sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Rui Rio sobre o Ministério Público

Bravo

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A República da Catalunha venceu a Monarquia de Madrid por 78 a 57 deputados eleitos...

... e por 55% a 43,5% dos votos expressos. De facto JuntsxCat, ERC, CUP e CatComú Podem, todos se pronunciaram contra o estado de excepção imposto à Catalunha por Rajoy, Sanchez e Rivera , a coberto do art. 155º da Constituição do Reino de Espanha. Os partidários desta Espanha monárquica, autoritária, persecutória perderam em toda a linha. O partido de Mariano Rajoy, que governa em Madrid, fez 3 deputados em 135, é a sétima força no Parlamento da Catalunha...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Mais uma vítima com condenação anunciada e a bênção antecipada de vários desembargadores

Desde o princípio deste processo (a capa da revista, supra, tem quase dois anos) que se tornou patente que a juíza Joana Ferrer Antunes estava determinada a absolver “o senhor professor”, assim se dirigia ao réu Manuel Maria Carrilho, enquanto tratava a queixosa pelo nome próprio, como se tivesse andado com ela na escola. Queria absolver e absolveu. Exactamente com os argumentos que usou contra Bárbara Guimarães no início “queixasses-te, não te queixaste…Ai queixas-te agora? Tarde piaste!”  

Era uma descompostura, que ela não tinha o direito de dar, ela, a juíza Joana (desculpe meritíssima que a trate pelo primeiro nome, como se tivesse andado consigo na escola, mas é assim que V. Exª trata as pessoas de que não gosta e eu também não gosto de si). Não tinha o direito de dar uma descompostura à antiga vedeta da Televisão, e não me diga que a tentação era muita, vedeta e mulher bonita, o protagonismo que isso lhe ia dar, não podia deixar fugir aquela oportunidade. Juíza Joana, não me diga tal, que os juízes estão obrigados a tratar com urbanidade os sujeitos processuais, não devem humilhar ninguém…

Só por isso é que o juiz Neto da Moura vai ter um processo disciplinar, conforme defendeu o conselheiro Mário Morgado, vice-Presidente do CSM, um homem corajoso, na resposta ao manifesto dos 20 desembargadores e conselheiros hoje aposentados, mas que no seu tempo, últimos 30-40 anos,  ergueram, alimentaram e ocuparam o poder sindical dos juízes, convém não esquecer.

Só por isso. Que tenha invocado “contra a mulher adúltera” a Bíblia e o Corão, além dos códigos sagrados dos nossos maiores, a isso, aparentemente, a hierarquia dos tribunais, e o seu poder disciplinar, nada tem a opor. Aquele Neto da Moura corre o risco de ser incomodado por má educação, tudo o resto cai porque o juiz é soberano, de assentar a sua decisão nas baboseiras que entender,  sejam leis revogadas sejam ensinamentos caducos de várias religiões...


 Esta “Neta da Moura”, nem um processo por má educação arrisca. Duas vezes pediu a queixosa o afastamento da juíza Joana, duas vezes a Relação considerou que a juíza Joana é que tinha razão. Parti-pris? Falta de isenção? Rivalidades e/ou invejas que lhe toldavam o espírito? Nada disso: por duas vezes os meritíssimos desembargadores da Relação de Lisboa deram razão ao comportamento agressivo da juíza Joana: que raio de mulher és tu que não te queixaste logo no início?! Avalizaram. Subscreveram esta condenação anunciada da vítima e o branqueamento do comportamento do Senhor Professor. É a Justiça que temos

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ombú: farol das pampas e menina bonita de Lisboa

 Bela-sombra lhe chamam por cá, Phytolacca dioica, para os entendidos. A mim soa-me melhor o nome de ombú que lhe é dado há séculos pelos índios Guarani, ombú que para eles é sinónimo de vulto ou sombra, ombú sejas, neste texto que é meu ombú ficas.

