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sábado, 20 de março de 2010

Rio e Costa combinam quem ganha o campeonato


A alternância não é só na política. Chegou ao Red Bull, que vai realizar-se um ano em Lisboa, outro no Porto. E vai chegar ao futebol, conforme o acordo passado entre os dois presidentes de câmara. A notícia está no Inimigo Público, esta semana, e foi descoberta por Mário Botequilha. Que assim conta o que soube:

Campeão nacional também vai alternar entre Lisboa e Porto
18 18e Março Por Mário Botequilha

Rui Rio e António Costa, como as duas coreias ou o júri dos Ídolos, encontraram-se para fazer as pazes e resolver o desafio mais importante que se coloca ao poder autárquico do século XXI: a localização da Red Bull Air Race. O acordo é que os aviõezinhos vão fazer piruetas ora cá, ora lá e que, se tiverem de se espalhar, que o façam em Almada ou Matosinhos.

Mas há mais: Rio e Costa também acordaram que o campeão nacional de futebol passa a ser ora do Porto, ora de Lisboa. Ou seja, este ano é Benfica, para o ano é o FC Porto e daqui a 18 anos é o Sporting. MB

O acordo não abrange a Taça da Liga, pelo que amanhã ganha o Benfica pelo segundo ano consecutivo.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bicicletas, hortas e corredores verdes: "O Costa no Castelo"

Como estará a capital se António Costa cumprir as suas promessas? A cidade será invadida por pistas para bicicletas e corredores verdes, o Terreiro do Paço terá a cara lavada, processo que também deverá começar no Parque Mayer. Além disso, o Metro chegará ao Aeroporto e haverá mais hortas na cidade.
Do Diário de Notícias, um jornal que está cada vez melhor, avesso a fretes, denunciador de encomendas, que não esconde notícias na gaveta, nem dá cobertura às pulhices do jornalismo politicamente correcto, como ontem ficou provado nos prós & contras.

sábado, 18 de julho de 2009

PSD exerce em Lisboa um veto de bolso

Aprovado pela Câmara, aguarda aprovação pela Assembleia -- as denúncias espalham-se por Lisboa inteira. Esta foto foi tirada ontem no Largo do Chafariz de Dentro, em plena Alfama.

Era de prever. António Costa e a Câmara de Lisboa, eleitos nas intercalares de 2007, tiveram de enfrentar a hostilidade militante, a guerrilha, da Assembleia Municipal, de maioria PSD, que ficou de 2005. Inclusive na aprovação de projectos de recuperação das casas degradadas. O PSD de Lisboa veta o Executivo camarário, e pode fazê-lo, como o mais alto magistrado da Nação guerreia o Executivo nacional e o Parlamento, e está no seu direito de Presidente da República. Não é o PSD que é mau, nem é o Presidente que exorbita.


Como não é o Tribunal de Contas que se entrega a maledicência, nem o Tribunal da Relação que se arrisca a levantar um tsunami sobre a nossa economia em perigo com a decisão de declara inconstitucional tudo o que ASAE tem feito.


É o sistema que temos. Para ninguém poder governar e responder por isso perante os eleitores. Por isso, a Constituição prevê e promove contrapesos que invalidam os pesos, anima "forças de bloqueios", pôs de pé um sistema divertido, para juristas e comentadores, que vai da administração autárquica ao governo do País.


O sistema assenta na desconfiança de todos em relação a todos. A falta que faz uma revisão constitucional que dê aos eleitos o poder de governar e o ónus de responder por isso. Sem desculpas. Os cartazes que António Costa mandou espalhar por Lisboa são mais uma prova de que o sistema assim funciona.