Não deixe de ir lá, veja e aprecie o post e os comentários, há muito que ler, não há como a Aspirina B para lhes tratar da saúde.4 comentários Publicado por Val às 15:23 em Valupi.Na Justiça portuguesa nada se prova, mas também nada se perde, pois o PSD tudo transforma em miserável chicana política.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
"Lavoisier e as escutas", segundo Valupi
Cito do Aspirina B, um blog "antianalgésico, pirético e inflamatório", que não lhe doam as mãos:
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Governo de juizes com "jornalistas" por dentro
Ao que isto chegou! Um "governo de juízes" é isto mesmo: Não se pode escutar, sem mais nem menos, as três mais altas figuras da hierarquia do Estado, incluindo o Primeiro-Ministro legítimo e legitimado? Por isso não seja a dúvida: arranja-se um processo de primeira instância em que seja suspeito um amigo do PM, coloca-se sob escuta, e há-de encontrar-se um juiz que valide essas escutas. E um corpo de agit-prop, com antenas privilegiadas junto do processo, bem experimentado, que inunde os jornais de confiança com carradas de especulações.
Não tardará haverá jornalistas e deputados, em uníssono, a sugerir/exigir ao Primeiro-Ministro, a este e a todos os que hão-de vir, mas quando vierem já ninguém se lembra, que dê um prémio aos prevaricadores revelando a ele próprio o teor das conversas, ilegalmente gravadas. Que estará em causa, dirá um qualquer jornalista, de preferência já condenado e bem condenado por violação do segredo de justiça, que "o regime joga a sua própria cara e dignidade". O regime, nem Alberto João Jardim diria mais.
Tudo porque juizes e procuradores, e alguns jornalistas, puseram a pata na poça e não sabem como esconder esta estranha ideia que neste governo de coligação juizes-jornalistas vale tudo, e quando a violação da Lei não for suficiente, exige-se das vítimas que estendam o pescoço à degola, invertendo alegremente, jornalistas e deputados, o ónus da prova.
Há que dramatizar, está dado o mote, ao director-ajunto do Correio da Manha (disse manha, sim senhor), aliam-se dois vice-presidentes do PSD, Aguiar-Branco e Mota Pinto, a própria Manuela Ferreira Leite, enfim. Nada de mais: que o PM se imole no altar dos sacrifícios, que a Justiça está à rasca e os jornalistas também com a campanha que lançaram e caiu num impasse.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Não dou nada por este Governo
Estava à vista com a formação do Governo, como notou Miguel Sousa Tavares a semana passada no Expresso: este Governo fica a perder por comparação com o anterior, foram sacrificados praticamente todos os ministros que não tiveram dúvidas em fazer frente aos lóbies, que eles, sim, põem e dispõem na governação.
O "agachamento" do Executivo já tinha começado com a promoção de Ana Jorge, a ministra da Gripe C, a Gripe da Comunicação, que ela promove há meses com as suas aparições dia sim dia não na Televisão e é tudo o que faz. Sócrates promoveu-a a cabeça de lista por Coimbra. E foi em Coimbra, não sei se repararam, que o PS teve o seu pior resultado: perdeu metade, 3 em 6, dos seus deputados. Como "prémio" continua ministra. Imposta pela Ordem dos Médicos e por Manuel Alegre, que estranha aliança!
O "agachamento" perante os lóbies já começou a vir ao de cima na Educação, onde a ministra Alçada, contradizendo o Primeiro-Ministro durante o próprio debate do programa de Governo, não se coibiu de disparar, e disparatar, contra a equipa em que é suposto jogar. A Ministra Alçada é em minha opinião um erro de "casting", não tarda a enterrar, de vez, o pouco que resta das marcas de carácter, coragem e determinação que deram duas vitórias a José Sócrates.
Este Governo é fraco, como se viu, o Presidente está cada vez mais abespinhado, agressivo e dissimulado, a tentar cavar a sepultura do Governo e a insistir nas suas teses económicas "únicas e exclusivas". Pode ser que receba um Nobel da Economia, mas depois de empurrar o País para um buraco de que não sairemos tão cedo.
A guerrilha anterior às eleições está a regressar a todo o vapor. Ouviram as diatribes de João Palma contra o PGR e as reacções exacerbadas de António Martins contra "o seu" (nosso é que não é!) Conselho Superior da Magistratura? Dá medo! Hoje em Portugal qualquer cidadão sabe que não basta ser sério, cumpridor, amigo de todos, generoso e exigente, consigo próprio, tolerante, justo. Se cair nas "malhas da Justiça" pode ser destruído num ápice! Que a Justiça é uma lotaria, senão é que... está entregue aos bichos!
Quando os sindicalistas fazem a lei, como acontece na Justiça (e se prepara na Educação, numa aliança histórica da extrema esquerda com a extrema direita parlamentares, com o aval do extremo Presidente que temos) o que os cidadãos podem fazer é mesmo... meter-se em casa, que a rua ocupa-a quem as TVs querem, e ter medo.
Talvez seja isso a tal "asfixia democrática" que como na fábula do lobo alguns começaram por atribuir aos outros.
De qualquer maneira, em Janeiro, se lá chegarmos com vida, "chumba" o Orçamento e, embora isso não seja automático, cai o Governo, três meses são suficientes para desgastar este governo flagelado. Sobretudo se, como lhe recomendou Francisco Assis, entre a espada e a parede preferir a espada, que sempre é uma morte mais digna e a preferida de Sócrates, ouvi-o dizer, na longa marcha da co-incineração.