 Ombú planta herbácea de caule esponjoso, que pode facilmente ser cortado à faca, dele brotando uma seiva mal-cheirosa, um veneno, que afasta os insectos e evita os herbívoros. As folhas, porém, podem ser usadas como laxativos ou purgantes, na medicina tradicional, para o gado como para os humanos.  O fruto do ombú é uma baga com reentrâncias, de casca amarelada e polpa macia e suculenta, em cachos, como se vê aqui:

 Ombú símbolo da cultura gaúcha, do Uruguai e da Argentina, que se deixa ver de longe e providencia abrigo contra a chuva e o sol, uma bela-sombra, com o sol a pique, isolada e altaneira. Serve de guia aos ganadeiros perdidos nas planícies e por isso lhe dão por lá o carinhoso epíteto de farol das pampasPor lá, farol das pampas, por cá, eu te baptizo, menina-bonita de Lisboa.
 Que seis vezes seis mereceu já o nobiliárquico título de "árvore classificada", património municipal, o que lhe dá direito a tratamento especial: na Praça de Damão ao Restelo (onde tirei estas fotos),

 no Campo de Santana (2 exemplares), na Praça António Sardinha à Penha de França, no Jardim António Feijó aos Anjos, na Quinta Nova da Conceição em Benfica, e ainda  no Largo do Limoeiro... Precisamente, aquele exemplar muito fotografado pelos turistas, ali num canto, a ver passar o eléctrico 28, de vigia à entrada da antiga cadeia do Limoeiro e com vista para o Aljube, a uma centena de metros, é um ombú. 
O que não terá ele visto ao longo dos tempos! Quanto nos poderia contar o ombú, se o deixassem falar, das prisões e desgraças que testemunhou. Artur, Zé Manel, tantos outros, o ombú viu-vos, estava à coca, naquelas madrugadas em que PIDE irrompeu por Vossas casas à hora do leiteiro e vos levou para os curros do Aljube por tempo indeterminado... Enfim, não sei se terá sido por isso, mas o ombú, bela-sombra, farol das pampas, muito bem adaptado aos ares da cidade, seis vezes já ganhou o título de nobreza municipal. Sexacampeão, nenhuma outra árvore, ou clube, se lhe compara.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mas ké ké isto ó meu?



Maria do Céu Machado, Presidente do Infarmed ao Público de hoje segunda feira, 27/11/2017: "No dia seguinte (quarta-feira) estivemos no seu gabinete: conselho directivo, comissão de trabalhadores, o ministro e a assessora jurídica.
O senhor ministro disse que percebia, de certa forma, que isto era uma notícia surpresa e que não era uma decisão, era uma intenção. Várias vezes repetiu isso."
Confirma, sr. Ministro da Saúde? Ou andamos a brincar?

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Adeus até ao meu regresso!

Já cá não vinha há mais de 5 anos. Pensei que nenhum blogue se mantinha no ar ao fim de seis meses de inactividade, aparentemente enganei-me: se este post passar, ainda estou para ver, enganei-me mesmo. E vou ter de pensar melhor se reato o fio à meada ou promovo o hara-kiri final do blogue.
Está aí alguém?
Querem ouvir falar de política? E de futebol? E se fosse de botânica, hem?! Tenho andado embevecido estes últimos tempos pelas ruas de Lisboa a olhar para cima. Olhar para cima - é a palavra de ordem de mim para mim neste momento. Olha esta é uma Tipuana tipu, o orgulho da Bolívia, temos tantas. Aquela é uma Liquidambar styraciflua, que dá uma resina saborosa, mastigável, os índios da América que o digam, terá sido mesmo esta resina a origem e inspiração da pastilha elástica E sobretudo as liquidâmbares aqui da Avenida João XXI estão a ficar lindas à medida que o Outono vai avançando. Querem que vos mostre? Ainda hoje tirei fotografias. Querem lá saber?! Bem me parecia.
Adeus até ao meu regresso.

sábado, 18 de agosto de 2012

Nous sommes tous des Poussy Riot

Que houvesse uma reprimenda, uma multa... é como o outro. Agora este processo? Uma condenação deste calibre? De la prison pour une chanson - é um escândalo, cheira a União Soviètica, protestar é preciso. Contra este novo "processo de Moscovo". Contra a barbárie de uma sentença destas. Há que atirar-lhes à cara, adaptando-o, o slogan de Maio de 68: "Nous sommes tous des Poussy Riot". Para quando a manifestação? Eu vou.

