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sábado, 4 de agosto de 2012

Juiza quis gozar com Rui Rio

Só pode. Ao intimar Rui Rio em pleno mês de Agosto para comparecer em tribunal para se apurar se é ou não "um fdp", ou se fdp pode querer dizer "fanático dos popós", a juiza do tribunal cível do Porto sabia, a menos que seja tonta, que assim ia fazer do Presidente da Câmara alvo da chacota "popular". A partir de agora, numa cidade como o Porto, chamar fdp a Rui Rio será um gozo pegado, e uma ofensa livre e gratuita, como já era chamar-lhe energúmeno, tanto mais que a dita juíza estabeleceu na sentença que os ditos popós são "o hobby" de Rui Rio.
Não, não foi falta de senso, tão pouco foi  para decidir que fdp significa normalmente no Porto filho da puta, isso a juiza já sabia, não precisava para nada de chamar Rui Rio, nem de convocar a imprensa toda, ela ou alguém por ela. O objectivo só pode ter sido humilhar um titular de um cargo político e dar livre curso, atear o fogo, a uma piada bem urdida. Como há oito anos fazem os juízes do caso Freeport em relação a José Sócrates. Não têm tomates para dar como provado o que quer que seja contra os políticos que tomam de ponta. Mas  não se cansam de criar factos políticos, à maneira de Marcelo.Inventam pretextos, humilham, chateiam, perseguem. Até à exaustão.
Existe um órgão próprio, o mesmo é dizer corporativo, que é responsável pelo decoro, bom nome e disciplina dos juízes? Vão por mim: não existe. Tremei, ó gentes! Um juiz faz o que lhe apetece e sobra-lhe tempo. Pode ser muito grave.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SCUTS: Vem aí uma senhora Maria da Fonte!


O Câmara Corporativa, um dos meus blogues de referência, farto-me de o dizer, goza com Passos Coelho pretender um "sistema simples" de cobrança em todas as SCUTS enquanto alguns autarcas do PSD, p.ex. Macário Correia e Rui Rio, em Faro e no Porto, não querem que os seus munícipes paguem. Honra a Passos Coelho, que põe os interesses do Estado acima das conveniências, ou dos compromissos eleitoralistas, dos eleitos do seu partido!

Fizesse o Primeiro-Ministro o mesmo em relação aos seus próprios compromissos eleitoralistas (aos seus eleitores de Castelo Branco, que lhe deram aliás o pior resultado do PS desde 1991) e em relação à sua corte ! Repito aqui o que disse ao Miguel Abrantes:
O "sistema simples" é, como ouvi na televisão a um deputado eleito pelo PS (João Galamba?), que todos deviam pagar. As isenções são uma injustiça e uma trapalhada: por que carga de água os residentes em Santa Maria da Feira, com duas autoestradas ali à mão, hão-de ter descontos e os de Arouca, ao lado, com acessos sinuosos, demorados, perigosos à autoestrada, não têm?
De resto, como venho afirmando, desde 22 de Julho:
As SCUTS, que o engenheiro João Cravinho inventou nos idos de Guterres, custam-nos os olhos da cara. O PS apercebeu-se agora, quer portagens mas quer manter privilégios para alguns que pagamos todos. Por isso e só por isso estamos num impasse. O PSD, e nisso muito bem, diz que não há condições para continuar as conversas. Já não avançam a 1 de Agosto, é evidente, mesmo se o decreto em vigor diz que já começaram a 1 de Julho.

Eu não entendo o assanhamento do PS na discriminação positiva, que é o contrário da universalidade. Discriminação positiva com que critérios? Entre Douro e Vouga, por exemplo, há um município que beneficia da isenção: Santa Maria da Feira. Arouca, que é a minha terra, não beneficia. Por isso como diz o eng José Artur Neves, eleito pelo PS, o meu Presidente, no site da Câmara:

O Município de Arouca sente, assim, mais uma vez, o peso da interioridade e da ausência de um acesso rodoviário condigno, seja ele portajado ou isento, vendo-se, com esta medida injusta, ainda mais limitado e onerado nas deslocações efectuadas pelos seus munícipes.

A título de exemplo, um arouquense que deseje deslocar-se ao Porto por um acesso minimamente condigno, terá de fazer um percurso sinuoso até Santa Maria da Feira, pagando os custos de portagem daí em diante, ao passo que aqueles que têm a auto-estrada «à porta» estão isentos de pagamento.
É uma injustiça, uma dupla injustiça, de facto. Há uma data de municípios que estão na mesma situação. Nós, por exemplo, na Região Metropolitana de Lisboa, que pagamos as pontes, a CREL, a A2, a A5, sejamos ricos, pobres ou remediados, pagamos sempre. Tudo. Para que os privilegiados do Porto, de Aveiro, de Castelo Branco, continuem a eleger o eng. Sócrates, ou o dr. Rui Rio (ou o eng. Malato Correia, acrescento!)

Não há moralidade nas discriminações que o PS (e alguns autarcas do PSD!) querem manter para alguns à custa de todos. Depois não se queixem.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Começo a ficar cansado com o PS


As SCUTS, que o engenheiro João Cravinho inventou nos idos de Guterres, custam-nos os olhos da cara. O PS apercebeu-se agora, quer portagens mas quer manter privilégios para alguns que pagamos todos. Por isso e só por isso estamos num impasse. O PSD, e nisso muito bem, diz que não há condições para continuar as conversas. Já não avançam a 1 de Agosto, é evidente, mesmo se o decreto em vigor diz que já começaram a 1 de Julho.

