi só ouvir o Vitinho, um rapaz de Chicago e falcão como eles, a clamar aos quatro ventos que Portugal tem pela frente 9 trimestres de recessão, ainda só passaram dois, e a mafia americana dos ratings foi logo despachar-nos para a categoria de lixo. Aposto que há gente que vai ganhar muito dinheiro com isso.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
PSD adia redução do número de municípios
Todos os dias se adia alguma coisa: primeiro foi o TGV, depois o Aeroporto, a seguir as escolas do primeiro ciclo, e também os estaleiros de Viana, agora os municípios. Só não adiou o corte do 13º mês. De facto, ainda só leva duas semanas e este Governo
O que diz Sónia Cerdeira, no artigo que originou a manchete de hoje no i. Que "o governo pretende cortar entre mil e 1500 freguesias no país na reestruturação da administração local que vai levar a cabo, apurou o i. Porém, o PSD deve evitar mexer no número de municípios, um ponto mais sensível e que ficou em cima da mesa depois da passagem da troika por Portugal".E que "o Memorando de entendimento entre Portugal, Bruxelas e o FMI prevê a redução significativa do número de câmara municipais e juntas de freguesia até Julho de 2012".
"Redução significativa do número de câmara municipais". Sabia que na ilha das Flores, com 2429 votantes (o que interessa é o nº de votantes, que o nº de inscritos não é de fiar) nas últimas autárquicas, tem duas câmaras municipais ─ Santa Cruz das Flores e Lages das Flores ─ , e uma média de 200 votantes por vereador em exercício?
"Redução significativa do número de câmaras municipais"? A troika não sabe onde se meteu. Se soubesse bem podia ter pedido mais um imposto sobre os rendimentos das pessoas singulares. Nisso o PSD/CDS até antecipava de 6 meses o anúncio, de maneira a criar mais infelicidade e prolongar por mais trimestres a depressão. Agora redução do nº de municípios? Isso não se faz ao Ministro Relvas que tão bem conhece, e quer continuar a conhecer, no sentido bíblico do termo, o aparelho do PSD.
- já adiou o TGV para Madrid ─ apesar de ser “um projecto europeu, com financiamento europeu e integrado numa rede transeuropeia prioritária” como assinalou o ministro espanhol do Fomento José Blanco;
- já adiou a reestruturação dos estaleiros de Viana ─ apesar do respectivo plano ter sido da iniciativa da empresa, discutido desde Fevereiro e aprovado em Junho nos últimos dias do anterior Governo que não quis fugir às suas responsabilidades;
- já adiou o plano de encerramento de 654 escolas do 1º ciclo com menos de 21 alunos ─ duramente negociado com os autarcas ao longo dos últimos anos;
- e acaba agora de adiar a redução do número de municípios ─ que essa é a notícia do artigo da jornalista Sónia Cerveira no i e não a possível mexida em 1500 freguesias que fazem a manchete e que não levantam qualquer problema.
O que diz Sónia Cerdeira, no artigo que originou a manchete de hoje no i. Que "o governo pretende cortar entre mil e 1500 freguesias no país na reestruturação da administração local que vai levar a cabo, apurou o i. Porém, o PSD deve evitar mexer no número de municípios, um ponto mais sensível e que ficou em cima da mesa depois da passagem da troika por Portugal".E que "o Memorando de entendimento entre Portugal, Bruxelas e o FMI prevê a redução significativa do número de câmara municipais e juntas de freguesia até Julho de 2012".
"Redução significativa do número de câmara municipais". Sabia que na ilha das Flores, com 2429 votantes (o que interessa é o nº de votantes, que o nº de inscritos não é de fiar) nas últimas autárquicas, tem duas câmaras municipais ─ Santa Cruz das Flores e Lages das Flores ─ , e uma média de 200 votantes por vereador em exercício?
Que na Ilha de S. Jorge, 6.174 votantes, também há duas câmaras municipais ─ Velas e Calheta?
Que no Pico, 9.277 votantes em 2009, há três câmaras e 15 vereadores ─ na Madalena, em S. Roque e nas Lages do Pico?
Que Porto Moniz, na Madeira, é uma câmara com 2.255 votantes e continuidade territorial com o concelho de S. Vicente, que não teve mais de 3.782 eleitores? Ou com a Calheta, que não passou dos 7.210 mas elegeu 7 vereadores?
Que em Barrancos, no Alentejo, os votantes, para os cinco vereadores da câmra, não ultrapassaram os 1.218? Que Mourão teve 1.872?