sábado, 4 de agosto de 2012

Juiza quis gozar com Rui Rio

Só pode. Ao intimar Rui Rio em pleno mês de Agosto para comparecer em tribunal para se apurar se é ou não "um fdp", ou se fdp pode querer dizer "fanático dos popós", a juiza do tribunal cível do Porto sabia, a menos que seja tonta, que assim ia fazer do Presidente da Câmara alvo da chacota "popular". A partir de agora, numa cidade como o Porto, chamar fdp a Rui Rio será um gozo pegado, e uma ofensa livre e gratuita, como já era chamar-lhe energúmeno, tanto mais que a dita juíza estabeleceu na sentença que os ditos popós são "o hobby" de Rui Rio.
Não, não foi falta de senso, tão pouco foi  para decidir que fdp significa normalmente no Porto filho da puta, isso a juiza já sabia, não precisava para nada de chamar Rui Rio, nem de convocar a imprensa toda, ela ou alguém por ela. O objectivo só pode ter sido humilhar um titular de um cargo político e dar livre curso, atear o fogo, a uma piada bem urdida. Como há oito anos fazem os juízes do caso Freeport em relação a José Sócrates. Não têm tomates para dar como provado o que quer que seja contra os políticos que tomam de ponta. Mas  não se cansam de criar factos políticos, à maneira de Marcelo.Inventam pretextos, humilham, chateiam, perseguem. Até à exaustão.
Existe um órgão próprio, o mesmo é dizer corporativo, que é responsável pelo decoro, bom nome e disciplina dos juízes? Vão por mim: não existe. Tremei, ó gentes! Um juiz faz o que lhe apetece e sobra-lhe tempo. Pode ser muito grave.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A culpa do fogo-posto na Luz é do Luís Filipe Vieira...

Lembram-se da Luz a arder, crime de fogo posto cometido por adeptos do Sporting a 26 de Novembro, depois de uma semana de histeria, intensa apologia do crime, em cujos actos preparatórios se notabilizaram entre outros o presidente da assembleia-geral Eduardo Barroso, nas televisões, o vice-presidente operacional Paulo Pereira Cristóvão, que cuspiu raios e coriscos já com as brigadas incendiárias em acção no terreno, e ainda, aparentemente, por Luís Duque, o responsável pela SAD do Sporting, que se pegou com os dirigentes do Benfica no final? Um jogo dirigido por um tal João Capela, que expulsou Óscar Cardoso por ter dado um murro na relva, lembram-se?

Pois, meus meninos, por mais incrível que pareça. quem foi castigado, ou apenas repreendido, ou tão somente objecto de atenção da FPF ou da Liga, não foi o árbitro burro e incompetente, pelo menos, nem os adeptos criminosos que incendiaram o Estádio depois da derrota, imagens que correram mundo, nem os dirigentes do Sporting que denodadamente contribuíram para tudo isso, ateando o fogo, ao longo de mais de uma semana, não senhor. O castigado com 45 dias de suspensão, ao fim de oito meses de um processo, estranhíssimo, foi Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica.

45 dias de suspensão porque não gostou de ver o Estádio a arder e terá sido inconveniente para o Sr Luís Duque, vereador em Sintra, personalidade do CDS, amigo do peito de Pinto da Costa (e do instrutor do processo?). Mais nada.

Uma verdadeira infâmia, mais uma, dos dirigentes do futebol que temos.

A dor da Espanha num cartoon do Economist

...muito bem esgalhado. O artigo também tem muito interesse.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Onde está a acta do conselho científico sobre o caso Relvas?

Razão tem o jornal i em levantar a questão da ilegalidade do elenco do conselho científico da Lusófona que a própria Universidade divulgou. Mas há outra questão: houve mesmo uma qualquer reunião do dito conselho, em que foi de facto votado o parecer dos 160 créditos a Miguel Relvas? Se houve, em que data foi, quem esteve mesmo presente, quem votou ou não votou, onde está a acta?

