Mostrar mensagens com a etiqueta Religiões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Religiões. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mas afinal quem são os tipos da Lusófona?


A mim o que mais me choca na licenciatura de Relvas é o comportamento da "Universidade" Lusófona e dos seus reitores, aqui a homenagear o Bispo do Porto. Quem foi capaz de subscrever esta bosta que o Público de hoje revela na íntegra? Que domínio da linguagem, da gramática, da lusofonia, justifica uma conclusão como esta:
Três aspectos merecem particular relevância: a longevidade das funções desempenhadas, a natureza das mesmas, maioritariamente de liderança ou grande responsabilidade institucional, e a sua variedade. Estes dois aspectos enunciam um currículo rico em elementos que enquadram um parecer de valorização do mesmo em 160 ECTS, que deverão ser feitos equivaler a diferentes unidades curriculares, preferencialmente em linha com os diferentes pontos enunciados neste parecer.  
Atente-se nos "três aspectos" que afinal são dois. Na "longevidade" de "funções", hem! Nos "elementos" do currículo (quais?), que enquadram (sic) um parecer de valorização do mesmo em 160 ECTS.  Porquê 160, e não 170, ou 120, ou 10? Nenhuma explicação. Assim funciona a Lusófona e o seu 'reitor-fundador nunca deixará de ser, com ou sem diploma e medalha oficiais, vitalício “Reitor Honorário” da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa?' (Sic! Elogio em boca própria!)

Assim se define o primeiro subscritor do "parecer" (alguém o homologou?), Prof. António Fernando dos Santos Neves, "reitor-fundador", com letra pequena, e "Reitor Honorário", com letra grande, em entrevista que ele próprio se faz na Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias. 

Aí se diz que é "doutor em Filosofia e em Ciências Sociais Aplicadas na especialidade de Pensamento Contemporâneo". Mas não se esclarece que Universidade lhe deu o título.

Aí se gaba de ter sido "Professor de Ciências Políticas na Universidade de Paris". Qual delas, para podermos confirmar? Paris I? Paris II? Paris III....Paris XIII? É que há mais de 40 anos que não há uma Universidade de Paris, mas 13, autónomas e independentes. Faut pas épater le bourgeois com essa de que foi "Professor de Ciências Políticas", com letra grande, em Paris, sem dizer quando, a que título e em que universidade. Eu fui aluno (só aluno, não pedi por isso qualquer equivalência em Lisboa) de Paris II, Université de Panthéon-Assas. Nunca o vi por lá.

Também diz o Prof. Doutor Lusófono que "estruturou nas Universidades Portuguesas a disciplina IPC – Introdução ao Pensamento Contemporâneo”. Ah estruturou? O que é isso? E "as Universidades Portuguesas" sabem disso?

O melhor do seu currículo, no entanto, é que "fundou as Semanas Portuguesas de Teologia”. "Fundou". Teologia, hem! Aliás o primeiro dos seus livros chama-se "Estudos Teológicos" E foi publicado nas Actas das Semanas Portuguesas de Teologia, Org., 6 volumes (Lisboa, 1962…, Reedição fotocopiada, Revista Lusófona de Ciência das Religiões.

Está tudo explicado? Ainda não. Teólogo é mas de Bolonha! Ele próprio se diz "apóstolo-mor", na introdução, e apóstolo máximo, de viva voz, nestes termos
Como é sabido, o novo reitor da ULPorto (ele próprio Fernando Santos Neves!) já não se livra da fama (esperemos também que de algum proveito...) de ter sido, em Portugal, o apóstolo máximo da “Declaração de Bolonha” contra os “atrasos de vida e de modernidade” das Universidades Portuguesas (sic).

Que até terá publicado um livro: “Adimplenda est Bolonia! É preciso cumprir. Pois cumpriu Bolonha e de que maneira: 160 créditos, por junto e atacado, à vontade do freguês, sem justificações que se vejam, o homem é um teólogo, a licenciatura de Relvas é uma coisa do Além. Da Universidade Lusófona.

Sabem por acaso como se entra na Lusófona? Por exames de ingresso, claro. Com que provas? Oiçam isto, tirado do site da Lusófona de Lisboa: 
Para a candidatura de 2012 podem ser utilizados como provas de ingresso exames feitos em anos anteriores.
Entenderam?! E a seguir:
Os exames nacionais do ensino secundário podem ser utilizados como provas de ingresso no âmbito da candidatura à matrícula e inscrição no ensino superior no ano da sua realização e nos dois anos seguintes, sem necessidade de repetição no ano em que for concretizada a candidatura ao ensino superior.
Ainda há quem se queixe que alguns souberam que "podiam" sair nos pontos de português certos cantos dos Lusíadas! Na Lusófona "podem sair", eu disse podem, pontos de exames anteriores, ou dos exames do secundário. Querem apostar que geralmente saem mesmo?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Islão mostra a sua força... em Paris.



Provocatório? Demonstração de força, pelo menos. A mensagem é "o que o Estado francês diz a nós não nos afecta". O mais preocupante é que o Estado francês é rigorosamente laico, não tem concordata com a Santa Sé desde que o Governo colaboracionista de Vichy foi varrido do mapa no pós-Guerra, nunca vi uma procissão nas ruas de Paris, nem missas ao domingo em nenhum canal de Televisão, nem programações "adequadas às quadras religiosas que atravessamos", como em Portugal.

Por exemplo, esta reivindicação tão portuguesa dos colégios católicos, que reivindicam o direito de custar mais ao Estado do que o ensino público, e andam de língua na boca com o Dr Portas e o Prof Cavaco numa cruzada, antigovernamental, em que vale tudo, de Norte a Sul, em França seria inconcebível. Nem o Le Pen é tão reaccionário!

Sou ferozmente tolerante, respeitador de todos os credos, e concepções de vida. Mas há um limite: que nenhuma religião pode colocar-se acima do Estado e usufruir de privilégios e benesses que os demais cidadãos não têm. Em França como em Portugal.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pat Robertson: terramoto do Haiti é consequência de um pacto com o diabo


O terramoto do Haiti? Obra do diabo! Os antepassados dos haitianos fizeram um pacto com o diabo, para se verem livres dos franceses. Desde então, estão ao serviço do maligno e por isso levaram com o terramoto em cima. É a tese de Pat Robertson, "confessor" de Bush, o mais famoso dos pregadores televangélicos dos EUA. No fundo, o pastor Robertson segue as pisadas do nosso Padre Malagrida, depois do terramoto de 1755, que o Marquês de Pombal denunciou à Inquisição por heresia e morreu na fogueira. Robertson tem sorte de não ter nascido no tempo e no pais do Marquês.