Que se juntássemos Barrancos com Moura, Mourão com Reguengos, Redondo com Alandroal, Borba com Vila Viçosa, Campo Maior com Arronches, Marvão com Castelo de Vide, teríamos ainda concelhos com menos de 10 mil votantes ─ que é o nº mínimo, de inscritos, para a criação de um novo concelho, para além da obrigação de ter pelo menos uma farmácia, uma agência bancária, uma casa de espectáculos, além de "um posto de assistência médica com serviço de permanência"?
Que no rol dos concelhos minúsculos ─ em que, se descontarmos o FEF, "as receitas não são suficientes para a prossecução das atribuições de uma câmara municipal" ─ está Boticas, Ribeira da Pena, Sabrosa, Mesão Frio, Vimioso, Vila Flor, Freixo de Espada à Cinta, Santa Marta de Penaguião, Penela, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande, Penamacor, Avis e Sousel, Góis e Oliveira de Frades, entre muitos outros?Só que, meus meninos, mais de 90% destes concelhos são governados pelo PSD. E, por isso, mesmo quando as autárquicas lhe corriam mal sempre o PSD assegurava a maioria dos concelhos, do Continente e Ilhas, e o domínio do poder local?
"Redução significativa do número de câmaras municipais"? A troika não sabe onde se meteu. Se soubesse bem podia ter pedido mais um imposto sobre os rendimentos das pessoas singulares. Nisso o PSD/CDS até antecipava de 6 meses o anúncio, de maneira a criar mais infelicidade e prolongar por mais trimestres a depressão. Agora redução do nº de municípios? Isso não se faz ao Ministro Relvas que tão bem conhece, e quer continuar a conhecer, no sentido bíblico do termo, o aparelho do PSD.
Sim Senhor Ministro
Todos os anos no Verão, quando chega o mês de Julho e já gastou o Orçamento do ano inteiro, Alberto João Jardim avisa (tanto avisa o inefável Alberto!): cuidado com a Madeira, agarrem-nos senão... escolhemos a Independência!
Pois desta vez o inefável Alberto e os seus sequazes do Jornal da Madeira, que nós pagamos, não ficaram a falar sozinhos: o Ministro Álvaro respondeu-lhe por antecipação: nada a opor. Um imenso coro de apoio ecoou pelo Contenente inteiro: Independência da Madeira Já, em frente, marche, dr. Alberto João! Faça-se um referendo sobre a Independência da Madeira mas aqui: que "nós é que temos de decidir se queremos continuar a sustentar um regime paternalista que nos custa milhões, a troco de insultos do soba", como advoga o perplexo.
E eu que não gostava do Ministro Álvaro que conhecia apenas do seu blog e das televisões, onde achava que tinha um discurso ao nível de uma Manuela Moura Guedes, tendo até menos influência do que ela na escolha dos secretários de Estado num Governo de Passos Coelho. Afinal o Ministro Álvaro é um profeta a anunciar a boa nova da independência da Madeira, quando quiserem e boa viagem, sem retorno, que não deixam saudades. Sim Senhor Ministro, Independência da Madeira Já, como aqui já se defendeu, em mais de uma dúzia de reportagens, que lá fizemos e documentámos...
domingo, 3 de julho de 2011
Os caciques que paguem a crise
Claro que tb me irrita o anunciado novo imposto, que me vai levar metade do subsídio de Natal e que implica um intolerável “sacrifício” que o FMI não quis, que o Presidente da República condenou com toda a "virulência anti-socialista" na tomada de posse e contra o qual o PSD/CDS moveu campanha e por muito menos achou/acharam que era urgente e indispensável derrubar o Governo anterior. Mais: para mim é um roubo que me fazem à descarada, um crime premeditado: ainda andavam a dizer que não aumentavam impostos e já Catroga e Passos andavam a tramar esse imposto extraordinário. Claro que não me conformo. Os políticos (mentirosos) que paguem a crise.
Tanto mais, que se é para reduzir o défice, eu não contribuí para ele, sempre trabalhei no privado e paguei todos as contribuições e impostos. Se querem fazer economias no Estado que cortem nos professores com promoções a eito, nos magistrados com chorudos subsídios de renda de casa isentos de impostos, nos militares superiores, e nas respectivas reformas douradas, a 100%, que pouco lhes custaram a ganhar, só começaram a descontar para elas nos anos 80. Os funcionários (privilegiados) que paguem a crise.