É que não basta que o extraordinário parecer tenha a assinatura de António Fernando Santos Neves, em pessoa, que então se apresentava como  "reitor-fundador" (veja aqui entrevista do próprio) da Universidade Lusófona de Lisboa, em trânsito para Reitor da Universidade Lusófona do Porto, (além de director de departamento e avaliador de Relvas numa disciplina...), e também "apóstolo máximo" da Declaração de Bolonha em Portugal. Falta a prova de uma "formalidade" essencial para a atribuição das equivalências, que é a decisão válida de um conselho científico regularmente constituído.

A tutela, que é o Ministério de Nuno Crato, que foi o Ministério de Mariano Gago, tem uma palavra a dizer. Prof. Nuno Crato, tão rigoroso, não se sente incomodado pelo modo como funciona/funcionava esta Universidade? Prof. Mariano Gago, cientista e intelectual de renome, Ministro responsável pelas universidades quando isto se passou, como pode deixar a sua reputação grudar-se num caso destes?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mas afinal quem são os tipos da Lusófona?


A mim o que mais me choca na licenciatura de Relvas é o comportamento da "Universidade" Lusófona e dos seus reitores, aqui a homenagear o Bispo do Porto. Quem foi capaz de subscrever esta bosta que o Público de hoje revela na íntegra? Que domínio da linguagem, da gramática, da lusofonia, justifica uma conclusão como esta:
Três aspectos merecem particular relevância: a longevidade das funções desempenhadas, a natureza das mesmas, maioritariamente de liderança ou grande responsabilidade institucional, e a sua variedade. Estes dois aspectos enunciam um currículo rico em elementos que enquadram um parecer de valorização do mesmo em 160 ECTS, que deverão ser feitos equivaler a diferentes unidades curriculares, preferencialmente em linha com os diferentes pontos enunciados neste parecer 
Atente-se nos "três aspectos" que afinal são dois. Na "longevidade" de "funções", hem! Nos "elementos" do currículo (quais?), que enquadram (sic) um parecer de valorização do mesmo em 160 ECTS.  Porquê 160, e não 170, ou 120, ou 10? Nenhuma explicação. Assim funciona a Lusófona e o seu 'reitor-fundador nunca deixará de ser, com ou sem diploma e medalha oficiais, vitalício “Reitor Honorário” da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa?' (Sic! Elogio em boca própria!)

Assim se define o primeiro subscritor do "parecer" (alguém o homologou?), Prof. António Fernando dos Santos Neves, "reitor-fundador", com letra pequena, e "Reitor Honorário", com letra grande, em entrevista que ele próprio se faz na Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias. 

Aí se diz que é "doutor em Filosofia e em Ciências Sociais Aplicadas na especialidade de Pensamento Contemporâneo". Mas não se esclarece que Universidade lhe deu o título.

Aí se gaba de ter sido "Professor de Ciências Políticas na Universidade de Paris". Qual delas, para podermos confirmar? Paris I? Paris II? Paris III....Paris XIII? É que há mais de 40 anos que não há uma Universidade de Paris, mas 13, autónomas e independentes. Faut pas épater le bourgeois com essa de que foi "Professor de Ciências Políticas", com letra grande, em Paris, sem dizer quando, a que título e em que universidade. Eu fui aluno (só aluno, não pedi por isso qualquer equivalência em Lisboa) de Paris II, Université de Panthéon-Assas. Nunca o vi por lá.

Também diz o Prof. Doutor Lusófono que "estruturou nas Universidades Portuguesas a disciplina IPC – Introdução ao Pensamento Contemporâneo”. Ah estruturou? O que é isso? E "as Universidades Portuguesas" sabem disso?

O melhor do seu currículo, no entanto, é que "fundou as Semanas Portuguesas de Teologia”. "Fundou". Teologia, hem! Aliás o primeiro dos seus livros chama-se "Estudos Teológicos" E foi publicado nas Actas das Semanas Portuguesas de Teologia, Org., 6 volumes (Lisboa, 1962…, Reedição fotocopiada, Revista Lusófona de Ciência das Religiões.

