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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Governador do BdP a arranjar lenha para o Spiegel

Vale a pena seguir o link que o Câmara Corporativa revela no post "Por que no te callas ?" : as declaração do Governador Carlos Costa são uma dádiva para o Spiegel e achas na fogueira ateada pela Srª Merkel, apostada em arranjar negócios cada vez mais chorudos para os seus bancos, que não recebem mais de 2,5% quando subscrevem, com relutância, títulos da dívida alemã.

Há, aliás, outros links da máxima actualidade no mesmo Câmara Corporativa. Por exemplo este com Portugal e Espanha a arder, e alguns pirómanos internos a atiçar o fogo, já começou a ofensiva que há-de queimar também a Itália e a Bélgica e em seguida a França.

Como diz Paul Krugman: estaríamos muito melhor se não estivéssemos prisioneiros do euro.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SCUTS: Vem aí uma senhora Maria da Fonte!


O Câmara Corporativa, um dos meus blogues de referência, farto-me de o dizer, goza com Passos Coelho pretender um "sistema simples" de cobrança em todas as SCUTS enquanto alguns autarcas do PSD, p.ex. Macário Correia e Rui Rio, em Faro e no Porto, não querem que os seus munícipes paguem. Honra a Passos Coelho, que põe os interesses do Estado acima das conveniências, ou dos compromissos eleitoralistas, dos eleitos do seu partido!

Fizesse o Primeiro-Ministro o mesmo em relação aos seus próprios compromissos eleitoralistas (aos seus eleitores de Castelo Branco, que lhe deram aliás o pior resultado do PS desde 1991) e em relação à sua corte ! Repito aqui o que disse ao Miguel Abrantes:
O "sistema simples" é, como ouvi na televisão a um deputado eleito pelo PS (João Galamba?), que todos deviam pagar. As isenções são uma injustiça e uma trapalhada: por que carga de água os residentes em Santa Maria da Feira, com duas autoestradas ali à mão, hão-de ter descontos e os de Arouca, ao lado, com acessos sinuosos, demorados, perigosos à autoestrada, não têm?
De resto, como venho afirmando, desde 22 de Julho:
As SCUTS, que o engenheiro João Cravinho inventou nos idos de Guterres, custam-nos os olhos da cara. O PS apercebeu-se agora, quer portagens mas quer manter privilégios para alguns que pagamos todos. Por isso e só por isso estamos num impasse. O PSD, e nisso muito bem, diz que não há condições para continuar as conversas. Já não avançam a 1 de Agosto, é evidente, mesmo se o decreto em vigor diz que já começaram a 1 de Julho.

Eu não entendo o assanhamento do PS na discriminação positiva, que é o contrário da universalidade. Discriminação positiva com que critérios? Entre Douro e Vouga, por exemplo, há um município que beneficia da isenção: Santa Maria da Feira. Arouca, que é a minha terra, não beneficia. Por isso como diz o eng José Artur Neves, eleito pelo PS, o meu Presidente, no site da Câmara:

O Município de Arouca sente, assim, mais uma vez, o peso da interioridade e da ausência de um acesso rodoviário condigno, seja ele portajado ou isento, vendo-se, com esta medida injusta, ainda mais limitado e onerado nas deslocações efectuadas pelos seus munícipes.

A título de exemplo, um arouquense que deseje deslocar-se ao Porto por um acesso minimamente condigno, terá de fazer um percurso sinuoso até Santa Maria da Feira, pagando os custos de portagem daí em diante, ao passo que aqueles que têm a auto-estrada «à porta» estão isentos de pagamento.
É uma injustiça, uma dupla injustiça, de facto. Há uma data de municípios que estão na mesma situação. Nós, por exemplo, na Região Metropolitana de Lisboa, que pagamos as pontes, a CREL, a A2, a A5, sejamos ricos, pobres ou remediados, pagamos sempre. Tudo. Para que os privilegiados do Porto, de Aveiro, de Castelo Branco, continuem a eleger o eng. Sócrates, ou o dr. Rui Rio (ou o eng. Malato Correia, acrescento!)

Não há moralidade nas discriminações que o PS (e alguns autarcas do PSD!) querem manter para alguns à custa de todos. Depois não se queixem.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mau tempo na Justiça

Vale a pena ler a análise de Miguel Abrantes no Câmara Corporativa sobre "Os inimigos do Estado de Direito". Na negra hora que passa, em que uma santa aliança de magistrados sindicais com jornalistas escolhidos se coloca em estado de insurreição militante, ostentatória, designadamente contra uma ordem do Presidente do STJ que ordenou a destruição de escutas ilegais e ilegítimas, eis o que vemos, ouvimos e lemos, e não podemos ignorar.
Assino por baixo e recomendo.
Talvez também valha a pena interrogarmo-nos por que razão a ordem do Presidente do STJ, proferida há mais de dois meses, ainda não foi cumprida. Ainda estarão a ser feitas cópias e montagens seleccionadas, a distribuir pelos jornalistas amigos, para jorrar como "fontes negras" nos próximos tempos, sem possibilidades de desmentidos, uma vez que já terão sido então destruídos os originais? E haverá justiça contra mais essa campanha previsível de calúnias quando para acabar com as violações actuais a melhor solução que se tem, por parte de quem tem o dever de fazer respeitar a lei, é que... os políticos que alterem a lei, eu se dependesse de mim divulgava as escutas?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dize tu direi eu

A queda do homem-sombra de Cavaco


Em Novembro de 2003 Fernando Lima, que fora durante dez anos assessor de Cavaco e dois anos assessor do ministro Martins da Cruz, foi contemplado com o cargo de director do Diário de Notícias. A nomeação foi mal recebida pela redacção do DN, dado que o seu percurso como assessor de imprensa de governos do PSD podia pôr em causa a imagem de independência do jornal. A confirmar esses receios, seria pouco depois acusado internamente do «impedimento da publicação de notícias e de artigos de opinião que, supostamente, poriam em causa a imagem de figuras do PSD», lê-se hoje no insuspeito Público. Desenha-se o retrato de um Lima perito em asfixia, pois...
Copiei do nikadas, onde pode ver a continuação desta prosa, que vale bem a pena. E já agora veja esta no Câmara Corporativa:

Que diferença há entre Nixon e Cavaco?




É verdade que Nixon também começou por despedir os assessores na lógica do "eu não sabia de nada"... mas, como aqui se escreve, “ao menos Nixon teve a coragem de anunciar a demissão e de prestar uma homenagem pessoal aos seus assessores. Fernando Lima foi atirado pela sanita sem direito a uma palavra e nem sequer houve um comunicado, foi uma fonte oficiosa que deu a dica à comunicação social.”