Portas e Louçã já começaram a queixar-se desta potencial tentação do Governo para resistir de cabeça alta às manigâncias que ambos lhe preparam. Se preferir morrer como touro na arena, em vez de ficar bandarilhado, a sofrer, por tempo indeterminado, é certo e sabido que... a culpa será do touro... O que povo quer é espectáculo.
sábado, 7 de novembro de 2009
Festival de Cinema do Estoril
Estou em todas neste Festival do Estoril, que comecei ontem e recomendo vivamente.
Uma amostra: hoje, sábado, temos entre outros O Laço Branco, de Haneke, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, a antestreia do último de Fernando Lopes, Os Sorrisos do Destino, o mais completo documentário sobre a Guerra Civil Espanhola, La Guerra Filmada (que não vou ver), um intrigante filme catalão Le Petit Indi, que já vi. Para al´
em das Robert Frank Sessions, da retrospectiva de Juliette Binoche e do mais que aí vem.
O problema é não se poder estar em dois lugares ao mesmo tempo e ter este vício burguês de comer uma ou duas vezes por dia.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Pacheco Pereira ─ diz-me com quem andas!
Estes são os livros que Pacheco Pereira anda a estudar: panfletos da Democracia Nacional, associação da extrema-direita espanhola, contra a União Europeia.
Como se vê, no seu blog .
Leva o caminho de Jacques Doriot, que começou radical de extrema-esquerda, nas juventudes comunistas francesas no princípio dos anos 20, e acabou fascista e colaboracionista no final dos anos 30, no chamado Partido Popular francês? Veja-se esta apreciação, muito a propósito, de João Pinto e Castro, assinalada pela Câmara Corporativa:
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Outra vez?! Ao Everton?! Sem problemas no túnel?!
Saviola (right) was superb as an attacking force for Benifica
Javier Saviola and Oscar Cardozo scored as Benfica deservedly defeated Everton in the Europa League ─ diz a BBC e tem razão.
É o que acontece quando não nos expulsam ao intervalo
o nosso ponta-de- lança.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Juncker e Fischer: os melhores para a Europa!
O Tratado de Lisboa vai entrar em vigor no dia 1 de Dezembro. Finalmente! Do que conheço, e nos meus tempos de jornalista conheci praticamente todos os Estados-membros, o que faz falta agora é eleger para os dois altos cargos duas personalidades pró-europeias, capazes de dar voz à Europa e fazer avançar a solidariedade e a coesão social.
Por mim se houvesse sufrágio universal na União Europeia para a designação dos dois altos cargos previstos na Tratado de Lisboa, votaria sem a mínima hesitação em...
- Jean-Claude Juncker, para Presidente do Conselho Europeu e
- Joschka Fischer, para Alto Representante para a Política Externa e de Segurança.
E se fosse na RDA a rejeição chegava aos 99,9%
A facilidade com que os gajos do PCP e do BE fazem seus os votos do PSD e do CDS.! Vejam aqui e pasmem:
Infelizmente para o autor do post, o Muro caiu, faz agora vinte anos, e deixou de ser possível juntar os votos todos no mesmo saco.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A Democracia tem regras
Não vejo como o Parlamento pode impor numa suspensão da avaliação dos professores. Trata-se de uma medida governativa em curso. A Assembleia não governa, legisla, controla o Governo (pode fazê-lo cair, pode mesmo impedir que entre em pleno funcionamento, basta-lhe rejeitar o programa), pode chumbar o Orçamento de Estado (o que seguramente vai fazer em Janeiro) mas não pode suspender ou anular actos avulsos do Governo. ´
Por isso se diz que não temos um "governo de Assembleia", como no tempo de Robespierre, nem "um governo dos sovietes", como na época de Lenine, de Trotsky e de Estaline.
A Oposição tem maioria, é verdade. E entende-se com facilidade, está unida. Mota Soares, do CDS, diz exactamente o mesmo que Helena Pinto, do BE, a qual dá o mote para o que vai dizer Aguiar-Branco, do PSD, apenas Bernardino Soares, na forma, diverge ligeiramente dos demais. Ouviram as reacções ao programa do Governo?
Entende-se com facilidade, a Oposição está unida, "e jamais será vencida", na condenação da avaliação dos professores, que entra na segunda fase se o Programa do Governo não for rejeitado. Pois rejeitem o Programa do Governo. Isso a Oposição pode fazer. Não pode é governar e continuar a ser Oposição.
Há regras. A Oposição, mesmo estando unida no Parlamento, não pode, como se fez uma vez no tempo de Salazar, aprovar uma lei a anular uma sentença de um tribunal. O Salazar também não podia, e era ditador. Lembro-me como, quando comecei os meus estudos de Direito, antes do 25 de Abril, na Faculdade de Direito de Lisboa ─ na qual os professores eram todos "salazaristas", com a excepção do Palma Carlos e do Olavo, "especialistas" convidados ─ como a grande (única?) crítica ao Governo em várias cadeiras era aquela decisão judicial que tinha sido anulada por decreto!
Que Paulo Portas, mau aluno de Direito, já esteja a publicitar o decreto que tem em mente para resolver a avaliação ─ não me admira nada. Portas não tem escrúpulos.
Que o Bloco de Esquerda também ache que a coisa se resolve por decreto - está-lhes no sangue. Ainda recentemente apoiaram o Manuel Zelaia, das Honduras, que pretendia levar a referendo, e não podia, a possibilidade de se recandidatar ao lugar de Presidente. O Bloco aceita a Constituição enquanto não puder acabar com ela. Do que ele gosta mesmo é de um "governo dos sovietes", da "revolução permanente". O voto é apenas "uma forma de luta", como disse Miguel Portas, na "luta" que o levou a Bruxelas.
Agora que o PSD alinhe nisso é que causa impressão. Os governos de Assembleia acabam geralmente mal.
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