Mas o que mais me irrita é que o roubo descarado que me vão fazer (bem pior do que a retenção no Governo do Bloco Central do 13º mês que então foi pago em títulos do tesouro) não vai servir senão para alimentar as clientelas. Viram a primeira medida concreta do ministro Nuno Crato, aliás pródigo em ideias gerais que até parecem aceitáveis? Suspender o encerramento das 650 escolas que não têm 21 alunos, uma média de 5 alunos por classe, nem uma partida de futebol de salão podem fazer entre eles, além das dificuldades em ter aproveitamento sem colegas de estudo. Conheci casos, de professores que não passavam os alunos para não lhes fecharem a escola, de autarcas que pagavam prémios aos professores para aguentarem essas situações.
Pois o que fez Nuno Crato foi ceder ao facilitismo, ele que tantas postas de pescada, de exigência e rigor, arrotou, na discussão do OE. Como na história do encerramento das maternidades, ganha a demagogia do poder local. Vai-nos custar os olhos da cara. É para isso que serve o dinheiro que me tiram? Os caciques que paguem a crise.
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Tanto mais, que se é para reduzir o défice, eu não contribuí para ele, sempre trabalhei no privado e paguei todos as contribuições e impostos. Se querem fazer economias no Estado que cortem nos professores com promoções a eito, nos magistrados com chorudos subsídios de renda de casa isentos de impostos, nos militares superiores, e nas respectivas reformas douradas, a 100%, que pouco lhes custaram a ganhar, só começaram a descontar para elas nos anos 80. Os funcionários (privilegiados) que paguem a crise.
Mas o que mais me irrita é que o roubo descarado que me vão fazer (bem pior do que a retenção no Governo do Bloco Central do 13º mês que então foi pago em títulos do tesouro) não vai servir senão para alimentar as clientelas. Viram a primeira medida concreta do ministro Nuno Crato, aliás pródigo em ideias gerais que até parecem aceitáveis? Suspender o encerramento das 650 escolas que não têm 21 alunos, uma média de 5 alunos por classe, nem uma partida de futebol de salão podem fazer entre eles, além das dificuldades em ter aproveitamento sem colegas de estudo. Conheci casos, de professores que não passavam os alunos para não lhes fecharem a escola, de autarcas que pagavam prémios aos professores para aguentarem essas situações.
Pois o que fez Nuno Crato foi ceder ao facilitismo, ele que tantas postas de pescada, de exigência e rigor, arrotou, na discussão do OE. Como na história do encerramento das maternidades, ganha a demagogia do poder local. Vai-nos custar os olhos da cara. É para isso que serve o dinheiro que me tiram? Os caciques que paguem a crise.
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sábado, 2 de julho de 2011
A minha América... chama-se Instituto Gama Pinto e viva o SNS!
─ Cheguei hoje dos Estados Unidos, fui lá ser operado, claro que correu tudo bem, como não podia deixar de ser, os americanos são os melhores, em tudo, digo-vos eu. Se foi caro? Claro, o que é bom… Mas valeu a pena. sinto-me como novo.
Segundo um conhecido meu, que foi secretário de Estado da Saúde há coisa de 20 anos, com vivenda, e estatuto, em Cascais, além de uma experiência ímpar no mundo dos negócios, era assim que se passava no seu círculo de relações: um dia o operando avisava a secretária que não contassem com ele nos próximos quinze dias ou três semanas, que tinha de ir a Boston, ou a Miami, ou a Los Angeles, ou a Seattle ─ quando se trata dos Estados Unidos fica sempre bem indicar um local preciso, revela a familiaridade que se tem com “o Grande País”. Quando voltasse diria mais, para já não queria que se soubesse o que lá ia fazer, era segredo ─ a melhor maneira de criar suspense, à cautela contava o mesmo a dois ou três dos seus colaboradores, sempre a pedir segredo, que era a melhor maneira de a informação se propagar.
Lançado assim, em segredo, o rumor da sua ida à América, por questões de saúde, restava-lhe ir a casa fazer a mala e ingressar, em segredo, como previamente combinado com o seu médico, no Hospital de S. José, ou nos Capuchos, ou no Santa Maria, ou na Clínica de Santa Cruz, onde, ele bem sabia, tinha os melhores profissionais de saúde, algumas vezes seus amigos pessoais, além do melhor equipamento, as melhores condições técnicas (mesmo quando a hotelaria deixava a desejar!) e fazia-se operar ao que fosse, discretamente, beneficiando do tratamento de qualidade que o SNS oferece. Tinha o melhor. E quando voltasse à empresa… fazia um vistaço, com a história dos “States”, dois em um.