Está tudo explicado? Ainda não. Teólogo é mas de Bolonha! Ele próprio se diz "apóstolo-mor", na introdução, e apóstolo máximo, de viva voz, nestes termos
Como é sabido, o novo reitor da ULPorto (ele próprio Fernando Santos Neves!) já não se livra da fama (esperemos também que de algum proveito...) de ter sido, em Portugal, o apóstolo máximo da “Declaração de Bolonha” contra os “atrasos de vida e de modernidade” das Universidades Portuguesas (sic).

Que até terá publicado um livro: “Adimplenda est Bolonia! É preciso cumprir. Pois cumpriu Bolonha e de que maneira: 160 créditos, por junto e atacado, à vontade do freguês, sem justificações que se vejam, o homem é um teólogo, a licenciatura de Relvas é uma coisa do Além. Da Universidade Lusófona.

Sabem por acaso como se entra na Lusófona? Por exames de ingresso, claro. Com que provas? Oiçam isto, tirado do site da Lusófona de Lisboa: 
Para a candidatura de 2012 podem ser utilizados como provas de ingresso exames feitos em anos anteriores.
Entenderam?! E a seguir:
Os exames nacionais do ensino secundário podem ser utilizados como provas de ingresso no âmbito da candidatura à matrícula e inscrição no ensino superior no ano da sua realização e nos dois anos seguintes, sem necessidade de repetição no ano em que for concretizada a candidatura ao ensino superior.
Ainda há quem se queixe que alguns souberam que "podiam" sair nos pontos de português certos cantos dos Lusíadas! Na Lusófona "podem sair", eu disse podem, pontos de exames anteriores, ou dos exames do secundário. Querem apostar que geralmente saem mesmo?

sábado, 9 de junho de 2012

A notícia de logo à noite...

... já foi publicada há 250 anos, por antecipação. Da vitória de Portugal sobre a Alemanha dir-se-á simplesmente que a rapaziada...
... remio a honra da Nasção, não só da orfandade a que esteve exposta, mas do terrível oprobio com que tão feyo insulto infamaria a illustre reputação, que em todo o mundo lhe tinha adquirido a fidelidade, e o amor que nos portugueses encontraram os seus Príncipes, e legítimos Senhores. (Cavaco, Leonor e... a Galp Energia).

sábado, 26 de maio de 2012

Humberto Delgado?! Presente








Monumento a ver e rever: a 400 metros da estrada que vai de Villanueva del Fresno (a poucos minutos de Mourão) a Valencia del Mombuey (do outro lado da Amareleja), lá onde Humberto Delgado foi assassinado pela PIDE. Que não se pode esquecer a longa lista.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que fazer com a RTP Informação?

Costuma fazer zapping? E passa pela RTP Informação de vez em quando? E até lhe acontece parar uns segundos no canal? Sem se dar conta que é mais um canal do Porto, digo, do FCPorto, isto é, um canal de apito dourado, i. é, viciado?!

Pois tem maneira de obviar a esse incómodo. Basta colocá-lo de uma vez por todas lá onde nunca vai, junto do Porto Canal, dos canais infantis, dos canais russo, ucraniano, chinês... Como? Assim: 
Pegue no comando, carregue na tecla menu, na barra de cima prima  →, →, → ... até o cursor atingir Ajuda e Configurações.
Seleccione Ajuda e Configurações. Prima ↓, ↓, ... até o cursor chegar a... Configurações.
Seleccione Configurações. Prima ↓, ↓, ... até Ordenar Canais.Seleccione Ordenar Canais.  Prima ↓, ↓, ...  até RTP IN (6).Em RTP IN desloque o cursor para a direita →, até à seta ▼.
Prima ▼, ▼, ▼, ▼, ... as vezes suficientes, até a RTP IN ficar naquelas posições a que nunca vai, as 70ª, ou 90º... Ponha a RTP IN junto dos infantis, dos pornográficos, do Porto Canal (se já tiver feito o mesmo com o Canal do Pinto da Costa...) é lá o seu lugar.
Depois é só Guardar as alterações à Configuração. Tão cedo não volta a tropeçar neste Canal estúpido, que saneou o João Gobern, que tinha o Zona Mista, de infeliz memória. Que Você paga todos os meses na factura da electricidade. 