Eu não entendo o assanhamento do PS na discriminação positiva, que é o contrário da universalidade. Discriminação positiva com que critérios? Entre Douro e Vouga, por exemplo, há um município que beneficia da isenção: Santa Maria da Feira. Arouca, que é a minha terra, não beneficia. Por isso diz o meu Presidente no site da Câmara:

O Município de Arouca sente, assim, mais uma vez, o peso da interioridade e da ausência de um acesso rodoviário condigno, seja ele portajado ou isento, vendo-se, com esta medida injusta, ainda mais limitado e onerado nas deslocações efectuadas pelos seus munícipes.

A título de exemplo, um arouquense que deseje deslocar-se ao Porto por um acesso minimamente condigno, terá de fazer um percurso sinuoso até Santa Maria da Feira, pagando os custos de portagem daí em diante, ao passo que aqueles que têm a auto-estrada «à porta» estão isentos de pagamento.
É uma injustiça, uma dupla injustiça, de facto. Diz muito bem o eng. José Artur Neves, meu amigo. Há uma data de municípios que estão na mesma situação. Nós, por exemplo, na Região Metropolitana de Lisboa, que pagamos as pontes, a CREL, a A2, a A5, sejamos ricos, pobres ou remediados, pagamos sempre. Tudo. Para que os privilegiados do Porto, de Aveiro, de Castelo Branco, continuem a eleger o eng. Sócrates ou o dr. Rui Rio.

Não há moralidade nas discriminações que o PS (e alguns autarcas do PSD!) querem manter para alguns à custa de todos. Depois não se queixem.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Scuts: quem tem telhados de vidro?

Achei o máximo a "boca" do deputado do PS João Galamba, insignificante, naquele programa da RTPN com Carlos Abreu Amorim e João Adelino Faria, de um lado, Joana Amaral Dias, do outro, de que o PSD demonstrava duplicidade na questão das Scuts? Porque os autarcas do PSD defendiam a continuação dos privilégios do não pagamento das portagens enquanto a direcção do Partido insiste na universalidade, ou pagam todos ou não paga ninguém.

Duplicidade do PSD? E então a duplicidade de Sócrates que aceita o princípio da universalidade para logo a seguir fazer ponto de honra da isenção dos seus eleitores de Castelo Branco? Exactamente como Rui Rio pretende a isenção dos seus eleitores da Área Metropolitana do Porto.

É diferente porque Rui Rio apelou à sublevação popular, de facto convocou motins, acção directa, actos terroristas, pelo menos com dolo eventual, contra a implementação das portagens no seu quintal. E os autarcas do PS em geral? E aquele deputado municipal do PS em Aveiro, em particular, vedeta por um dia, que já tinha trazido a moto-serra para destruir as portagens instaladas e não se coibiu de apresentar uma moção que é nitidamente apologia e incitação à prática de um crime de dano, pelo menos?

Sejamos claros: para este efeito não há, não pode haver, concelhos ricos e concelhos pobres. Há pessoas que vão de carro para todo o lado, e mesmo para os empregos, e pessoas que vão de transportes públicos. Por que carga de água é que as pessoas que vão de transportes públicos hão-de pagar as viagens dos que vão de carro.

Isenções por concelhos? E porque não pelos níveis de rendimento das pessoas? Lá porque as empresas e os residentes na Área Metropolitana de Lisboa pagam aqui os seus impostos, e os do Porto fogem a eles, pagámos nós e não pagam eles? Porque os ricos do Porto, do Algarve ou de Castelo Branco, e quem os apoia, hão-de viver à pala da classe média de Lisboa e do resto do País, que paga e não bufa?

Ou há moralidade ou... pagam todos. E se querem voltar à época da Maria da Fonte, vamos a isso. Processos em cima. Quantos forem precisos. Enterros nas igrejas, nunca mais. Privilégios dos poderosos e de quem os apoia? Não podem continuar.


sábado, 20 de março de 2010

Rio e Costa combinam quem ganha o campeonato


A alternância não é só na política. Chegou ao Red Bull, que vai realizar-se um ano em Lisboa, outro no Porto. E vai chegar ao futebol, conforme o acordo passado entre os dois presidentes de câmara. A notícia está no Inimigo Público, esta semana, e foi descoberta por Mário Botequilha. Que assim conta o que soube:

Campeão nacional também vai alternar entre Lisboa e Porto
18 18e Março Por Mário Botequilha

Rui Rio e António Costa, como as duas coreias ou o júri dos Ídolos, encontraram-se para fazer as pazes e resolver o desafio mais importante que se coloca ao poder autárquico do século XXI: a localização da Red Bull Air Race. O acordo é que os aviõezinhos vão fazer piruetas ora cá, ora lá e que, se tiverem de se espalhar, que o façam em Almada ou Matosinhos.

Mas há mais: Rio e Costa também acordaram que o campeão nacional de futebol passa a ser ora do Porto, ora de Lisboa. Ou seja, este ano é Benfica, para o ano é o FC Porto e daqui a 18 anos é o Sporting. MB

O acordo não abrange a Taça da Liga, pelo que amanhã ganha o Benfica pelo segundo ano consecutivo.