Pois, a bem dizer, segui o caminho que me apontou há 20 anos o eng. Costa Freire, secretário de Estado de Leonor Beleza, lembram-se?. Acabo de regressar… da América, que excelência de tratamento, fui operado às cataratas, agora vejo tudo, ponham-se a pau comigo. A minha América, está-se mesmo a ver, não fica longe. Tratou-me nas palminhas, foi atenciosa e competente, a todos os níveis, melhor é impossível, nem sei como agradecer. Chama-se Instituto Gama Pinto. Que grande Serviço Nacional de Saúde temos nós, vou-vos contar.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Os "killing fields" do Cambodja
Já lá vão mais de 30 anos. Apoiados pelos comunistas chineses, os "khmers vermelhos" entraram em Phnom Penn em 17 de Abril de 1975, estávamos nós em campanha para a Constituinte, ia seguir-se o Verão quente, algumas tentativas revolucionárias, mas a situação iria normalizar-se aopós o 25 de Novembro. Menos sorte tiveram os camdodjanos cujo prec sangrento iria durar até finais de 1979 e massacrar um terço da população, famílias inteiras, incluindo crianças, que, diziam "as ervas daninhas têm de ser arrancadas até à raiz".
Alguns dos seus máximos responsáveis começam agora a ser julgados por um tribunal internacional. Estive o ano passado em Choeng Ek, um dos "killing fields" de má memória. E também numa prisão de Phnom Penn famosa pelas torturas que aqueles maoistas infligiam aos presos. Aí vi escritos os "dez mandamentos" que os torcionários distribuíam a cada preso à entrada, iguaizinhos aos que 20 anos antes os estalinistas russos seguiram na Europa de Leste, como revela o filme de Costa-Gavras sobre os processos de Praga. Em tudo semelhantes aos que nos anos 30 se aplicaram na Rússia nos chamados processos de Moscovo.
A prova que de tragédia em tragédia a História se repete mesmo. Em Portugal é que ninguém sabe disso. Pior do que tudo os que tudo apoiaram, em nome da classe operária e da libertação dos trabalhadores da opressão, nunca se arrependeram.
terça-feira, 21 de junho de 2011
"Lições da Argentina" para os nossos "rapazes de Chicago".
Toma posse hoje o Governo de Passos Coelho. Talvez seja a altura de notar que alguma coisa se fez antes, e apesar, da reeleição de Cavaco e da ofensiva que conduziu ao triunfo da direita, que a partir de agora "todo lo quiere y todo lo manda".
Desde os tempos de Salazar que a direita não acumulava tanto poder em Portugal. Tem a Presidência da República, e de que maneira, lembrem-se do discurso da tomada de posse, manda no Governo, a sua vontade é lei na Assembleia, domina as autarquias, consolida-se no ensino (acabaram-se as guerras da avaliação de professores, já tinha sido votado), triunfa na justiça (Paula Teixeira da Cruz esteve com os sindicatos de magistrados e o lógico é que os sindicatos de magistrados estejam agora com ela), faz opinião nos media, que também ganharam no 5 de Junho e é justo que também sejam recompensados, enfim, vai ganhar ainda mais dinheiro nos negócios, incluindo nos "negócios estrangeiros", e é a isto que se chama o relançamento da economia liberal.
Vêm aí "os rapazes de Chicago", em sentido próprio, eu vi a chegada triunfal ao Aeroporto da Portela do Ministro Álvaro Santos Pereira vindo dos States... Eu que sou velho desconfio um bocado destes "rapazes de Chicago". Lembro-me do Chile dos anos 70 em que deram com os burros na água apesar da protecção do ditador Pinochet. E lembro-me ainda mais da Argentina de Carlos Menem, sob a batuta do superministro Cavallo. Uma experiência em tudo semelhante à que se vive em Portugal, com o império do euro e do FMI. Reparem neste relato do New York Times:
- The Argentine crisis was the consequence of a decade of I.M.F.- and World Bank-sponsored free market economic reforms, which included pegging the peso to the U.S. dollar on a 1 to 1 exchange rate. This all but eliminated the ability to conduct independent monetary policy -- much like the euro arrangement today. All barriers to trade and financial flows were removed, and all state enterprises were privatized. The 1994 privatization of its social security system alone explains Argentina's explosive debt accumulation between 1994 and 2001 and the resulting default.
- Argentina's policy framework proved too restrictive when a recession set in during the last quarter of 1998. When external sources of funding dried up, Argentina turned to the I.M.F., which recommended the same austerity policies currently being promoted for Greece (and Ireland, Portugal and Spain). The I.M.F.-promoted spending cuts only deepened the Argentine recession, as any introductory macroeconomics student would have predicted. By 2001, the recession had turned into a depression, making accumulated debt impossible to service and resulting in enormous capital flight, a run on deposits and the largest sovereign default in history.