Começo a pensar que o Relvas estava cheiro de razão quando defendia a extinção, ou a venda ao desbarato, da RTP IN... Um dia chegará a vez da RTP, da RDP... da Contribuição Audio Visual, dos subsídios ao serviço público... para encher a barriga à RTP Porto, à RTP África, à RTP Madeira, à RTP Açores... a todos os luxos, "gorduras", e incompetências... Já lhe basta, dessa não se livra, ter de pagar os desmandos do Alberto João Jardim, mandatário de Passos, amigo do peito do Presidente da República. 



Jornalistas castrados, não!

João Gobern foi "dispensado" pela RTP pelo crime de ser benfiquista e isto para mim é muito aborrecido. Eu via quase sempre o Zona Mista: um programa de futebol inteligente e bem visto, calmo e estimulante. sem papas na língua nem temores reverenciais, cordato e contundente ao mesmo tempo, onde o contraditório funcionava. Na parte que me toca, coincidia geralmente com o João Gobern, discordava o mais das vezes do Bruno Prata. Mas agradecia a ambos os bons momentos que passava.

A RTP ofendeu-se que João Gobern tivesse vibrado com o golo do Benfica ao Braga no minuto 92? Que hipocrisia, que chateza, que falta de vergonha! Em futebol toda a gente tem gostos e emoções, mostrá-los é abrir o jogo, é ser honesto, é não vender gato por lebre. Parafraseando Ary dos Santos: "jornalista castrado, não!"

O que se exige a um profissional sério é que não omita factos, que saiba do que fala, que goste do que trata, que dê o sal, e a cor, e o cheiro do que narra. Que dê a sua opinião sem medo, sempre, desde que nem impeça os outros de exprimirem opiniões diferentes da sua. Gobern, no Zona Mista, não sonegava opiniões diferentes da sua. Era brilhante sem precisar de retirar brilho a ninguém.

Nuno Santos, sim: optou por silenciar, amordaçar, um jornalista brilhante, um profissional inteiro. É um invejoso. Nunca foi senão um invejoso. E um parvo.

Pobre RTP! Trabalhei naquela casa 12 anos e tinha por ela uma afeição que não me largava, apesar de imensas decepções.Deixei de ver o Telejornal desde que o José Alberto de Carvalho foi corrido pela inveja. Já nessa altura nenhum outro programa da RTP conseguia interessar-me.

O Zona Mista, da RTP Informação, era o único programa da RTP que ainda via. Vou deixar de ver. Talvez passe por lá no próximo a ver se fornecem alguma explicação mas será o último.

Hipócritas, medíocres, chatos de morrer, insossos, invejosos, castrados  ─ não me interessam.

Acabou-se: RTP, para o raio que a parta, não vejo mais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O discurso do Reitor, 50 anos depois da Crise

Em 62-65, a autonomia universitária era uma treta e o Reitor não se ensaiava nada de chamar a polícia de choque. Hoje, pelo menos, mudaram as fardas. E mudaram os sítios das cargas da polícia. E sobretudo mudaram os Reitores. A autonomia universitária é que continua uma treta. Como disse António Sampaio da Novoa, na recepção aos activistas de há 50 anos: "...Que autonomia é esta em que nos cortam as pernas,
todos os dias, com mais um decreto, com mais um despacho, com mais uma cativação, com cortes e mais
cortes, e quando já nos cortaram todas as pernas gritam candidamente: saltem, vocês são livres e autónomos,
saltem à vontade!? 
Foi um grande discurso, por onde passaram J. Guimarães Rosa, Antero de Quental (de 1862) e Eurico Figueiredo (de 1962), Chico Buarque de Holanda, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Zeca Afonso, Lope de Vega e Isabel a Católica. 

