Passa-se o mesmo em Portugal com a gripe A. Quatro mil novecentas e cinquenta e cinco notícias de televisão, um milhão e novecentos e trinta e sete mil spots na rádio, todos jornais à espera e ninguém morre de gripe A em Portugal? Repararam no ar enfastiado com que o José Rodrigues dos Santos dá aquelas notícias que afinal aquela senhora em perigo de vida durante tantos dias no Santo António no Porto já deixou os cuidados intensivos? Ou aquele obeso mórbido do Algarve, de resto uma pessoa saudável, como referiu a SIC, que não há maneira de morrer de gripe A por mais manchetes que lhe ofereçam?
Na América há meses que a Janet Napolitano, secretária no governo de Obama para a segurança interna, veio dizer que a gripe A não passava de uma gripita. Propagava-se como o vento mas não abatia ninguém ou quase. Que muito mais gente morria e ia continuar a morrer de simples constipação, a qual mata que se farta, para morrer basta estar vivo.
Em Portugal a notícia de que a gripe A não passava de uma gripita foi ignorada. E não havendo epidemia de gripe A pelo menos haveria uma "epidemia de medo", como aquela que denunciaram os médicos espanhóis que não os portugueses. Os telejornais continuam insuflar o balão da gripe, a luta continua, o Sócrates para a rua.
E nunca mais morre um para amostra? Nem por asfixia? Aqui ou na Madeira?! Para Alberto João Jardim, Manuela Ferreira Leite, Cavaco Silva, poderem dizer alguma coisa de horrível? Também já é má vontade deste Governo, que por isso deve responder.