After the default and the January 2002 devaluation, Argentina's economy continued to contract for only one more quarter. By the second quarter of 2002, Argentina's economy began to grow and did not stop until 2009, when the global financial crisis made its impact felt there. The doom and gloom predictions of what would happen after default never materialized. Furthermore, after defaulting, Argentina no longer needed to access international capital markets, eliminating their stronghold on Argentine economic policy
Pois aí fica a história de um problema e de uma solução: temos o que aconteceu à Argentina nas mãos dos falcões do liberalismo, sem soberania monetária e à mercê do dólar. E temos a recuperação quando os argentinos deixaram de querer governar com o FMI. "Pensa, Panchito, pensa".
- Greece (and Ireland, Portugal and Spain) should learn lessons from Argentina's experience. First, the I.M.F. still promotes policies that inevitably make matters worse, demonstrating an inability to learn from past mistakes. Second, default can be a solution, since it can end an unsustainable situation, frees up fiscal resources for more productive use and eliminates the need for access to bond markets. And third, regaining control of the national currency and the ability to conduct independent monetary and fiscal policies are essential for economic recovery.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Bin Laden morreu? Para os americanos foi um 25 de Abril
A morte de Bin Laden, historicamente, o que é que lhe faz lembrar? É a pergunta de um blogue, o Cafferty File, associado à CNN, a decorrer no momento. Respondi de imediato mentalmente duas coisas:- a queda do Muro de Berlim?!.
- não, para mim, como português uma alegria tamanha só a vivida com o 25 de Abril.
Se virmos bem, foi assim que os americanos celebraram a notícia da morte de Bin Laden, uma libertação, um orgulho, uma promessa de futuro... como um 25 de Abril português. Assassinaram-no? É verdade e não achei mal. Foi feita justiça. Justiça sumária? Era o que merecia.
O extremista Bush dizia que ia mandar à caça de Bin Laden, como nos filmes do Oeste: PROCURA-SE, morto ou vivo. Aparentemente, o moderado Obama nem sequer quis que o apanhassem vivo, terá dado ordem que o executassem e se desfizessem do corpo quanto antes. Claro que também já se diz por aí que nada disso: Osama bin Laden já estava morto, quando os americanos lá chegaram.
QUERO LÁ SABER. É em ocasiões como esta que eu vejo como tenho mudado. A pena de morte? A presunção de inocência? A exigência de um processo judicial com todas as garantias? Dou comigo a pensar que no caso de Bin Laden eram formalidades talvez desnecessárias. E muito perigosas.
Lembram-se do processo de Sadham Hussein, que tinha mandado dizimar uma aldeia inteira porque lá tinha ocorrido uma falhada tentativa de atentado contra ele, que tinha mandado gazear os curdos aos milhares, que inventava inimigos e os fazia executar nas próprias reuniões do comité central do seu partido? Pois acabámos, acabaram muitos, cheios de pena do Sadham.
Pior seria um julgamento mediático com Osama Bin Laden como réu. Multiplicavam-se as bombas, as intifadas, os combates de rua, os mortos aos milhares, em todo o Mundo, cada vez que lhe interrompessem os discursos, as proclamações, os apelos ao ódio. Mais dois, três, muitos atentados suicidas com aviões, como o das Torres Gémeas contra as pessoas comuns que lá trabalhavam? Mais dois, três, muitos atentados à bomba em comboios das cercanias de Madrid às horas de ponta? Mais dois, três, muitos atentados em autocarros, no metropolitano, como em Londres? Mais...?
Os americanos acharam que nada os obrigava a correr esse risco. Executaram-no sumariamente. Nem sequer revelaram a foto de Bin Laden morto, que havia de ser uma imagem de adoração. Fizeram bem.
Claro que algumas televisões portuguesas, como a RTP, em lugar de lembrar os crimes de Bin Laden, passaram o dia a exigir as provas da sua morte, que em Marraqueche ninguém acreditava, e o repórter da RTP tinha ouvido uma estranha teoria da conspiração de um muçulmano e meio.
Pois digo eu, que não tenho mandato para defender os americanos, fizeram eles muito bem. Sobretudo não oiçam, não vejam, não leiam os media portugueses. Não interessam para nada.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Hino a Passos Coelho - oiça bem o que eles dizem!
O culto da personalidade, as cadelas apressadas, os excessos de zelo... pregam partidas. O que eles dizem é que "está na hora de mudar Passos Coelho".
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