Foi um grande discurso a que os colegas da Imprensa não ligaram puto. Quiçá por ter sido demasiado rico de conteúdo, demasiado poético, demasiado contestatário... Como nós. Por isso os media instalados nos ignoram. Agora como há 50 anos, a luta continúa. O que disse o Reitor Nóvoa, naquele dia 24 de Março de 2012. Tudo isto:
Em si, as memórias de pouco servem. Talvez não sirvam mesmo para nada, porque “toda a saudade é uma espécie de velhice” (J. Guimarães Rosa). 
Mas conta – e muito – o que fazemos com as memórias, como as utilizamos para pensar e para agir, “para voltarmos a entrar na dança” como diz o Eurico de Figueiredo. 
Nada substitui a liberdade. Por ela se bateram em 1862, os estudantes de Coimbra que, animados por Antero, deram Vivas à Liberdade na Sala dos Capelos. Por ela se bateram, precisamente um século depois, em 1962, os estudantes aqui presentes e que constituem o orgulho maior da nossa Universidade.
Digo nossa, de Lisboa, porque a ligação que hoje estamos a construir entre as universidades “Clássica” e “Técnica” teve, na luta estudantil de 1962, um dos seus primeiros gestos e, logo, um dos mais nobres.
Há 50 anos, aqui fez-se liberdade, fez-se da Universidade um espaço de liberdade. Estes cem dias abalaram o regime e tornaram inevitável o que só seria possível doze anos mais tarde.
Começou aqui a nossa madrugada. Tanto mar. Por onde andam os cheirinhos de alecrim, pá?
Num certo sentido, num contexto histórico totalmente diferente, as nossas lutas são as mesmas de 1962. A luta pela liberdade e pela autonomia. Não a liberdade formal (essa é nossa e bem nossa), mas a liberdade e a autonomia como possibilidades, como realidades concretas.
Não quero exagerar (ouvem-nos todos os dias com as mesmas queixas e já devem estar cansados), mas que autonomia é esta em que nos cortam as pernas, todos os dias, com mais um decreto, com mais um despacho, com mais uma cativação, com cortes e mais cortes, e quando já nos cortaram todas as pernas gritam candidamente: saltem, vocês são livres e autónomos, saltem à vontade!?
 Num outro tempo, num outro contexto, a nossa luta é ainda a de 1962. Pela democratização do ensino. Hoje, quando tantos estudantes estão a abandonar a universidade por dificuldades económicas (e ainda há quem tenha o desplante de falar em aumento das propinas!), a questão está de novo na ordem do dia.
De uma outra maneira, claro. Mas com problemas que não se limitam à frequência dos estudos e que se prolongam pelas dificuldades de inserção na vida activa.
Como conseguir a democratização nesta “Pátria magra”, neste “pobre Portugal de pele e osso” (Miguel Torga)?
É preciso respirar indignação. É preciso que nos alimentemos das causas de 1962. E, por isso, é tão importante estar hoje, aqui, convosco.
 Para ver se é possível animar a malta. O Zeca morreu há 25 anos. Mas o Zeca não morreu.
Os que avançam de frente para o mar
 E nele enterram como uma aguda faca
A proa negra dos seus barcos.
Vivem de pouco pão e de luar. (Sophia)
No final do Centenário da Universidade, o Doutor Rui Vilar lembrou a sua passagem pelo CITAC e a peça de Lope de Vega sobre a viagem de Cristóvão Colombo:
Quando a corte dos reis católicos discutia a proposta do navegador, a única voz favorável foi a da Rainha que defendeu o audacioso projecto com uma fala que terminava assim: “Afastai do vosso palácio a prudência, essa conselheira dos maus reis (…) porque para aqueles que só fizerem o possível haverá no juízo final choro e ranger de dentes”. 
 Hoje, sabemos que não basta fazer o possível, um possível que parece reduzir-se a uma espécie de inevitabilidade, de fatalidade, de desânimo. Temos de ir além do possível e pensar outra vez o impossível. Inscrever este desejo, esta necessidade, no coração da nossa vida, no coração da Universidade.
Foi isso que aprendemos convosco. Foi a vossa luta pelo impossível que permitiu que tantos “possíveis” acontecessem.
É isso que vos queremos agradecer hoje.
A melhor maneira de o fazer, é dizendo-vos que a luta continua, mas desta vez com Reitores que não se demitem…

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fica-nos mais barato que o Sporting ganhe

O Sporting vai jogar daqui a bocado na Madeira com o Nacional. Normalmente como benfiquista eu devia torcer pela derrota do nosso rival do outro lado da segunda circular. Sobretudo depois de que um grupo de energúmenos de adeptos seus, comandados pelo renegado polícia Cristóvão, foram à Luz com propósitos de organização criminosa cometer crime de dano, fogo posto e outras "bagatelas" penais.

Continuo a defender que devem pagar pelo crime. Mas desejo-lhes sinceramente que ganhem e continuem na Taça. Pela simples razão que uma vitória de um clube madeirense traz-nos sempre encargos: as viagens do clube ao Jamor, em Maio, e na próxima época, quem sabe, uma qualquer deslocação do Nacional pela Europa, numa qualquer eliminatória da UEFA.

Que isso não é nada comparado com os rios de dinheiro que os clubes da Madeira nos custam pelas verbas que vamos continuar ao Jardim para ele dar aos clubes ? È verdade, mas uma derrota de um clube de madeirense é sempre uma pequena economia que fazemos.

De resto, não vale a pena sermos piegas: é assim que os madeirenses querem e por isso votaram no caudilho. Não para gastar o dinheiro deles, como é próprio da democracia representativa. Mas para que ele saque o máximo dos continentais e distribua benesses pela Madeira.

É uma perversão, essa de votar em quem é melhor para gastar o dinheiro dos outros, ah pois é.  Mas como diria Jardim "é o sistema" que temos. Diante de Jardim, agacham-se os Presidentes, agora Cavaco, antes Sampaio. E vem agora a Srª Merkel a declarar que o Rei vai nú? Mal sabe no que se meteu.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Está-se a bater ao lugar do Catroga na EDP

Coitado do Cavaco, foram-lhe ao bolso, agora não ganha p'ró petróleo! As pensões que recebe e algumas outras que ainda vai receber, de que desconhece o montante exacto, "não chegarão para pagar as despesas". Por ora, entende-se, quem não chora não mama, vai-se aguentando, com ajudas de custo e despesas de representação, além do pagamento das despesas oficiais, no Palácio de Belém e onde quer que vá, ele e a família, os "alfinetes" da função.


Compadecidos, os jornalistas que sempre o acompanham foram ver: recebeu em 2010 só de pensões cerca de 141 mil euros, uns 10 mil por mês, mais subsídio de Natal e 13º mês. Coitado dele! São menos de três meses do ordenado de Catroga, o protegido, na EDP. O qual nem por isso deixa de receber mais "uns pintelhos", uma reforma de uns 10 mil euros, como Cavaco, o protector.

"E não recebo quaisquer vencimentos pelas minhas funções"... Que horror: obrigaram-no a escolher entre o seu ordenado de Presidente da República, no activo, e os seus rendimentos de antigo funcionário público, na reforma. Perdeu assim, de uma assentada, 6.523 euros por mês. Foi quando decidiu empurrar o Sócrates pela borda fora! E deixou de acreditar nos mercados e nos demais dirigentes da Europa. 


Pois, meus amigos, isto é como diz o Valupi, no Aspirina B

Ter deixado de executar plenamente as suas funções presidenciais para proteger Dias Loureiro não chegou.
Ter mentido a respeito da sua ligação ao BPN não chegou.
Ter alinhado estratégias com um partido político para fazer oposição ao Governo não chegou.
Ter usado os Açores para provocar um clima de alarme social contra governantes não chegou.
Ter sido a eminência parda de uma golpada político-jornalística com a finalidade de perverter actos eleitorais não chegou.
Ter insultado todos os candidatos presidenciais no discurso de vitória não chegou.
Ter ido ao Parlamento numa ocasião solene para instigar à queda do Executivo não chegou.
Ter feito tudo ao seu alcance para que o PEC IV fosse chumbado não chegou.
Ter opiniões radicalmente contrárias dependendo de quem esteja no poder não chegou.
Talvez agora, por causa de 1300 euros, chegue. Chegue para ser vaiado pelos portugueses que tiverem o azar de se cruzarem com este miserável Presidente da República na rua.

"Miserável", claro, pelas reformas de miséria, de que se queixa. Uns "míseros" 10 mil euros por mês. Mas "com cama, mesa e roupa lavada". 
Assino por baixo.